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domingo, 19 setembro, 2021

Fazendeiro encontra artefato egípcio de 2,6 mil anos

Revista Mensal
Vitor Marcolinhttps://lletrasvirtuais.blogspot.com/
Apenas mais um dos milhares de alunos do COF. Non nobis Domine.

Enquanto preparava suas terras para o cultivo, fazendeiro descobre placa de arenito datada da 26ª Dinastia Egípcia

Para contemplar o belo sorriso da fortuna, às vezes tudo o que o sujeito precisa fazer é, em posse de uma pá, caminhar até o campo e cavar; exercer o seu ofício de agricultor como quem espera unicamente colher os frutos da terra. Estes podem vir na forma de batatas, abóboras, mandiocas ou artefatos egípcios de 2,6 mil anos. A fortuna, tal qual mulher astuta, faz o que bem quer com o pobre coitado. Segundo uma declaração do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, um fazendeiro da cidade de Ismaília, localizada no Nordeste do país, encontrou uma verdadeira preciosidade enquanto cultivava as suas terras.

A placa de arenito descoberta pelo fazendeiro tem todos os elementos que um achado do Antigo Egito deve ter: hieróglifos e marcações que indicaram a idade do objeto, o nome do governador Apriés, que governou de 589 a.C. a 570 a.C. está inscrito na placa; grandes dimensões, o artefato tem 2,3 metros de altura e 45 centímetros de espessura; e, o melhor, um excelente estado de conservação.

O artefato data da 26ª Dinastia, entre 672 a 525 a.C. Foto: Reprodução/Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito/Facebook.

Como é possível observar através da fotografia divulgada na rede social oficial do órgão egípcio responsável pela conservação das antiguidades, as 15 linhas de escrita hieroglíficas estão em excelente estado de conservação — para um enorme objeto de 2,6 mil anos.

O agricultor de Ismaília entregou a sua descoberta ao Museu de Antiguidades da região, a Nordeste da capital Cairo. O Secretário-Geral do Conselho Supremo de Antiguidades, o Sr. Mostafa Waziry, afirmou durante a declaração oficial que o achado “é apenas uma das várias placas que o Faraó Apriés ergueu durante suas campanhas militares direcionadas ao Leste do Egito“.

Waziry salienta que é possível observar, na porção superior da placa de arenito, a representação de um disco solar alado, associado à divindade máxima do panteão egípcio, o deus , o deus Sol. O símbolo do rei Apriés também é visível. Este fora o quinto rei da 26ª Dinastia, sucedendo a seu pai, o monarca Psamético II. Apriés teve uma vida trágica: depois de empreender guerras contra invasores fenícios que desencadeou uma guerra civil, o rei fora feito prisioneiro e, depois, morto por estrangulamento. Deram-lhe, mesmo assim, um funeral com honras de um monarca egípcio. Não havia distinção entre o rei e as divindades.

Com informações da Revista Galileu e do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito.

“Os homens temem o tempo; e o tempo teme as pirâmides”.

Antigo ditado egípcio.

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