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domingo, 28 novembro, 2021

Hoje na História: Benjamin Franklin e o para-raios

Revista Mensal
Vitor Marcolinhttps://lletrasvirtuais.blogspot.com/
Apenas mais um dos milhares de alunos do COF. Non nobis Domine.

O polímata, que fora agente ativo nos processos de independência dos EUA, consagrou-se também por suas contribuições no campo da ciência experimental

Aristóteles fora o primeiro a explicar a realidade da alma racional. A causa final da existência humana, o propósito da vida, é o conhecimento da verdade que se dá quando do encontro da inteligência com a realidade. O homem, portanto, naturalmente quer saber; precisa saber. O leitor agora está preparado para responder à pergunta do Antônio Abujamra sem constrangimento. O homem é polímata por natureza, na mais pura acepção do termo, e, no transcurso da História, algumas mentes notabilizaram-se pelos frutos que a sua vocação natural lhes rendeu. Falemos sobre Benjamin Franklin.

O aspecto mais notável na personalidade dos polímatas é o não conformismo com as respostas do sistema. É evidente, portanto, que o fator decisivo implicante nesse processo é a liberdade. O sujeito leva a cabo as suas investigações não por status acadêmico ou social — ainda que, em alguns casos, eles sejam consequência –, mas porque decide atender ao chamamento mais íntimo da sua alma racional. Benjamin Franklin fora empreendedor do setor editorial, jornalista, inventor; como diplomata, atuou como articulador dos processos de independência dos EUA e fora, posteriormente, embaixador desse país na Europa. Homem de negócios, de ciências e de letras, Franklin deixou registrado, em sua autobiografia, o itinerário da sua vida intelectual.

Benjamin Franklin. Pintura de Benjamin West, 1816, óleo sobre ardósia — 34 x 25,6 cm. Museu de Arte da Philadelphia, EUA.

Como memorialista, Franklin deixou um legado inestimável: nos últimos três séculos da História do Ocidente ele fora uma das provas mais eloquentes do impacto objetivo da aplicação da disciplina na vida cotidiana. Sua autobiografia não se tornou um sucesso editorial sem motivo, os resultados objetivos de ser metódico, responsável, consciente dos fatores determinantes para o sucesso nas coisas grandes e pequenas, estão todos lá. A vida de Benjamin Franklin tornou-se um modelo para os homens de sucesso, sobretudo no âmbito empresarial. É natural que uma vida que obtivesse sucesso em áreas tão distintas servisse de modelo e inspiração. Ben Franklin é sinônimo de disciplina.

E fora esse ordenamento, essa organização, essa atitude metódica para com os estudos que o levara a observar, durante aquela tarde tempestuosa de 1752, a natureza elétrica daqueles feixes de luz que se seguiam depois das trovoadas. O papagaio, a chave de metal presa à linha, a presença de seu filho que o ajudara, são figuras consagradas na sua biografia; facilmente associadas à sua imagem. Depois de desenvolver o protótipo do para-raios e, através de seus dotes de empreendedor, vendê-lo para toda a Europa, Benjamin Franklin acrescentou mais um detalhe à sua vida de notáveis realizações. O autor desta matéria não fora uma criança serelepe, do tipo que, sem intenção, causava horror à mãe fazendo do telhado plataforma para o lançamento de pipas, ele preferia passar horas na companhia dos livros. Mas, uma pulga se lhe coça atrás da orelha: “Como alguém pode soltar pipa debaixo de chuva, meu Deus?”.

Com informações do site DW e da Autobiografia de Benjamin Franklin, Auster Editora, tradução de Bruno Alexander e Thomaz Perroni.

“Quando somos bons para os outros, somos ainda melhores para nós.”

Benjamin Franklin

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