O acontecimento serviu para cientistas estudarem o comportamento humano durante uma pandemia

Já imaginou estar em um jogo online de mundo aberto enquanto ocorre uma pandemia no mesmo? Pois foi isso que os jogadores de World of Warcraft viveram por quase um mês em 2005.

Tudo começou com o chefão da raide Zul’Gurub, ‘Hakkar, o esfolador de almas’, que infectava seus inimigos com seu feitiço de Debuff, o “Sangue corrompido”, que lhes retirava pontos de vida por um curto período de tempo e transmitia esse feitiço para todos que estivessem perto do enfeitiçado.

Tudo isso foi planejado para jogadores de nível alto (guardem isto) que poderiam resistir facilmente ao feitiço, ainda por cima contavam com ajuda de curandeiros que poderiam reverter o feitiço.

Porém, ninguém contava com a “esperteza” de alguns jogadores, que colocavam seus pets de estimação para receber o feitiço, poupando sua vida e sacrificando o animal.

Mas, algum desatento guardou seu animal antes que o efeito do feitiço passasse, com isso ele acabou “guardando” o feitiço junto.

Ao sair da Raide e voltar para alguma das cidades principais, o sujeito provavelmente invocou seu animalzinho infectado, fazendo todos que estivessem perto contraírem a “doença”.

Para a surpresa de todos a “doença” se alastrou muito rápido, visto que os NPC’S do jogo também transmitiam ela, mas não sofriam dano com a  mesma, fazendo assim uma transmissão infinita.

Imagem: techprincess.it

Na imagem acima, podemos ver o que acontecia com jogadores de menor nível. Já que o feitiço foi feito para jogadores de maior nível, os mais novos morriam logo após contrair a “doença”.

Logo a Blizzard ficou ciente de todo o caos e estudava formas de lidar com isso, mas enquanto eles pensavam, os jogadores agiam. 

Segundo o Tecnoblog, surgiram zonas de quarentena, refúgios em matas e cidades menores, curandeiros que se voluntariaram e curavam os jogadores de menor nível gratuitamente. Mas nem só de bonzinhos era feito o jogo!

Também havia os jogadores que espalhavam propositalmente o feitiço para outros jogadores e entravam em cidades seguras para espalhar em NPC’s, visto que eles eram vetores do feitiço.

Felizmente, quase um mês depois, a Blizzard arranjou uma solução: Resetar todos os servidores do jogo e lançar uma atualização com a “cura” para a “doença”, fazendo animais e NPC’s serem impossibilitados de contrair o feitiço.

Mas, não acaba por ai, isso serviu para muitos cientistas estudarem o comportamento humano diante de uma pandemia.

Um desses estudos foi realizado pela Universidade de Tufts, que foi publicado neste artigo em 2007. 

Mal sabiam eles que, em treze anos, tudo que era virtual se tornaria realidade. World of Warcraft tinha aproximadamente 4 milhões de jogadores na época.

Com informações de A Paladina, Tecnoblog e The Lancet


Descende de Adão e Eva – tornou Aslam. – É honra suficientemente grande para que o mendigo mais miserável possa andar de cabeça erguida, e também vergonha suficientemente grande para fazer vergar os ombros do maior imperador da Terra. Dê-se assim por satisfeito.

– C. S. Lewis, As Crônicas de Nárnia

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