A notícia contribui para a impressão geral de que, a cada ano, a dinâmica da natureza sofre um salto brusco.

O ano que marca o ingresso na segunda década do século XXI não entrou para os anais da História somente como o ano do início da pandemia, fatos relevantes em outras áreas da Ciência também mereceram destaque. É o caso da Astronomia: no ano passado, cientistas conseguiram detectar quase 3000 asteroides em regiões de proximidade preocupante com o nosso planeta. Por isso, o aprimoramento das técnicas de localização é de suma importância para a detecção de possíveis rotas de colisão com a Terra.

Há uma semana, uma rocha com a proporção aproximada de 340 metros de largura, conhecida no âmbito científico como Apophis, passou muito próximo do nosso planeta. O fenômeno atemorizante foi a oportunidade perfeita para os cientistas testarem o sistema de defesa planetário mundial, no qual os especialistas podem avaliar os graus de probabilidade das rotas de colisão dos asteroides contra o planeta Terra. O astrônomo do planetário da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, Vishnu Reddy, foi consultado sobre as observações.

“O sistema funciona como uma simulação de incêndio com um asteroide real”. — Vishnu Reddy.

O asteroide Apophis, segundo os cálculos da equipe de monitoramento, deverá retornar à zona de aproximação da Terra em 2029, quando chegará a apenas 40.000 quilômetros do planeta — muito próximo da região onde ficam os satélites artificiais. Para efeitos de comparação, nosso satélite natural, a Lua, está a uma distância de cerca de 384.000 quilômetros; o Apophis, quando da sua aproximação, em 2029, estará 9 vezes mais perto da Terra! No entanto, há sempre aqueles que celebram oportunidades como esta, em 8 anos será a primeira vez que os astrônomos terão a oportunidade de observar um asteroide tão de perto. Ainda segundo Reddy, do número total das rochas espaciais observadas, pelo menos 107 delas passaram pelo nosso planeta a uma distância inferior a da Lua. O acercamento mais significativo, no entanto, foi o de uma pequena rocha, o 2020 VT4, que tangenciou o nosso planeta a apenas 400 quilômetros acima do Oceano Índico.

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