A solenidade católica fora instituída em 11 de agosto de 1264 pelo Papa Urbano IV

A bula Transiturus de hoc mundo (Passando deste mundo), outorgada pela autoridade do Pontífice Urbano IV no longínquo ano de 1264, estabelece uma das mais importantes práticas da da Igreja desde a sua fundação por N.S Jesus Christo. Fora, aliás, o próprio Mestre quem instituíra a festa litúrgica em honra de seu Santíssimo Corpo e de seu Preciosíssimo Sangue.

A didática do calendário litúrgico da Igreja Católica é altamente eficiente, há milênios os fiéis são instruídos nas matérias de e chamados, sazonalmente, ao esforço dos preceitos da religião. “Amar a Deus acima de todos as coisas e ao próximo com a ti mesmo” é o fundamento do Cristianismo. Fundamento este dotado de profundas e permanentes implicações morais.

A celebração litúrgica que observamos hoje é ocasião própria para seríssimas reflexões sobre as responsabilidades individuais do cristão. Não é necessário ter lido — e entendido — de fio a pavio a gramática Latina do Napoleão Mendes de Almeida para acessar, no bom Português, a tradução dessas palavras latinas: Corpus Christi é o Corpo de N.S. Nesta data a Igreja convida o fiel a refletir sobre o grau de comprometimento, de responsabilidade e de consciência com o qual ele está comungando.

Hoje, fala-se muito em vocação; vocação para a vida intelectual, para a vida matrimonial, bélica, operária, mansa, heroica, sacrificial. Contudo, existe um vocativo universal para o qual todos foram chamados: a vocação para a Santidade. Especialmente nesta data, a Igreja, mãe e mestra, conduz o cristão a um exame apurado da sua própria consciência.

Não é lícito aproximar-se do Santíssimo Sacramento em estado de pecado mortal. Hoje, é inegável a atmosfera de negligência, de leviandade e até de desdém com que as pessoas, os fiéis, aproximam-se para comungar. A Santa Missa parece ter se transmutado em mais um evento de entretenimento semanal; um acontecimento banal, menos empolgante do que ir ao cinema ou ao botequim com os amigos. Objetivamente, a mensagem do Corpus Christi é de uma clareza e eloquência constrangedoras: como estou comungando?


Com informações do site do Padre Paulo Ricardo e da Bula Papal Transiturus de hoc mundo.

“E, tendo dado graças, o partiu e disse: ‘Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim'”.

I. Coríntios XI, 24.

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1 Comments

  1. Uma página que conforta e inspira a reflexão. Amar a Deus sobre todas as coisas nos conduz ao auto conhecimento e gratidão pela vida. A consequência é o respeito e amor aos semelhantes. Na eucaristia, o alimento da alma, está o reforço para cuidar do corpo que recebe em recolhimento agradecido a graça do sacramento. Bela página!

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