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domingo, 19 setembro, 2021

Campo magnético: anomalia sobre o Brasil está crescendo

Revista Mensal
Vitor Marcolinhttps://lletrasvirtuais.blogspot.com/
Apenas mais um dos milhares de alunos do COF. Non nobis Domine.

Há um acentuado enfraquecimento do campo magnético sobre grande parte do território da América do Sul — principalmente sobre o Brasil

Estudo publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences descreve uma anomalia no campo magnético da Terra. A irregularidade, que atua sobre grande parte do território da América do Sul, é apenas um dos efeitos estranhos de um fenômeno maior: a inversão dos polos magnéticos do planeta.

A irregularidade é objeto do constante monitoramento da NASA, que já tem dito que o crescimento do fenômeno pode causar, objetivamente, impactos negativos para a vida dos habitantes do planeta — sobretudo para aqueles que vivem na América do Sul. Sob economia de palavras, uma anomalia do campo magnético da Terra implica que, sobre a área afetada, a intensidade do campo é menor.

A existência do campo magnético é fundamental para a manutenção da vida no planeta. Não só. A estabilidade do campo também é indispensável para a dinâmica natural dos ciclos da vida na Terra. A radiação oriunda dos confins do Universo atingiria a superfície do nosso planeta diretamente se o crivo do campo magnético não nos protegesse.

O campo magnético protege a atmosfera terrestre contra a radiação eletromagnética que, na Física, recebe o nome de “Radiação Ionizante”: radiação capaz de transformar um átomo em um íon, isto é, de retirar elétrons do átomo. A radiação ionizante é altamente cancerígena (daí a importância da proteção contra os raios UV), ela pode destruir a atmosfera.

Uma das maiores preocupações dos observadores da NASA com o enfraquecimento do campo magnético são as implicações físicas sobre os aparelhos que demandam eletricidade para o seu funcionamento. Estes aparelhos podem, consequentemente a tempestades solares, ser destruídos; satélites e, principalmente, a rede mundial de computadores serão fatalmente atingidos por uma eventual tempestade solar.

O campo magnético é formado com a movimentação do ferro e níquel no núcleo do planeta. Mas, não só. Rochas magnetizadas na superfície da Terra também somam para a força do campo. Existe, como explica o geofísico da NASA Terry Sabaka, uma “superposição de campos de muitas fontes”. Conforme o Serviço Geológico do Brasil, outras fontes, como os próprios ventos solares e as rochas magnetizadas na superfície da Terra, por exemplo, correspondem a cerca de 10% da força total do campo magnético do planeta.

Anomalia do campo magnético sobre a América do Sul. Fonte: NASA

O campo formado pela movimentação dos metais no núcleo do planeta está se enfraquecendo. Parece, na verdade, que a perturbação na dinâmica do campo está se dividindo em duas “bolhas”. Um estudo que fora publicado em agosto de 2020 tornou pública a opinião de alguns cientistas: são sinais evidentes da inversão magnética. Nós já estamos testemunhando esta inversão. No entanto, a anomalia pode significar que as mudanças virão mais rápido do que esperávamos. As consequências da instabilidade do campo tendem a uma crescente.

Com informações do site Socientifica.

“O Universo não é uma massa de corpos inertes movidos passivamente por uma forma que os impulsiona, mas uma coleção de entes ativos”.

Wolfgang Smith

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