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segunda-feira, 20 setembro, 2021

Arqueólogos descobrem impressão digital em fragmento de cerâmica

Revista Mensal
Vitor Marcolinhttps://lletrasvirtuais.blogspot.com/
Apenas mais um dos milhares de alunos do COF. Non nobis Domine.

O achado bizarro aconteceu num sítio arqueológico na Escócia, mas ninguém foi capaz de dizer qual a importância objetiva da descoberta

Foi durante as escavações no enorme sítio arqueológico Ness de Brodgar, localizado no arquipélago Orkney, na Escócia, que os arqueólogos descobriram o pequeno objeto que, como um bom tema de especulação, está causando sensação na mídia científica. Trata-se de um fragmento de cerâmica cuja fabricação, especula-se, aconteceu no longínquo 3000 a.C., cinco ou seis séculos antes da construção das grandes pirâmides de Gizé. Mas é uma característica especial presente no pedaço de cerâmica que atrai a atenção.

O artífice que viveu no fim do período histórico da Pré-História deixou para os curiosos da posteridade sua impressão digital gravada na cerâmica! O fragmento foi escavado e examinado juntamente com um conjunto de peças denominadas “louça ranhurada“. Segundo informações da Revista Galileu, esse é o tipo de cerâmica mais comum encontrado nas escavações no Reino Unido. No entanto, encontrar a tal da impressão digital não foi tarefa fácil; não foi à base do “bateu o olho, encontrou“. Não!

Para encontrar a curiosa marca dos dedos humanos na cerâmica, os pesquisadores tiveram a ajuda fundamental de um software de computador programado para analisar as diversas fotografias dos objetos tiradas de diferentes ângulos e sob diferentes escalas de iluminação. O trabalho singular do software foi revelar, nas fotografias digitalizadas, detalhes presentes nos objetos que passaram despercebidos aos olhos dos arqueólogos no momento da escavação. Esse procedimento é conhecido como mapeamento de textura polinomial.

 Impressão digital no fragmento de cerâmica. Divulgação/ Jan Blatchford

Impressões digitais encontradas em fragmentos arqueológicos do período pré-histórico não são incomuns, como explica a Revista Galileu, mas esta é a primeira vez que os arqueólogos encontram marcas desse tipo no sítio de Ness de Brodgar. Muitas pessoas trabalham para auxiliar os arqueólogos nas escavações.

“Trabalhar em um lugar como Ness de Brodgar, com suas belas edificações e uma deslumbrante gama de artefatos, pode até nos fazer esquecer sobre as pessoas por trás deste incrível complexo”.

Nick Card, diretor de escavação do sítio, em um comunicado.

A partir da descoberta — e guiados pelo entusiasmo — os cientistas prosseguirão com as pesquisas sobre a impressão digital encontrada no fragmento de cerâmica. O objetivo é descobrir o gênero, o sexo e a idade do indivíduo pré-histórico dono da marca; fala-se até em especulações sobre as suas funções e status no âmbito daquela sociedade primitiva.

Com informações do portal UOL Aventuras na História, do site oficial das escavações e da Revista Galileu.

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