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domingo, 19 setembro, 2021

Leonardo da Vinci: pesquisadores localizam 14 descendentes do polímata renascentista

Revista Mensal
Vitor Marcolinhttps://lletrasvirtuais.blogspot.com/
Apenas mais um dos milhares de alunos do COF. Non nobis Domine.

Os descendentes são todos homens e residem nas proximidades da cidade de Vinci, na Itália

Leonardo di Ser Piero da Vinci (1452-1519), não fora o único polímata do período histórico denominado Renascimento, mas ele é, ao lado de Michelangelo e de Rafael, o mais conhecido. Seu talento extraordinário fora reconhecido pelos seus pares e pela alta sociedade da Florença do século XVI. Sua consagração efetiva como gênio da arte e da engenharia, contudo, se deu por conta do favorecimento que a poderosa corte dos Médici lhe conferiu. À sombra do poder político o homem de ciência encontrou os meios necessários para a permanência da sua memória na História: proteção e promoção.

Seus biógrafos são unânimes: Leonardo não teve filhos. No entanto, documentos históricos encontrados em antigos registros paroquiais informam aos interessados pela vida do autor da Mona Lisa que o artista teve não menos que 22 meios-irmãos. O impressionante número de parentes de segundo grau bastou para que os entusiastas da vida e obra do gênio de Vinci empreendessem esforços faraônicos para encontrar qualquer um dos descendentes do ilustre italiano. Os resultados de um estudo publicados nesta terça-feira, 6, trazem a identificação de 14 dos seus descendentes.

O achado só fora possível graças à reconstrução de uma árvore genealógica que remonta há 690 anos e é constituída por 21 gerações. O estudo fora conduzido pelo fundador do Museu Ideal Leonardo da Vinci, Alessandro Verozzi, com a colaboração da presidente da Associazione Leonardo da Vinci Heritage, Agnese Sabato. Integrando uma pesquisa iniciada em 2016, o propósito do estudo é reconstituir o perfil genético do autor da Última Ceia. Todos os descendentes identificados são do sexo masculino.

“Em 2016, nós já tínhamos identificado 35 descendentes vivos de Leonardo, mas eles eram mais indiretos, frutos de parentescos paralelos também na linhagem feminina, como no caso mais conhecido do diretor Franco Zeffirelli. Mas essas não eram pessoas que nos davam informações úteis sobre o DNA de Leonardo e, em especial, sobre o cromossomo Y, que é transmitido aos descendentes masculinos e permanece quase sem variações por 25 gerações”.

 Vezossi em entrevista à Ansa.

O trabalho de reconstituição genética documenta a linha contínua, de pai para filho, da família Da Vinci. Este sobrenome permaneceria por séculos na cidade de Vinci. A abrangência do mapeamento genético alcança até a sexta geração anterior a Leonardo, partindo do ano de 1331, com Michele, o avô do polímata. A linha familiar continua até hoje, com um total de 21 gerações e cinco ramos familiares.

“Eles têm idades entre 1 e 85 anos e não vivem em Vinci, mas em cidades próximas da Versilia, na Toscana. Eles têm trabalhos normais, com empregos diversos, como geômetras, artesãos.”

Vezossi.

A identidade dos descendentes de Leonardo da Vinci não foram divulgadas. O próximo estágio do estudo será, no decorrer dos próximos meses, submeter as amostras de DNA dos 14 homens a inúmeros testes que contribuirão com a força-tarefa internacional The Leonardo da Vinci DNA Project, sob a liderança do pesquisador Jesse Ausubel, que representa a Universidade Rockefeller, de Nova York.

Retrato de Leonardo da Vinci atribuído a seu discípulo Francesco Melzi. Fonte: domínio público.

Com informações da revista Veja, e da agência de notícias italiana ANSA.

“Pouco conhecimento faz com que as pessoas sintam-se orgulhosas. Muito conhecimento, que se sintam humildes. É assim que as espigas sem grãos erguem desdenhosamente a cabeça para o céu, enquanto que as cheias as baixam para a terra, sua mãe”.

Leonardo da Vinci.

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