A Aliança Luso-Britânica, instituída na Idade Média, mais tarde influenciaria a política no Brasil

No dia 13 de junho de 1373 era celebrada, entre os reinos de Portugal e Inglaterra, a Aliança Luso-Britânica. Aliança que fora ratificada somente em 1386, quando os representantes do rei de Portugal, D. João I, e do rei da Inglaterra, Richard II, deram por terminadas as negociações entre as duas coroas e assinaram um tratado de amizade perpétua e ajuda mútua entre os dois reinos.

Embora atualmente a aliança não seja amplamente utilizada, o acordo, durante a história, fora de crucial importância para a superação das dificuldades que ambos os países enfrentaram durante o decurso dos acontecimentos políticos. Objetivamente, alianças políticas são celebradas para garantir os interesses das partes. A Inglaterra ganhou no âmbito das questões de sucessão dos tronos no continente; ganhou também com a facilidade para importar, de Portugal, produtos como azeite de oliva e vinho; e com o apoio militar durante os diversos conflitos nos períodos medieval e moderno.

O rei George da Inglaterra e o presidente de Portugal, o Óscar Carmona, são representados neste antigo pôster em comemoração à aliança entre os dois países.

Portugal ganhou sobretudo o apoio no âmbito militar. Graças à Aliança Luso-Britânica, os lusitanos obtiveram dos ingleses a ajuda necessária para escapar da espada de Napoleão. Lembremos que a armada britânica escoltara a corte real portuguesa quando da transferência desta de Lisboa para o Rio de Janeiro, em 1808. Em retribuição, a Inglaterra ganhara o privilégio sobre os portos do Reino Unido de Portugal Brasil e Algarve que agora se abriam às nações amigas. Os acordos da Aliança Luso-Britânica eram o pano de fundo desses acontecimentos.

No século XX, quando o mundo quase padeceu sob os horrores da I e II Guerra Mundial, a Inglaterra pôde estabelecer bases militares em vários dos territórios lusitanos. Portugal mantivera-se neutro nos conflitos, tomando partido apenas no âmbito diplomático, em honra da antiquíssima Aliança. A mais recente invocação dos termos do acordo, no entanto, aconteceu em 1982, durante os conflitos da Guerra das Malvinas. As bases militares dos Açores estiveram novamente à disposição da Marinha Real Britânica.

Com informações do portal History UOL e do site RTP Ensina.

“A diplomacia sem as armas é como a música sem os instrumentos”.

Otto von Bismarck.

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