12 de janeiro de 2020.

Na primeira quinzena do ano, o mundo dá adeus a uma das maiores vozes contemporâneas do Conservadorismo: Roger Scruton, que após uma batalha perdida para o câncer, ascendeu aos céus e nos deixou um legado de valor imensurável.

Suas palavras são um sopro revigorante de lucidez em meio à histeria coletiva propagada pela esquerda e aos valores questionáveis do que por ventura vem a ser Arte, campo intoxicado por valores pós-modernos que se tornou estéril, vulgar e perturbador desde Marcel Duchamp ter imaginado quão genial seria expor um mictório, tema de sua “produção” mais conhecida: A Fonte.

Não vale a pena usar este espaço para questionar o valor daquela produção, pois trata-se de uma despedida e despedidas nunca são fáceis.

Cresci ouvindo que devemos amar inquestionavelmente pessoas que sempre estão por perto – família e amigos – e que estas pessoas nos ajudariam a compreender o mundo e atravessar momentos atribulados, o que de fato é verdade. Porém, a vida é sempre um mar de supresas e, de vez em quando, somos presenteados com conceitos reformulados, principalmente após a internet.

Hoje, vejo que as pontes afetivas também se formam com quem está longe ou já partiu. Esta ligação se dá por meio de afeto, pela forma como estas pessoas tocam nosso coração e este sentimento quebra barreiras geográficas e regras de convívio.

Minha relação com Roger Scruton e suas obras é um laço de amor. Sim, uma reafirmação diária de como amo ver o mundo sob a ótica da preservação das coisas belas, uma declaração de amor às tradições e a tudo aquilo que a esquerda busca demolir (num espetáculo grotesco a pretexto de “arte”, “justiça social” e outros eufemismos) para fazer a realidade caber em seus discursos. 

Falar de Roger Scruton é falar, inevitavelmente, de Arte, beleza e amor. Compreender suas obras é enxergar o Conservadorismo como uma ode ao amor por todas as coisas que movem nossas vidas e pelas quais deveríamos nos apaixonar todos os dias: a simplicidade, a civilidade, as boas maneiras, a lógica, a Filosofia Clássica, a segurança, a família, entre outros princípios basilares para uma sociedade próspera e afetuosa.

Scruton nos ensinou a amar, quando afirmou que o “Conservadorismo é o amor pela realidade. É o amor pelas coisas que você herdou e um desejo de reafirmar esta herança.” 


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