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quinta-feira, 28 outubro, 2021

Universidades brasileiras desenvolvem néctar de frutas probióticos

Revista Mensal
Larissa Castelo Branco
Bibliotecária em hiatus que se aventura na escrita, revisora textual, metida a cinéfila e apaixonada por Comunicação e Literatura. Em constante batalha contra a desinformação e a histeria coletiva, aprendeu com a esquerda como um ser humano não deve ser.

O novo produto ajudará intolerantes a lactose como alternativa ao consumo de leite

Uma boa notícia para aqueles que não possuem restrições ao consumo de leite: as universidades federais do Maranhão (UFMA) e do Ceará (UFC) desenvolveram, em parceria, o primeiro néctar de frutas probiótico funcional, como noticiado pelo portal da UFC.

O desenvolvimento do néctar teve como objetivo promover a inclusão alimentar para quem possui dieta restrita, como pessoas com intolerância à lactose ou portadoras de APLV (alergia à proteína do leite de vaca). Atualmente, os probióticos são encontrados no mercado na forma de leites fermentados, queijos e outros alimentos à base de leite. Por possuírem uma base láctea, estes produtos garantem que os probióticos sobrevivam à acidez do suco gástrico. O desafio do néctar desenvolvido é assegurar a mesma propriedade, garantindo a manutenção dos micro-organismos.

O projeto é de encabeçado pelas professoras Ana Lúcia (UFC), Sueli Rodrigues (UFC), Tatiana Abreu (UFMA) e Virgínia Abreu (UFMA), que deram prosseguimento ao trabalho desenvolvido pelo aluno Wallaff Feitosa, cujo trabalho de conclusão de curso foi voltado para o desenvolvimento deste produto, no ano de 2014.

Em 2015, as pesquisadoras conseguiram chegar ao produto final e em 2021 obtiveram a patente concedida pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi), que reconhece os cinco pesquisadores como proprietários tanto do processo de produção como do néctar em si.

Ainda em 2015, os pesquisadores obtiveram novas descobertas sobre o néctar, como por exemplo, a análise da de sua vida útil em refrigeração, para assim conseguir mensurar seu prazo de validade e também a viabilidade do uso de adoçantes junto ao produto, para atender às necessidades de pessoas que não consomem açúcar.

Em relação à comercialização, há boas perspectivas. Com a concessão da patente para exclusividade de produção, comercialização e uso, o próximo passo para a inserção do produto no mercado é a análise junto às empresas do setor de bebidas para o licenciamento do produção.

Os microorganismo probióticos possuem influência no controle do colesterol, no estímulo à imunidade, à amenização das constipações, na absorção de minerais e no controle da hipertensão. Até o presente momento, o néctar pode ser extraído de frutas como o caju, açaí, melão, laranja dentre outras.

Com informações do Portal da Universidade Federal do Ceará


Não é na ciência que está a felicidade, mas na aquisição da ciência.

Edgar Allan Poe

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