Destaques
O grande destaque da semana é o lançamento da Kírion, A história da civilizações vol. 4: A idade da fé, de Will Durant.
Este é o livro que abrange a era da fé em sentido amplo, quando religião e civilização se entrelaçaram por todo o Ocidente e o Oriente próximo. O historiador conduz o leitor do mundo bizantino ao islâmico, do judaísmo medieval à formação da Europa cristã, das Cruzadas às primeiras universidades, da arte românica e gótica à poesia de Dante, reunindo num só fio política, religião, filosofia, literatura, ciência e artes. Do encontro dessas dimensões nasce uma visão de conjunto que recusa tratar esse período como um intervalo de sombras ou como simples passagem entre a Antiguidade e o Renascimento.
Aqui há uma síntese histórica de fôlego, capaz de mostrar como as transformações culturais, espirituais e institucionais desse longo período deram forma à Europa que viria depois.

Destaque também para o lançamento da Auster: Vidrados: Como o vício em telas tem prejudicado nossos filhos – e como protegê-los, de Nicholas Kardaras.
Todos nós já vimos esta cena: crianças olhando hipnoticamente para telas brilhantes em restaurantes, parques e casas de amigos — e isso tem se tornado cada vez mais comum. Como um flagelo virtual, os rostos iluminados e brilhantes estão se multiplicando. Mas a que custo? Alguns dizem que as telas podem até ser boas para as crianças — uma ferramenta educacional interativa. Mas não acredite nisso.
Em Vidrados, o Dr. Nicholas Kardaras examina como a tecnologia — mais especificamente, as telas inadequadas para a idade — tem afetado profundamente os cérebros de uma geração inteira. Pesquisas de imagem cerebral mostram que as telas estimulantes e brilhantes são tão dopaminérgicas (ativadoras de dopamina) para o centro de prazer do cérebro quanto o sexo. E uma significativa crescente de pesquisas clínicas correlaciona a tecnologia de telas com transtornos como TDAH, vício, ansiedade, depressão, aumento da agressividade e até psicose. Kardaras aprofunda os fatores sociológicos, psicológicos, culturais e econômicos envolvidos na epidemia tecnológica global com um objetivo principal: explorar as consequências da exposição excessiva de telas por crianças.

Outros lançamentos
Pela Edições Livre, História do Brasil, do Frei Vicente de Salvador.

Um frade franciscano escreveu sobre o Brasil colônia, no século XVII.
Frei Vicente do Salvador é considerado o primeiro historiador do Brasil, o primeiro a escrever uma narrativa histórica completa em solo americano.
Nascido na própria Bahia colonial, ele não escreveu para agradar a Coroa: escreveu o que via, inclusive a ganância de colonos que tratavam a terra como negócio de passagem, não como pátria.
Esquecido por séculos, o texto só ganhou a atenção que merecia quando Capistrano de Abreu o resgatou em 1887.
Pela Ecclesiae, o terceiro volume da Enciclopédia Católica: Santíssima Trindade.
o âmago da Fé está um mistério que só a Revelação pôde dar a conhecer, e que a razão, iluminada pela fé, contempla sem compreender plenamente: na unidade de uma só substância divina, três Pessoas verdadeiramente distintas — o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O Filho gerado do Pai por geração eterna; o Espírito Santo procedendo eternamente do Pai e do Filho. As “três Pessoas” coeternas e coiguais, um só Deus.
Este novo volume da Enciclopédia Católica dedica-se inteiramente a este mistério. Acompanha o desenvolvimento da formulação do dogma desde os primeiros séculos — quando, por volta do ano 180, se encontra em Teófilo de Antioquia o primeiro registro conhecido do termo trias, mais tarde vertido ao latim como trinitas por Tertuliano — até a precisão com que a Igreja definiu e guardou a doutrina. Aos verbetes e explanações reúnem-se orações à Santíssima Trindade, para que o estudo se ordene também à adoração.

Pela Axia, Em defesa da moralidade do Bitcoin, de Eric Sammons.
O dinheiro pode ser moral ou imoral? Fundamentado na doutrina social da Igreja e nas propriedades clássicas do dinheiro sólido, Eric Sammons demonstra que o sistema fiduciário que governa nossas vidas é injusto por natureza, enquanto o bitcoin resiste a uma análise moral melhor do que qualquer forma de dinheiro já existente.
Ao longo da obra, o autor percorre a história monetária, examina o funcionamento do bitcoin e demonstra por que uma moeda ancorada na matemática — imune ao arbítrio de governos e bancos centrais — é mais justa, mais transparente e mais compatível com a dignidade humana do que o dinheiro fiduciário.
Em defesa da moralidade do Bitcoin une teologia católica e economia austríaca para oferecer não apenas uma crítica ao sistema atual, mas uma alternativa fundamentada.

Pela Sétimo Selo, João dos Pássaros, de Érico Nogueira.
O livro é uma é uma reinvenção poética do Apocalipse de São João. Construído como um tríptico medieval — um hino, uma visão profética e um comentário em prosa — a obra funde tradução, criação, arcaísmos e neologismos numa linguagem que não se parece com nada do que a poesia brasileira contemporânea tem produzido.
Dirceu Villa chamou de “novidade radical carregada de passado antigo”. Bernardo Lins Brandão disse que ler este livro é “tornar-se mais um elo de uma cadeia magnética que teve início em Patmos e chegou até nós”.
Para o poeta empenhado em seguir a Cristo, a poesia é uma modalidade especialíssima de exercício espiritual. Para o leitor disposto a enfrentar o que este livro exige, também.

E, pela Texugo, dois lançamentos esta semana: O creme e o pão, da Condessa de Ségur, e O vale secreto, de Cynthia & Brian Paterson.
Em O creme e o pão, mais uma aventura da pequena Sofia. Nesta história, ela está diante da maior tentação do dia: um lanche cheio de creme e pão fresquinho. Será que ela consegue se controlar, ou este será mais um desastre da Sofia?
Já em O vale secreto, que integra a série Histórias de Foxwood, Gui Ouriço, Rafa Rato e a turma só queriam jogar golfe… até a bola sumir atravessando o rio e levá-los a um vale misterioso, cheio de esperança para curar uma amiga querida.
