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CESAR LIMA | A diplomacia desastrosa de Lula e a 3ª guerra mundial.

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Esse é um paralelo que poucas pessoas estão fazendo no Brasil, mas entendermos isso no ajudará a pensar na ameaça Lula de forma mais completa. Porém, antes de adentrarmos na questão do Brasil, temos que fazer um breve resumo do que está ocorrendo no mundo.

Temos hoje dois grandes conflitos ocorrendo. A guerra da Rússia contra a Ucrânia e dos Estados Unidos/Israel contra o Irã. O primeiro argumento que ouço é que ambas não tem relação nenhuma e falar em guerra mundial é muita ilação. No início dos conflitos isso até poderia ser verdade, mas nos dias de hoje não é mais.

Alguns analistas de geopolítica estão, há cerca de dois anos, enxergando pontos de contato entre as duas guerras. Essa era uma opinião minoritária até que alguns acontecimentos recentes começaram a mudar a opinião de analistas de grandes canais de mídia pelo mundo.

Vejamos. Na guerra da Ucrânia já sabíamos que a Rússia estava usando drones com tecnologia compartilhada com o Irã, armas e soldados – milhares – norte-coreanos e um apoio informal da China. Todos sabem que a Europa é o próximo alvo da Rússia, vencida a Ucrânia. Guardem os nomes desses países.

Na guerra contra o Irã, ainda durante a luta em Gaza contra o Hamas, Israel descobriu milhares de quilômetros de túneis com trabalhadores chineses em seu interior. Quando a batalha chegou ao Irã, junto com os EUA, descobriu-se que a China estava comprando petróleo iraniano e fornecendo armas. Com a retaliação iraniana contra bases americanas no Oriente Médio, surgiu a informação de que a Rússia estaria fornecendo apoio com armas e inteligência militar aos aiatolás.

Não fosse o bastante, dias atrás os ucranianos bombardearam navios iranianos que estariam transportando armas e drones para a Rússia. A resposta do Irã foi que a Ucrânia poderia s tornar um alvo militar iraniano. Acho que não é necessário mostrar que os conflitos que envolvem russos, ucranianos, europeus, chineses, iranianos, americanos e norte-coreanos estão a um paso de se tornarem um só e que temos três grandes potências nucleares envolvidas.

Se essas informações estão chegando até nós é bem óbvio que os países envolvidos já enxergam o risco. Tanto é verdade que já se iniciou uma corrida armamentista mundial. E não é só isso. A China está reforçando a pressão sobre Taiwan e, consequentemente, todos os países do Oceano Pacífico também estão se preparando. Os principais são Japão e Coreia do Sul, ambos em uma disputa duradoura com a Coreia do Norte. O quadro geral está aí.

Agora atravessemos o mundo e olhemos para o continente americano. Nesse segundo mandato de Trump, principalmente por causa de Marco Rubio, os americanos resolveram consolidar um acordo de cooperação com a maioria dos países da região. Esse é o Escudo das Américas.

Os objetivos declarados são o combate às guerrilhas marxistas e os cartéis de narcotráfico, aliados a décadas, principalmente na guerra assimétrica contra os Estados Unidos e com o apoio de uma América Latina dominada pelo Foro de São Paulo; a quebra da influência da China, Rússia e Irã em nosso subcontinente. Percebam que todos os países citados acima estão envolvidos aqui também.

As mudanças políticas na América Latina enfraqueceram o Foro de São Paulo e possibilitou a formação desse acordo, mas o Foro não morreu. Os únicos países relevantes que não fazem parte dessa aliança continental são Brasil e México, comandados justamente por dois integrantes do Foro de São Paulo.

Com a neutralização da Venezuela e Cuba, Brasil e México tornaram-se os únicos capazes de manter a chama do Foro de São Paulo acesa e pronta para retornar. Ocorre que o México, por sua proximidade com os EUA, trabalha apenas nos bastidores. O trabalho de frente está  cabendo ao Brasil de Lula.

E Lula sabe bem seu papel e não quer fazer companhia a Nicolas Maduro em Nova Iorque. O confronto com os americanos é calculado e os frequentes contatos com China e Rússia mostram que essa estratégia de confronto tem participação direta desses países. Claro que o discurso lulista sobre “soberania” não é novo, ele foi repetido por todos os líderes latino-americanos antes da sua queda. Mas ele é aplicado somente contra os americanos.

Também há um cálculo político/eleitoral. Em um primeiro momento, quando das primeiras sanções, Lula teve ganho nas pesquisas e abraçou esse discurso como quem agarra um tronco para não morrer afogado. Apesar desse discurso não estar mais funcionando tão bem, agora é tarde para mudá-lo. E Lula vai apostar tudo nele. China e Rússia também.

A grande questão é que a crise diplomática advinda do embate contra os americanos agora está se espalhando por todos os lados. Crise com os nossos vizinhos por conta do Escudo das Américas. Crise com os europeus que enxergaram que Lula é um aliado na guerra russa contra eles. Crise com Israel que vê no Brasil um facilitador do terrorismo do Irã.

Tudo isso em um primeiro mandato, imaginem como será se Lula ganhar mais quatro anos para consolidar essa posição. Com uma guerra mundial no horizonte está ficando claro ao mundo ocidental que Lula e o Brasil não são aliados. E na guerra, quem não é aliado é inimigo.

Lula e o PT não são apenas um risco interno de destruição do Brasil, eles são a garantia que essa destruição será duradoura e em níveis “nunca antes visto na história desse país”.

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