A Venezuela foi destruída. Um povo faminto e sem liberdade, onde a maioria vê a esperança de dias melhores destruída por várias gerações. Quando parecia que nada podia piorar vieram os terremotos. Eles apenas terminaram um serviço que já vinha sendo diligentemente empreendido há décadas.
A devastação causada por eles foi gigantesca, os mortos mal começaram a ser contados. As histórias de desespero e dor ainda demorarão a serem totalmente conhecidas, mas, para quem já vivia um verdadeiro inferno, essas histórias serão apenas a continuação da vida miserável que a grande maioria já experimentava no dia-a-dia.
Os venezuelanos, nesses dias sombrios, conheceram o melhor e o pior do ser humano. O melhor veio da solidariedade entre o próprio povo e de centenas de estrangeiros tentando ajudar na tragédia. O pior veio do seu próprio governo e da parte corrompida do próprio povo. O primeiro que nada fez para ajudar, ao contrário, faz tudo para dificultar. O segundo que aproveitou para pilhar, estuprar e matar se aproveitando do caos.
As notícias de que voluntários estrangeiros e imprensa estão sendo impedidos de entrar em determinadas áreas afetadas levantou uma questão, por quê? Algumas fontes indicam que a chegada do socorro externo – e da imprensa – revelaria algo que até agora era uma suposição, a corrupção e o descaso contribuíram para que prédios desabassem como areia.
Essas fontes também dizem que alguns prédios desabados revelariam esconderijos de armas, drogas e dinheiro acumulados pelos dirigentes do regime. A vida dos venezuelanos passou a valer quase nada para aqueles que deveriam cuidar de seu povo. Esse foi o fundo do poço de um antigo país próspero.
A verdadeira destruição da Venezuela não foi obra da natureza. A verdadeira destruição veio de um projeto que estava em curso por toda a América Latina há décadas. Esse projeto já havia destruído Cuba e Nicarágua – e tantos outros – não apenas economicamente, mas moralmente. Esse projeto destruiu a esperança e a dignidade de pessoas por todo nosso continente. O nome dele é Foro de São Paulo.
O Foro de São Paulo foi detido em alguns países – mesmo que provisoriamente – mas atingiu seu auge nos três países citados. O que há de comum é que esses são povos famintos e desesperados. Mas não sabemos se esse projeto maligno foi parado a tempo. A pergunta que fica é: conseguiremos pará-lo no Brasil, ou também já é tarde demais?! Talvez o mês de outubro nos traga uma resposta.