LAWRENCE MAXIMO | Jesus não era palestino

Lawrence Maximus
Lawrence Maximus
Mestre em Ciência Política (ESP). Cientista Político, Teólogo e Professor. Especialista em Israel e Oriente Médio.

“Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus”

No período do Natal, militantes anti-Israel tentam ressignificar a judaicidade de Jesus, afirmando sem nenhum fundamento que Ele era palestino. Uma tentativa anacrônica de negar a conexão histórica de Jesus com o povo judeu.

Em primeiro lugar, em 132 d.C., ocorreu a revolta judaica de Bar Kochba contra os romanos. As coisas não terminaram bem para o povo judeu; e além de um banho de sangue de proporções gigantescas, Israel foi renomeado Palestina pelo imperador Adriano. O rebranding da terra com o nome de seus inimigos, os filisteus, foi um esforço para minar a história judaica e humilhar ainda mais o povo judeu. O nome Palestina ficou e continuou a ser usado depois dessa época. Não se encontra em nenhum lugar da Bíblia.

Quando os britânicos estavam no controle de 1922 a 1948, a área era governada sob o que era conhecido como o Mandato Britânico da Palestina. No texto original do próprio Mandato, datado de 1922, podemos ler: “Considerando que se reconheceu, assim, a ligação histórica do povo judeu com a Palestina e os fundamentos para a reconstituição de seu lar nacional naquele país”.

Mesmo depois que Israel se tornou um Estado em 1948, a palavra “Palestina” não era um problema para ninguém; era mais ou menos um nome ultrapassado para a terra de Eretz Yisrael. Foi depois dessa época, e sob a liderança de Yasser Arafat, que a definição para a Palestina passou de geográfica para política, numa tentativa de descrever um grupo de deslocados chamado “os palestinos”, necessitado de uma pátria “ancestral”.

Antes da década de 1960, documentos históricos estavam repletos de descrições de Israel como Palestina, como o Mandato Britânico da Palestina já mencionado. Selos, moedas e jornais israelenses diziam “Palestina”, e ninguém se importava. Palestina sempre foi sinônimo de Israel, o Estado judeu. Os árabes dos países vizinhos nunca se autodenominaram palestinos, mas sim sírios, libaneses, jordanianos, egípcios, etc.

Deus usou diferentes nomes para a Terra de Israel, como “A Terra de Canaã” (Gênesis 17:8), “A Terra Prometida” (Gênesis 50:24), ou mesmo “A Terra” (Êxodo 6:8), em nenhum lugar da Bíblia Israel é chamado de Palestina uma única vez. Até mesmo o Alcorão (Sura Maida 5:21-22) menciona a “Terra Santa” no contexto de Moisés e dos espiões que se preparavam para entrar na Terra de Canaã; mas nunca lhe chama Palestina. Jerusalém nem sequer é mencionada pelo nome no Alcorão.

O que é realmente triste, é que os refugiados árabes forçados por seus próprios países a permanecer em Israel pós-1948 acabaram tendo filhos que depois tiveram filhos. Essas gerações subsequentes inocentes foram rotuladas de “palestinas” para ganhos políticos. São pessoas reais que merecem um lar de verdade e uma vida digna. Voltar na “Palestina” pré-1948 conectaria todos eles com um ou outro dos países árabes vizinhos, mas isso não serve à atual agenda antissemita de ocupação, colonização e limpeza étnica israelenses, não é mesmo?

Estabelecendo o registro direto da Bíblia judaica, Jesus é da tribo de Judá (Gênesis 49:10). Judá era um dos doze filhos de Jacó que não era palestino. Jesus é da linhagem do rei Davi, um dos reis bíblicos mais famosos de Israel (2 Samuel 7:14). Davi nunca foi chamado de rei da Palestina. Jesus nasceu em Belém, na Judeia (Miquéias 5:2), muito antes de o mundo comprar o conceito de “territórios ocupados” que prefiro chamar de “territórios disputados”. Jesus também deveria ser um profeta como Moisés (Deuteronômio 18:15-19), e Moisés não era um profeta palestino. Jesus também foi circuncidado (Lucas 2:21) no oitavo dia, de acordo com a lei judaica (Êxodo 12:48; Levítico 12:2-3).

No momento de Sua crucificação, Jesus tinha um sinal pregado acima de Sua cabeça que dizia: Iesvs Nazarenvs Rex Ivdaeorvm significa “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus” em latim. Nunca disse Rei dos palestinos.

Qualquer um que tente cancelar suas raízes judaicas está ignorando tudo, sendo cúmplice de revisionismo ideológico. Infelizmente, na era de cancelar tudo e qualquer um que possa ser ofensivo à agenda politicamente correta atual – fazer de Jesus um palestino – não passa de um lobby progressista. Chamá-lo de palestino não mudará quem Ele era e quem Ele continua sendo. Isso só levará as pessoas a se desviarem do verdadeiro Jesus e de Sua simples mensagem de redenção e salvação!

História, geografia e arqueologia testemunham o judaísmo de Yeshua!!!

Feliz Natal!!!

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