Pentágono afirma que Soleimani, morto na operação em Bagdá, planejava liquidar diplomatas americanos no Oriente Médio nos próximos dias

Crise. Esta é a palavra da vez logo no início de 2020. Nas últimas horas desta quinta-feira, 2 de janeiro (horário de Brasília), um ataque aéreo promovido pelos Estados Unidos eliminou o General Qassim Soleimani – líder da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (Quds Force).

A certeira operação (sem vítimas civis) foi ordenada pelo presidente Donald Trump no espaço aéreo iraquiano. Soleimani e outros militares alvejados estavam em um setor de cargas no Aeroporto internacional de Bagdá, capital do País.

Resposta de Trump

De acordo com números divulgados pelo Departamento de Estado dos EUA, os comandados de Soleimani foram responsáveis por 608 baixas norte-americanos durante a Guerra do Iraque, entre 2003 e 2011.

O tuíte de Donald Trump após o sucesso da missão

Embora a operação tenha pego os iranianos de surpresa, a reação precisa dos EUA não foi totalmente aleatória. Na última terça-feira, a embaixada Americana em Bagdá havia sido invadida por centenas de pessoas em protesto orquestrado contra as ações militares no Iraque.

Em resposta, o presidente Donald Trump mandou seu recado, relembrando “que o caso de Bagdá não repetiria Bengasi”, quando o então mandatário, Barack Obama, enviou 750 soldados à Líbia em 11 de setembro de 2012, em reação ao ataque terrorista que matou o embaixador J. Christopher Stevens.

V de “Vigorosa Vingança”

Consultores da rede Fox News ouvidos pela emissora temem contra-ataques iranianos a aliados norte-americanos no Oriente Médio – mais especificamente, em pontos estratégicos localizados em Israel.

Logo após o ataque aéreo, o ministro de relações estrangeiras do Irã, Javad Zarif, publicou no Twitter que a ação norte-americana pode ser considerada “terrorismo internacional” – algo extremamente tolo e perigoso”.

Já o ex-comandante iraniano, Mohsen Rezaei, garantiu: “Soleimani está agora junto de seus irmãos mártires, mas nós iremos conquistar nossa vigorosa vingança”. Por sua vez, o Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei decretou três dias de luto oficial no Irã.

Pentágono justifica ação militar

Às 3h16 da manhã (horário de Brasília), representantes do Pentágono informaram que o ataque promovido contra o líder da Guarda Revolucionária Islâmica foi uma forma de antever planos contra os EUA.

No comunicado do Departamento de Defesa, os americanos destacam:

“O General Soleimani estava ativamente desenvolvendo planos para atacar diplomatas americanos no Iraque e toda a região…O ataque foi direcionado para deteriorar futuros planos e os Estados Unidos continuarão a tomar todas as ações necessárias para proteger os interesses de nossa população”.

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