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quinta-feira, 23 setembro, 2021

O ”Dia-D” alemão? Conheça o Plano Nazista de Invasão da Inglaterra a partir da França.

Revista Mensal
Jonas Buccinihttp://www.revistaesmeril.com.br
Patriota, Conservador e Entusiasta da História Militar!

No Auge inicial da Máquina de Guerra de Hitler, quatro anos antes do desembarque Aliado na Normandia, os alemães planejavam conquistar o Reino Unido

A Operação Leão Marinho foi o plano dos alemães para a invasão do Reino Unido, após terem conquistado a Dinamarca, Noruega, Luxemburgo, Holanda, Bélgica e a França (tudo isso no curto espaço de Abril à Junho de 1940).

Programado para ocorrer em Setembro de 1940, a invasão acabou não se concretizando, pois sua fase inicial necessitava da fragilização logística militar do Reino Unido, através de ataques aéreos feitos pela Luftwaffe (Força Aérea Alemã). O que não foi possível devido a brilhante defesa do espaço aéreo britânico pela RAF (Força Aérea Real) durante a Batalha da Grã-Bretanha.

Plano estratégico da invasão do Reino Unido pelas Forças Alemãs (1940).

A força de invasão deveria ser organizada em dois grupos de exército oriundos do 6º Exército, o 9º Exército e o 16º Exército. A primeira onda do desembarque teria consistido em onze divisões de infantaria e montanha, a segunda onda de oito divisões de infantaria motorizada e blindada panzer, e finalmente, a terceira onda foi formada por seis divisões de infantaria adicionais. O ataque inicial também teria incluído duas divisões paraquedistas e das forças especiais. Nas batalhas aéreas preparatórias para a invasão da Grã-Bretanha (10 de julho – 31 de outubro de 1940), 23.002 civis foram mortos e 32.138 ficaram feridos. A RAF perdeu 1.542 pilotos e os alemães 2.585. Mas de Novembro de 1940 à Maio de 1941, os alemães iniciam os ataques aéreos ”Blitz”, que tinham mais um efeito psicológico do que estratégico, onde também foram derrotados.

O Palácio de Buckingham (residência oficial e principal local de trabalho do Monarca do Reino Unido em Londres) em ruínas na série SS-GB (BBC – 2017). Série ambientada em uma linha do tempo alternativa em que o Reino Unido é ocupado pela Alemanha.

Se os alemães tivessem focado totalmente nos seus submarinos U-Boats na Batalha do Atlântico – para isolar os britânicos de suprimentos enviados pelos navios americanos -, ao invés de focar na Luftwaffe nos céus de Londres, um resultado diferente do conhecido seria possível. Além de que se tivessem iniciado o conflito com a mesma quantidade de submarinos que dispunham quando ele terminou (463), e não com os 26 operacionais de que dispunham em 1939, realmente poderiam ter conseguido sufocar e fragilizar a logística dos britânicos para uma invasão.

Mapa da Europa, conforme descrito na série SS-GB (BBC – 2017), ambientada em uma linha do tempo alternativa em que o Reino Unido é ocupado pela Alemanha em 1941. A parte sul da Grã-Bretanha é controlada pelo Reich Alemão, enquanto a parte norte é uma zona desocupada, embora ainda haja conflitos na área.

Fuzilamentos em massa após a invasão (Livro Negro)

Soldados da SS em formação para revista da tropa.

Para manter a ocupação e evitar uma resistência após a invasão, os nazistas providenciaram uma lista secreta de quase 3.000 britânicos proeminentes para prisão e fuzilamento. Membros simbólicos, funcionários públicos, ativistas e intelectuais da sociedade britânica seriam presos pelos Einsatzgruppen da SS e ”averiguados” pela Gestapo ou pela Sicherheitsdienst (SD).

Alguns dos integrantes da lista eram: Winston Churchill – primeiro-ministro britânico, Neville Chamberlain – ex-primeiro-ministro britânico, George Bernard Shaw – escritor, Charles de Gaulle – líder da resistência francesa, Sir Norman Angell – Nobel da Paz em 1933, Virginia Woolf – escritora, Sigmund Freud – psicanalista, Nancy Astor – política e Robert Baden-Powell – fundador e líder do escotismo. Certas personalidades já tinham falecido, mas mesmo assim constavam na lista.

Um processo semelhante foi colocado em prática na Polônia em 1939 após o início da invasão pelos alemães. Os Nazistas elaboraram o ”Livro de acusação especial – Polônia”, contendo o nome de 60.000 membros simbólicos, ativistas, funcionários públicos e intelectuais a serem eliminados. Como segunda fase da Operação Tannenberg, a ”Intelligenzaktion” (fuzilamento em massa da intelectualidade polonesa), ceifou a vida de mais de 100.000 mil pessoas por fuzilamento.

Na Polônia ocupada, em 9 de Setembro de 1939, os nazistas executaram publicamente vinte e cinco cidadãos proeminentes, diante do Museu Municipal, na Praça do Mercado de Bydgoszcz, como parte dos fuzilamentos em massa da intelectualidade polonesa. Para aterrorizar os habitantes da cidade, os nazistas exibiram os corpos por seis horas.

Referência

Operation Sealion, Royal Air Force Museum, acessado pela última vez em 11 de Junho de 2021 – https://www.rafmuseum.org.uk/research/online-exhibitions/history-of-the-battle-of-britain/operation-sealion/


”Muito embora grandes extensões da Europa e antigos e famosos Estados tenham caído ou possam cair nos punhos da Gestapo e de todo o odioso aparato do domínio nazista, nós não devemos enfraquecer ou fracassar.”

– Primeiro-ministro do Reino Unido, Winston Churchill, trecho do discurso “We Shall Fight on the Beaches“(Lutaremos nas Praias). Câmara dos Comuns, Parlamento do Reino Unido, 4 de Junho de 1940.

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