CESAR LIMA | O Brasil humilhado internacionalmente, de novo.

Na última semana, vimos que a ex-deputada Carla Zambelli teve seu recurso acolhido pela Justiça italiana que negou um pedido de extradição emitido pelo Ministro Moraes. Ainda não sabemos os detalhes, mas informações dão conta que a Corte entendeu que não houve o atendimento de todos os requisitos do devido processo legal.

Claro que devemos aguardar a íntegra da decisão, mas a própria negativa de extradição é um sinal de desprestígio para a Justiça brasileira. Caso fosse um caso isolado talvez não significasse nada. Mas não é.

Essa recusa de extradição já ocorreu nos Estados Unidos com o jornalista Allan dos Santos. Também temos o caso na Espanha de outro jornalista, Oswaldo Eustáquio. Essas negativas são declaradamente por motivação política dos processos.

Além desses, temos outros exemplos que mostram que essa visão internacional negativa sobre a Justiça brasileira está se tornando um padrão. O mais famoso é do ex-deputado Alessandro Ramagem. Preso pela polícia de imigração americana em uma situação bem suspeita, foi liberado rapidamente por intervenção direta da Casa Branca.

Mas há outros. Temos o caso do influenciador conhecido como “Didi Redpill”. Ele fugiu para a Polônia e conseguiu asilo político do governo polonês. Temos também o caso do ex-assessor do TSE, Eduardo Tagliaferro, em que ainda não teve seu caso julgado mas o governo italiano negou o pedido de prisão do brasileiro e seu caso caminha para a negativa da extradição.

Todos esses casos mostram que a comunidade internacional passou a ver as decisões da nossa Suprema Corte com cada vez mais desconfiança. A motivação política dos pedidos de extradição e prisão está cada vez mais evidente, com consequências imprevisíveis para a nossa diplomacia.

Quando os países ocidentais passarem a reconhecer efetivamente que o Brasil está vivendo em um estado de exceção, o governo Lula ficará mais isolado que já está, forçando uma mudança de postura ou passará por graves consequências.

Outubro está próximo e veremos o que as urnas reservam para o futuro do Brasil. A hora é agora.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Abertos

Últimos do Autor