O animal, batizado com o esquisitíssimo nome de Rotífero Bdeloide, fora encontrado durante os trabalhos de uma plataforma de perfuração no ártico russo

Não, fino leitor, o autor desta matéria não tem a intenção de faltar com o respeito à sua inteligência. O caso é que o debiloide, digo, o Bdeloide, Rotífero Bdeloide, fora encontrado, não se sabe exatamente como, durante os trabalhos de perfuração das grossas camadas de gelo no ártico russo. A informação fora veiculada pelos pesquisadores russos no periódico Current Biology, há três dias. A criatura que, segundo os cientistas, passara 24 mil anos congelada, voltou a dar sinais de vida depois que os pesquisadores a reaqueceram.

Não só. Depois do reaquecimento, a animalzinho fora capaz, inclusive, de se reproduzir — mas de forma assexuada, o danado — através de um processo chamado partenogênese. Segundo o artigo publicado na Current Biology, a descoberta tem uma importância objetiva: trata-se da melhor prova até o presente momento de que animais multicelulares podem sobreviver a milhares de anos sob um estado de metabolismo quase totalmente interrompido.

Eis o bichão. O Rotífero Bdeloide vive nas águas doce e salgada. Current Biology/Reprodução

Os trabalhos da plataforma de perfuração aconteciam sobre o rio Alazeya, no ártico russo. Depois de encontrarem o Rotífero Bdeloide, os cientistas, para determinarem a idade da criatura, utilizaram o método da datação por Carbono 14 e, atônitos, descobriram que o animal era um ancião de 24 mil anos! Antes desta descoberta, as idades documentadas do Rotífero variavam entre seis e dez anos, a uma temperatura oscilante entre 0ºC e -20ºC. Em estudos dessa natureza, entende-se que, quanto mais complexas forem as estruturas da criatura, mais difícil será congelá-la e mantê-la viva.

Para além do Rotífero Bdeloide, diversas outras criaturas multicelulares, dos Reinos Animal e Vegetal, como vermes e plantas, apresentaram a capacidade de sobreviverem a longos períodos de tempo sob o estado de congelamento. Alguns seres unicelulares também são capazes desse feito.

Com informações do jornal científico Current Biology e da Revista Veja.

“A grandeza das ações humanas é proporcional à inspiração que as produz. Feliz é aquele que traz dentro de si um Deus, um ideal de beleza a que obedece: ideal de arte, ideal de ciência, ideal de pátria, ideal de virtudes evangélicas. São essas as fontes vivas dos grandes pensamentos e das grandes ações. Todas elas refletem a luz do infinito”.

Louis Pasteur.

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