Caiado afirma que não existe campanha de imunização em São Paulo

Coronavirus: Embora quase todos os cientistas afirmem que vacinas demorem anos para serem pesquisadas, testadas e fabricadas, muitos políticos insistem em acelerar um processo que já tem sido apressado por conta da pandemia.

Nesta semana, alguns casos comprovaram a tese de que a pressa só atrapalha a busca da perfeição. No Reino Unido, a NHS (sigla para Sistema Nacional de Saúde – o SUS britânico) revelou que três pessoas sofreram reações alérgicas à primeira vacina aprovada em caráter emergencial contra o COVID-19 fabricada pela Pfizer-Biontech.  Os casos levaram o órgão a emitir um comunicado para todos os pacientes com histórico de reação alérgica não tomarem a vacina.

China e seus negócios

Enquanto isso, no Brasil, a Anvisa parece estar distante de dar o sinal verde para a aplicação da Coronavac produzida pela chinesa Sinovac em parceria com o Butantan paulista. Apesar disso, apressados como Flavio Dino (governador do Maranhão) e José Kalil (prefeito de Belo Horizonte), admitiram fechar negócio com o Butantan, sem esperar pelo órgão regulatório e normas do ministério da saúde.

Em comunicado oficial, a prefeitura da capital mineira apontou que “irá garantir a imunização da população do município contra a Covid-19 tão logo a vacina Coronavac, em desenvolvimento no Instituto, seja aprovada. No entanto, caso as vacinas do Butantan ou da Pfizer estejam disponíveis primeiro, a Prefeitura conta com as parcerias para iniciar a imunização dos grupos de risco o quanto antes”.

Apesar das recentes rusgas com o Governo Federal, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aparenta ser uma das vozes que destoam na disputa particular para ver quem aplica primeiro a vacina. Caiado afirmou que o plano de imunização contra Covid-19 alardeado pelo governador João Doria “é responsabilidade do governo federal”, citando desconforto enorme” com a situação de confronto. “Nunca vi na vida um Estado querer sair na frente de outro”, admitiu.

Placar das vacinas em produção

No momento, cientistas de todo o Planeta estão trancados em seus laboratórios em busca de uma vacina eficaz contra o COVID-19.  O placar dos estágios de produção é o seguinte:

40 na fase 1: quando são colocadas à prova questões de segurança

17 na fase 2: com testes avançados de segurança dos medicamentos

14 na fase 3: testes em grande escala de eficácia da vacina

1 na fase 4 – aprovada, embora em caráter emergencial.

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