Saiba qual foi o único imunizador do coronavirus aprovado até o momento

COVID-19: em mais um deselegante e desprezível episódio da pandemia que claramente virou um campo de batalha particular para o governador João Doria com o anúncio oficial do início da vacinação em São Paulo a partir de 25 de janeiro, muitas dúvidas colocam em xeque a eficácia da Coronavac, produzida pelo laboratório Sinovac Biotech de Beijing, China.

Os motivos para as dúvidas são inúmeros. A começar pelo número de países que decidiu usar o imunizador: apenas três. Além do Brasil, já encomendaram doses Indonésia e Turquia. Em sua disputa particular, Doria apelou para o sentimentalismo, afirmando que “O presidente Bolsonaro não liga para os Brasileiros”, por não ter ainda aprovado a compra da Coronavac a pedido do governador.

Na reunião de ontem com o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, Doria voltou a colocar o general contra a a parede, o questionando sobre a posição do Ministério sobre a compra da vacina chinesa.

Coronavac em “tempo recorde

Desde o início da pandemia, em março, laboratórios particulares e governamentais uniram suas capacidades para produzir, em tempo recorde, uma vacina capaz de anular os efeitos do novo coronavírus surgido na China oficialmente em dezembro de 2019 (embora estima-se que a epidemia local em Wuhan tenha ocorrido bem antes).

O esforço conjunto fez com que cerca de 150 vacinas entrassem em fase de produção, variando de fases pré-clínica, 1, 2, 3 e aprovada. No momento, somente o Reino Unido garantiu um selo de aprovação emergencial para a BNT162b2 produzida pela Pfizer, onde será aplicada a partir da semana que vem na população.

Nem mesmo nos Estados Unidos, embora tenha sido anunciada por Donald Trump, o medicamento ganhou selo de aprovação. A expectativa é de que isso possa ocorrer até amanhã (10/12).

Já no caso da Coronavac, produzida pela China, o mais recente estudo publicado pelo Lancet em novembro, baseado nas fases 1 e 2 da vacina, apontou que, embora segura, a vacina produziu resultados de imunização apenas moderados. O medicamento ainda está em sua fase 3 de testes.

Coronavac na Turquia

Assim como no Brasil, o governo turco ainda requer aprovação do órgão fiscalizador semelhante à Anvisa para poder iniciar a vacinação. Segundo o ministro da saúde Fahrettin Koea, o acordo com a Sinovac prevê a compra de 50 milhões de doses, que devem começar a chegar ao país nesta sexta-feira, dia 11/12. Já a Indonésia chegou a admitir que pode não ter capacidade de dar a garantia de eficácia da Coronavac.

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