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quinta-feira, 26 maio, 2022

A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL JÁ COMEÇOU?

Revista Mensal
Jonas Buccinihttp://www.revistaesmeril.com.br
Patriota, Conservador e Entusiasta da História Militar!

Guerra Biológica (Vírus), Guerra Psicológica (Mídia), Guerra Econômica (Embargos) e Guerra Cibernética (Instabilidade em Aplicativos)

“A guerra não é mais que a continuação da política por outros meios”

– Carl von Clausewitz

a) A Guerra

A Guerra visa obter recursos energéticos, alimentícios, minerais e hídricos, em suma, recursos estratégicos. Os embates políticos e a culminação de conflitos bélicos integram a história da formação de inúmeras sociedades humanas. Desde os clássicos indianos do ”Mahabharata”, dos escritos Babilônicos, da Torá, até a Bíblia Sagrada e Alcorão, é comum dissertar sobre situações de crises sociais, econômicas ou políticas que resultem em conflito armado.

b) Clausewitz

Carl Von Clausewitz (1790–1831) foi um estrategista militar prussiano consagrado no Ocidente por seu profundo conhecimento em táticas de batalha, registrado em seu célebre livro “Da Guerra”, ou “Sobre a Guerra” (Vom Kriege), publicado em 1832.

Suas lições de táticas e estratégias ultrapassaram as barreiras militares (como ocorre à obra ‘‘Arte da Guerra” de Sun Tzu, o general, estrategista e filósofo chinês do Século VI a.C.), constituindo-se numa profunda reflexão aplicável ao mundo empresarial, político, etc. Uma verdadeira lição de atuação estratégica para todo e qualquer ambiente competitivo.

Não por Clausewitz considerar a guerra algo banal. Ao contrário, entende perfeitamente sua especificidade:

”As pessoas de bom coração podem pensar, evidentemente, que existe alguma maneira criativa para desarmar ou derrotar o inimigo sem que haja muito derramamento de sangue, e podem imaginar que este é o verdadeiro propósito da arte da guerra. Agradável como possa soar, este é um sofisma que precisa ser desmascarado. A guerra é uma atividade tão perigosa que os erros advindos da bondade são os piores. O uso máximo da força não é de maneira alguma compatível com o emprego simultâneo da inteligência. Se um dos lados utiliza a força sem remorso, sem deter-se devido ao derramamento de sangue que ela acarreta, enquanto que o outro se abstém de utilizá-la, o primeiro estará em vantagem. Aquele lado forçará o outro a fazer o mesmo que ele. Cada um deles levará o seu oponente ao extremo e os únicos fatores limitadores serão os contrapesos inerentes à guerra. É assim que deve ser vista a questão. Seria inútil – e até mesmo errado – alguém tentar e fechar os olhos ao que a guerra realmente é por pura angústia ante a sua brutalidade. ”

Mas sua obra contém excertos de sabedoria universal:

”A energia em combate varia proporcionalmente à intensidade da força que a motiva, seja ela o resultado de uma convicção intelectual, ou da emoção. Uma grande força, entretanto, não é facilmente produzida onde não existe emoção. De todas as paixões que inspiram o homem em combate, nenhuma, tenho que admitir, é tão poderosa e tão constante quando o desejo de honra e de reputação.”

Ademais, a analogia entre diplomacia e conflito armado, duas faces de algo semelhante, é amparada em exemplos históricos marcantes, e confrontada a figuras políticas que se viram diante de impasses crueis:

”Levar uma guerra, ou uma das suas campanhas, a um término bem sucedido exige uma total compreensão da política nacional. Naquele nível, a estratégia e a política se misturam. O Comandante-em-Chefe é simultaneamente um político. Carlos XII da Suécia não é visto como tendo sido um grande gênio, porque nunca pôde subordinar os seus dons militares a ideias mais elevadas e a uma maior sensatez, e nunca pôde atingir um grande propósito com eles. Nem vemos Henrique IV da França desta maneira: ele foi morto antes que a sua competência na guerra pudesse afetar as relações entre Estados. A morte negou-lhe a oportunidade de provar os seus talentos nesta esfera mais elevada, onde os seus sentimentos nobres e um temperamento generoso, que efetivamente apaziguaram desavenças internas, teriam que ter enfrentado um oponente mais difícil de lidar. ”

c) Guerra por todos os meios

No século XIX, período Pré-Primeira Guerra Mundial, o marechal de campo Alfred von Schlieffen (1833-1913) trouxe ao Exército Alemão uma nova doutrina, calcada em um plano de atuação militar voltada para a ofensiva, desde então conhecido como Plano Schlieffen.

Schlieffen era um leitor frenético de Clausewitz, e delineou seu plano de guerra tendo como parâmetro inúmeros conceitos ”clausewitzianos”. O objetivo de Schlieffen, contudo, era a busca pela erradicação do inimigo, daí o conceito de ”Guerra Total”, que não tem relação completa com o conceito de ”Guerra Absoluta”, definido por Clausewitz.

O célebre General Erich Ludendorff, por sua vez, colocaria esses ideais em prática durante a grande Primeira Guerra mundial.

d) Blitzkrieg (Guerra-Relâmpago)

O conceito de ”Blitzkrieg” (Guerra-Relâmpago, em alemão) foi a principal estratégia militar alemã durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Consistia em um ataque simultâneo de artilharia pesada, ataque e bombardeiro aéreo e o envio coordenado de tanques e tropas de infantaria.

Teve suas raízes nos escritos estratégicos militares de Clausewitz, nos quais propôs o “princípio da concentração.” A ideia de concentrar forças contra um inimigo e dar um singular golpe contra um alvo especificamente escolhido (o Schwerpunkt, ou “centro de gravidade”) era mais eficaz do que dispersar essas forças através de inúmeras alternativas (exaurindo recursos humanos e bélicos).

e) Guerra Hibrida

Observamos diariamente nos noticiários, de forma ostensiva ou velada, indícios sucessivos de possíveis ataques típicos de uma Guerra de Quarta Geração (Hibrida), seja nas ações midiáticas de PsyOp (Guerra Psicológica); seja na proliferação em nível global de um vírus oriundo de uma cidade cujo instituto de virologia era denunciado havia anos pela periculosidade de seus trabalhos e estudos, possivelmente voltados à guerra biológica, entre eles um vírus 96,2% semelhante àquele espalhado pelo planeta; seja na judicialização da política (Ativismo Judicial); seja em Embargos Econômicos; seja na Guerra Cibernética (causando instabilidade em aplicativos e grandes roubos de dados de companhias de tecnologia); seja em derramamento de óleos suspeitos em costas de determinados países, assim como estouro de barragens de rejeitos, hiperdimensionalização dos ”desmatamentos”, ”queimadas”, etc.

Seria loucura pensar que podemos estar observando em nível global um conflito de grandes proporções através de métodos heterodoxos, mas com princípios milenares? Uma verdadeira ”Blitzkrieg-Clausewitziana’’ por todos os meios disponíveis com objetivos econômicos, políticos e militares?

Será excessivo afirmar que Terceira Guerra Mundial já começou?

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1 COMENTÁRIO

  1. Gostei, Jonas!

    Reveja este artigo do Prof° Olavo de Carvalho:

    Os donos do mundo
    Diário do Comércio, 21 de fevereiro de 2011

    As forças históricas que hoje disputam o poder no mundo articulam-se em três projetos de
    dominação global: o “russo-chinês” (ou “eurasiano”), o “ocidental” (às vezes chamado
    erroneamente “anglo-americano”) e o “islâmico”.
    Cada um tem uma história bem-documentada, mostrando suas origens remotas, as
    transformações que sofreu ao longo do tempo e o estado atual da sua implementação.
    Os agentes que os personificam são respectivamente:
    1) A elite governante da Rússia e da China, especialmente os serviços secretos desses dois
    países.
    2) A elite ĕnanceira ocidental, tal como representada especialmente no Clube Bilderberg, no
    Council of Foreign Relations e na Comissão Trilateral.
    3) A Fraternidade Muçulmana, as lideranças religiosas de vários países islâmicos e alguns
    governos de países muçulmanos.
    Desses três agentes, só o primeiro pode ser concebido em termos estritamente geopolíticos, já
    que seus planos e ações correspondem a interesses nacionais e regionais bem deĕnidos. O
    segundo, que está mais avançado na consecução de seus planos de governo mundial, coloca-se
    explicitamente acima de quaisquer interesses nacionais, inclusive os dos países onde se originou e
    que lhe servem de base de operações. No terceiro, eventuais conĘitos de interesses entre os
    governos nacionais e o objetivo maior do Califado Universal acabam sempre resolvidos em favor
    deste último, que hoje é o grande fator de unificação ideológica do mundo islâmico.
    As concepções de poder global que esses três agentes se esforçam para realizar são muito
    diferentes entre si porque brotam de inspirações heterogêneas e às vezes incompatíveis.
    Embora, em princípio, as relações entre eles sejam de competição e disputa, às vezes até
    militar, existem imensas zonas de fusão e colaboração, ainda que móveis e cambiantes. Este
    fenômeno desorienta os observadores, produzindo toda sorte de interpretações deslocadas e
    fantasiosas, algumas sob a forma de “teorias da conspiração”, outras como contestações soi
    disant “realistas” e “científicas” dessas teorias.
    Boa parte da nebulosidade do quadro mundial é produzida por um fator mais ou menos
    constante: cada um dos três agentes tende a interpretar nos seus próprios termos os planos e
    ações dos outros dois, em parte para fins de propaganda, em parte por genuína incompreensão.
    As análises estratégicas de parte a parte reĘetem, cada uma, o viés ideológico que lhe é
    próprio. Ainda que tentando levar em conta a totalidade dos fatores disponíveis, o esquema
    russo-chinês privilegia o ponto de vista geopolítico e militar, o ocidental o ponto de vista
    econômico, o islâmico a disputa de religiões.
    Essa diferença reĘete, por sua vez, a composição sociológica das classes dominantes nas áreas
    geográficas respectivas:
    1) Oriunda da Nomenklatura comunista, a classe dominante russo-chinesa compõe-se
    essencialmente de burocratas, agentes dos serviços de inteligência e oficiais militares.
    2) O predomínio dos ĕnancistas e banqueiros internacionais no establishment ocidental é
    demasiado conhecido para que seja necessário insistir sobre isso.
    3) Nos vários países do complexo islâmico, a autoridade do governante depende
    substancialmente da aprovação da umma — a comunidade multitudinária dos intérpretes
    categorizados da religião tradicional. Embora haja ali uma grande variedade de situações
    internas, não é exagerado descrever como “teocrática” a estrutura do poder dominante.
    Assim, pela primeira vez na história do mundo, as três modalidades essenciais do poder —
    político-militar, econômico e religioso — encontram-se personiĕcadas em blocos supranacionais
    distintos, cada qual com seus planos de dominação mundial e seus modos de ação peculiares.
    Isso não quer dizer que cada um não atue em todos os fronts, mas apenas que suas respectivas
    visões históricas e estratégicas são delimitadas, em última instância, pela modalidade de poder
    que representam. Não é exagero dizer que o mundo de hoje é objeto de uma disputa entre
    militares, banqueiros e pregadores.
    Praticamente todas as análises de política internacional hoje disponíveis na mídia do Brasil ou
    de qualquer outro país reĘetem a subserviência dos “formadores de opinião” a uma das três
    correntes em disputa, e portanto o desconhecimento sistemático de suas áreas de cumplicidade e
    ajuda mútua. Esses indivíduos julgam fatos e “tomam posições” com base nos valores abstratos
    que lhes são caros, sem nem mesmo perguntar se suas palavras, na somatória geral dos fatores
    em jogo no mundo, não acabarão concorrendo para a glória de tudo quanto odeiam. Os
    estrategistas dos três grandes projetos mundiais estão bem alertados disso, e incluem os
    comentaristas políticos — jornalísticos ou acadêmicos — entre os mais preciosos idiotas úteis a
    seu serviço.

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