Elogios do presidente russo podem ter sido sinal de futura aliança militar com o Brasil?

Como tem sido praxe bem antes de sua posse, o presidente Jair Bolsonaro voltou a ser alvo de ataques impiedosos por suas declarações nada convencionais. Desta vez, uma das revistas semanais o colocou como vilão “insano” e “irresponsável”, satirizando sua imagem na pele do vilão Bolsoringa. Imediatamente, a capa virou meme. Só que o efeito foi inverso.

Jair Bolsonaro, ao invés de massacrado, foi transformado numa espécie de anti-herói, surgindo em diversas cenas na internet como um justiceiro vingador inclusive aplicando a vacina chinesa no traseiro do desafeto governador de São Paulo.

Na capa da mesma publicação, um barril ao lado do personagem escancarava o conteúdo central da matéria: a declaração explosiva “Quando acabar saliva tem que ter pólvora”, em que Bolsonaro marcava terreno frente ao ataque do então candidato Joe Biden, que ameaçou reuniu o mundo contra o Brasil na questão Amazônica.

Apesar de ficar alheio ao comentário de Bolsonaro sobre o ataque do democrata, a questão bélica certamente não passou despercebida de um líder bastante interessado nessa briga, caso Biden tome mesmo a Casa Branca do aliado brasileiro, Donald Trump.

Vladimir Putin manda a real

No mais recente encontro do BRICS (Organização que reúne os emergentes Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o presidente Vladimir Putin, decidiu rasgar seda para Bolsonaro sobre seu comportamento frente à pandemia.  As palavras do russo, destacara, são totalmente antagônicas em relação aos desafetos europeus, unidos contra o Brasil nas questões climáticas e sanitárias.

“O senhor expressou as melhores qualidades masculinas e de determinação. O senhor foi buscar a solução de todas as questões, antes de tudo na base dos interesses do seu povo, seu País, deixando para depois as soluções ligadas aos problemas de sua saúde pessoal. Isso é para todos nós um exemplo de relacionamento corajoso com o cumprimento de seu dever e a execução de suas obrigações na qualidade de chefe de Estado.”

“Não foi fácil para todos nós trabalharmos este ano, mas você também enfrentou pessoalmente esta infecção e passou pelas provações com muita coragem. Desejo a você tudo de melhor, em primeiro lugar, saúde. Todos nós vimos como não foi fácil para o senhor”

Raciocine. Não é difícil fazer o cálculo. Caso Joe Biden cumpra a promessa de chantagear o Brasil na questão do acordo de Paris e do aumento de reservas indígenas no Amazonas, é bem provável que ocorra desavenças diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos – cenário totalmente inverso ao atual, onde Trump caminha lado a lado com a diplomacia brasileira.

Vladimir Putin sabe do potencial Brasileiro como economia agrícola – e está ciente de que não somos, nem de longe, uma potência bélica. Estaria, então, o mandatário russo de olho em futuros acordos que preenchessem os pontos fracos de ambos países?

Rússia tem pólvora sobrando

No momento em que Jair Bolsonaro falou da já folclórica “pólvora”, a mídia, assim como os opositores (os mesmos que acusaram o Brasil de ser animal de estimação dos EUA na questão Trump) fizeram chacota da atitude do presidente de “tentar ameaçar um país vastamente superior” – apesar, claro, de o Brasil ter sido ameaçado de forma indireta por Biden.

Porém, se visualizarmos numa possível aliança militar com a Rússia, este cenário poderia ser bastante remediado. Assim com os Estados Unidos, os russos têm um arsenal bélico de proporções continentais. Sem ir muito a fundo, conforme dados atualizados a partir de 2014, a Força Aérea Russa contava com oito esquadrões de bombardeiros e 37 esquadrões de caças.

O arsenal é de bastante respeito. Entre as estrelas da companhia, temos o MIG-31, que atua como caça e bombardeio e o moderníssimo MIG-35, capaz de combater a 2.400 km/h. A aeronave também faz parte de encomendas recentes das forças aéreas de Egito e Índia, reforçando o poderio do modelo.

 Recentemente, o Brasil recebeu os primeiros dos 36 F-30 Gripen suecos para modernizar sua combalida força aérea. Ainda é muito pouco, se quisermos proteger nossas divisas – e fazer frente às ameaças que vêm por aí do Grande Reset.

Putin está de olho.

fim
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