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terça-feira, 28 junho, 2022

Semana de Artes Clássicas em Porto Alegre

Revista Mensal

Em busca de uma Nova Renascença, o Instituto Hugo de São Vítor toma a dianteira e promoverá um evento digno de ser lembrado pelos próximos cem anos.

O bom e velho Instituto Hugo de São Vitor (IHSV), conhecido por abraçar intrépidos projetos, – como é o caso do audacioso empreendimento do Colégio São José e importantes iniciativas educacionais, como a Schola Clássica, a Confraria de Artes Liberais, a Sociedade Chesterton Brasil, a Música Liturgica Online, além da Editora IHSV e o curso de idiomas on-line Vernácula – organiza uma semana de cultura que ocorrerá nos dias 20 a 23 de julho em Porto Alegre, e promete ser memorável, representando o anseio que muitos possuem de ver uma arte de qualidade sendo promovida e valorizada em pleno ano de 2022.

O grupo se formou em 2010, iniciando suas atividades como Instituto em 2014, e neste mesmo ano, teve seu primeiro grande evento presencial, o I Congresso de Artes Liberais. Desde então, o Instituto ganha prestígio pela qualidade dos conteúdos abordados e pela participação de ilustres convidados, como Rafael Nogueira, Sidney Silveira, Marcus Boeira, Rafael Falcon, Rodrigo Gurgel, dentre tantos outros.

Desta vez, o evento anual terá o foco na cultura e na arte, e ganhará um brilho e timbre mais refinado, pois contará com apresentações musicais, recitais de poemas e exposição de pinturas.

 

Uma antítese da Semana de Arte Moderna?

Não adianta ficar de braços cruzados, apenas difamando aquilo que já foi malfadado em sua própria época. A Semana de Arte Moderna (aquela de 1922) recebeu uma série de críticas tanto de jornais quanto de poetas e artistas da época. Tais críticas, muito provavelmente, não seriam tão severas se a proposta e alarido dos idealizadores do evento não fossem tão agressivos e avessos a algo que o brasileiro prezou por toda a sua história: a tradição.

Se nos deparamos com uma “arte ruim”, temos o impulso automático de torcer o nariz e continuar andando. Seria essa a reação ao evento dos modernistas do século passado se apenas fizessem uma promoção singela e humilde de seus trabalhos. Mas, como sabemos, havia muito mais coisa envolvida que simplesmente pendurar quadros nas paredes.

Entretanto, a proposta do IHSV não é de se contrapor formalmente à semana dos modernistas. Há espaço para muitas formas de linguagem justamente porque as artes clássicas são multiformes e tem capacidade de acolher uma centena de estilos, desde que cumprem, é claro, a demanda da beleza e do encantamento purificador que toda boa arte é capaz de suscitar.

 

Conheça a programação e participantes

O primeiro dia (20/7) se concentrará nas artes plásticas e na música com palestra do professor dr. Ricardo da Costa; palestra e exposição de pinturas do professor e artista Diogo Cruxen; e palestra sobre música com Yasmini Vargas.

O segundo dia (21/7) será dedicado à literatura, será norteado pela figura de G.K Chesterton e o bicentenário da Independência do Brasil. Palestras e mesas com Diego Guilherme, Rodrigo Naimayer do Santos, Junior Volcan, Elton Luiz além de recitação dramática e recital em piano organizado pela soprano Yasmini Vargas.

Terceiro dia (22/7) reforçará a importância da arte da oratória grega e latina e como elas formataram linguagens artísticas sustentadas pela tradição até nossos dias. Palestras com os professores Marcus Porto, Clístenes Hafner, Eduardo Rocha Costa, Anthony Wright e Marcus Boeira.

Quarto dia (23/7) finalizará o evento dando continuidade no programa anual do Congresso de Artes Liberais. Na sua VIII edição contará com palestras de Clístenes Hafner, Marcus Porto, Miguel Lopez, Mário Lucas Carbonera e Marcus Boeira abordando temas da mitologia, o romance e filosofia.

O local

A escolha pela Igreja Nossa Senhora das Dores não parece ser apenas uma escolha casual por se tratar de um edifício importante e matriz da cidade. A construção é belíssima, pois, mesmo abarcando uma série de estilos numa obra só, consegue manter a sobriedade.

Construída sobre planta inicialmente barroca, passou para o estilo neoclássico predominantemente na fachada e estrutura interna. Utiliza-se de ornamentos e motivos típicos do rococó, mas dourados ao estilo barroco. Peças da Paixão de Cristo de tamanho natural são barrocas também. Isso se deu, curiosamente, porque a construção levou cerca de um século para ser concluída, passando por uma série de improvisações e transferências de arquitetos, escultores e pintores.

Ter, “à vista”, os principais estilos arquitetônicos que influenciaram a arte no Brasil será um privilégio para um evento que promete uma imersão profunda e genuína nas artes.

 

Consulte informações no site:

Semana de artes clássicas

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