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sábado, 25 junho, 2022

Sem sal: Arábia Saudita constrói usina solar de dessalinização

Revista Mensal
Vitor Marcolin
Vitor Marcolinhttps://lletrasvirtuais.blogspot.com/
Apenas mais um dos milhares de alunos do COF. Non nobis Domine.

A inovação é fruto de uma parceria entre o Governo Saudita e uma empresa do Reino Unido

Há cerca de quarenta anos, quando as primeiras jazidas de petróleo foram descobertas no Oriente Médio, a região ingressou numa fase formidável de desenvolvimento. Hoje, os países árabes são sinônimos de sofisticação tecnológica simbolizada, principalmente, no requinte arquitetônico das estruturas urbanas. O maior símbolo do luxo das arábias, conduto, é o conforto que, sob o incremento tecnológico, possibilita a vida no deserto como se o deserto não existisse.

Recentemente, a Arábia Saudita anunciou a construção de uma usina de dessalinização peculiar: sob a forma de um domo solar, a usina opera a limpeza da água do mar, transformando-a em água potável. O projeto, que celebra um acordo entre o país do Oriente Médio e uma empresa sediada em Londres, a Solar Water, tem o objetivo de desenvolver uma técnica de dessalinização livre das demandas de produtos químicos e sem a exigência de grandes quantidades de eletricidade para o processo.

A proposta, que prevê a produção em massa e em escala comercial, integra o projeto “NEOM“, com um custo estimado em cerca de US$ 500 bilhões. O acordo fora celebrado no final de janeiro de 2020 e a criação da usina — localizada na região noroeste do país — está em fase final. Segundo os envolvidos no projeto, a conclusão da construção da usina é para este ano.

“A planta é essencialmente uma panela de aço enterrada no subsolo, coberta por uma cúpula [de vidro], fazendo com que pareça uma bola”.

David Reavley, Presidente da Solar Water em entrevista à CNN Arabia

A instalação funciona com painéis refletores que concentram a energia solar no interior da base do domo. O calor armazenado é direcionado para a água do mar armazenada na cúpula que, com essa energia, evapora para logo em seguida condensar como água potável. David Reavley afirmou ainda que o processo tem outra significativa vantagem: o relativo baixo-custo e a fácil instalação. Tais vantagens podem, objetivamente, promover a utilização do método em diversas partes do mundo nas quais há escassez de água potável, especialmente no Oriente Médio. A água cobre 71% da superfície da Terra, dos quais apenas 3% é doce, própria para o consumo.

A Solar Water não é a única empresa interessada em investir no setor, há outros empreendimentos prospectando a área também, como a Solar Water Solutions e a Climate Fund Manager. Juntos, esses negócios já instalaram cerca de 200 unidades de dessalinização no Quênia, sob a promessa de fornecer água limpa para 400 mil pessoas até o ano de 2023. Há, contudo, outras experiências inovadoras no mesmo setor: no início de agosto, a Esmeril noticiou a precipitação artificial de chuva nos Emirados Árabes Unidos como resultado de mais um projeto tecnológico fruto das benesses do petróleo.

Com informações do portal TecMundo.

“Quem estuda e não pratica o que aprendeu, é como o homem que lavra e não semeia”.

Provérbio árabe

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