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terça-feira, 21 setembro, 2021

Decisão do STF ao obrigar vacinação aumenta lista de contradições em 2020

Revista Mensal
Claudio Dirani
Mais de 20 anos de experiência em diversas áreas da comunicação, incluindo marketing, rádio jornalismo e jornalismo esportivo, político e de variedades. Também é compositor e autor de cinco publicações, incluindo "MASTERS: Paul McCartney em discos e canções."

Entenda toda a história, em mais um capítulo da guerra política brasileira

Pandemia – Ignorar itens da própria Constituição já virou prática comum no Brasil A mais recente adotada pela Suprema Corte é a de marchar em direção às leis totalmente contraditórias, a exemplo da validação de medidas restritivas a quem se recusar ser vacinado contra o coronavírus, como aconteceu nesta semana – e pelo placar de 11 x 0. A decisão causou furor na sociedade, embora o STF não implique que, entre as restrições previstas, o cidadão seja forçado a tomar o imunizador.

O dilema que rodeia a Suprema Corte brasileira está ligado diretamente às reações contraditórias dos ministros. Há pouco mais de seis meses, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde e a Federação Nacional protocolou no STF uma ação para proibir o Governo Federal de tomar medidas que “contrariem as orientações científicas, técnicas e sanitárias das autoridades nacionais” – citando o veto ao uso da cloroquina e derivados

A resposta do STF veio por meio do ministro Celso de Mello que deu prazo de 5 dias para o Ministério da Saúde explicar suas práticas em relação a hidroxicloroquina. Vale lembrar que em abril o prefeito Bruno Covas havia liberado o uso mesmo medicamento no tratamento de covid-19 em São Paulo

Ação contou com apoio do MP

Além de ser provocado por partidos de oposição – no caso, o PT do Rio Grande do Norte, que pediu até abertura de impeachment pelo presidente Jair Bolsonaro ter recomendado a cloroquina – o ataque ao tratamento precoce ganhou reforço de um membro do ministério público. Naquela oportunidade, o subprocurador do Ministério Público Lucas Rocha Furtado apelo ao Tribunal de Contas da União para obrigar o presidente a não fazer propaganda da cloroquina no tratamento de covid-19.

A aprovação concedida pelo STF de aplicar medidas restritivas para quem se recusar a tomar vacinas contra o covid-19 se torna ainda mais absurda quando nos deparamos com a realidade. A única vacina adquirida pelo Brasil – a Coronavac – ainda não foi aprovada. Pior: o laboratório responsável atrasou a entrega do relatório que comprova sua real eficácia.

O comportamento do STF também acende o sinal de alerta rem relação a outras vacinas, como a da própria Pfizer/Biontech. Diversos profissionais de saúde que receberam o medicamento sofreram reações adversas, mesmo sem ter histórico de reações alérgicas,

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