O estudo aborda as consequências não-físicas da doença, mas as implicações psicológicas do isolamento social forçado são minimizadas pelos pesquisadores

Uma nova pesquisa publicada pela Universidade de Oxford no periódico científico The Lancet Psychiatry afirma que 34% dos pacientes afetados pelo Coronavírus apresentaram também alguma patologia psicológica. Os sintomas caracterizados por acessos de mau humor e comportamento mórbido, característico de depressão, apareceram no transcurso dos 6 primeiros meses depois da cura dos sintomas físicos da doença.

Foram colhidas informações pessoais referentes à saúde nos registros de mais de 236 mil pessoas, sobretudo cidadãos americanos. Todos haviam se recuperado do Covid-19, mas apresentavam sintomas de depressão em níveis variados: ansiedade, pânico, saltos de humor, entre outros. Até quadros de derrame cerebral e demência foram catalogados pela pesquisa. Cerca de 17% dos indivíduos analisados receberam o diagnóstico de ansiedade e 14% foram enquadrados em “distúrbios de humor” — o que, segundo os pesquisadores, inclui também a depressão. Os problemas neurológicos, felizmente, raramente foram encontrados.

As patologias psicológicas nos pacientes que se recuperaram do Coronavírus têm relação direta com o isolamento social forçado. Com o ambiente externo de suas próprias casas restrito àqueles que exercem “atividades essenciais”, as pessoas tendem, naturalmente, a se preocupar com os meios de subsistência. Não só. É também natural, justo e legítimo que os indivíduos se questionem sobre se o fato do impedimento da prática pública da sua religião pelas autoridades sanitárias é ou não legal, visto que o conceito de “atividade essencial” — na perspectiva do cidadão comum — também inclui a prática da sua religião. Ademais, coagir o cidadão a se afastar dos cultos e das missas, sob a ameaça dos cassetetes, implica numa tremenda vulnerabilidade psicológica.

Com informações do portal VejaCiência e da página do periódico científico The Lancet Psychiatry.

“Tudo pode ser tirado de uma pessoa, exceto uma coisa: a liberdade de escolher sua atitude em qualquer circunstância da vida”.

— Viktor Frankl

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