Lindx Redpill, a voz por trás do SIMULACRO e Máfia Summers, lançado de uma encrenca no Twitter à criação do portal PORÃO DA MAMÃE, avaliam o impacto da voz anti-establishment no Brasil

Em tempos de levante da direita, os podcasts se tornaram poderosos aliados na propagação das ideias conservadoras, há décadas sufocadas ou distorcidas pela esquerda ─ atualmente em desespero, por constatar a própria dificuldade em se vender como detentora de virtudes, bom humor, cultura e senso crítico.

Cândido Neto, ou Máfia Summers, e Lindx (nome oficial não revelado), são as vozes dissonantes por trás dos podcasts O Porão da Mamãe e Simulacro, respectivamente. Os programas contemplam assuntos fundamentais ao debate público amplo e salutar, como cultura (da alta cultura à cultura pop), estética, comportamento, política e outros tópicos cuja discussão permanente é premissa em qualquer sociedade avessa à hegemonia ideológica.

Na dupla entrevista a seguir, conversamos sobre as motivações de cada um, as dificuldades impostas pelas constantes tentativas de censura, a eficácia do podcast como instrumento de disseminação de ideias e sua viabilidade comercial.

LINDX REDPILL

Qual a origem do nome do Podcast?

A ideia por trás do nome é a de que estamos vivendo um simulacro da realidade e a intenção do podcast é abrir os olhos dos ouvintes para que eles consigam enxergar além do véu que cobre nossos olhos e possam ver a verdade sobre os diversos assuntos que tratamos em cada episódio. A logo do Simulacro é um hipercubo (ou tesseract) representando as diversas dimensões da verdade.

Foto de capa de um episódio do Podcast Simulacro

O que determina as pautas?

A escolha é aleatória. Busco sempre abordar algum assunto que está em pauta no momento, mas também há as entrevistas que trazem convidados para falar de sua história de vida. Geralmente o assunto e a pauta são definidos com, no máximo, 15 dias de antecedência em relação à publicação do episódio.

Na sua opinião, quais as principais armadilhas da esquerda na cultura e na mídia? Como combatê-las?

A censura prévia das plataformas, seja como remoção de conteúdo ou até mesmo a desmonetização, são os pontos de ataque mais eficientes que a esquerda tem contra o nosso trabalho. Minha recomendação para quem está produzindo conteúdo com viés conservador é estar no maior número de plataformas possível. Isso evita a censura completa. Trabalhos com plataformas como Astronave Sonora e com o aplicativo Redpillados, que são essenciais para aumentar o alcance dos produtores de conteúdo que estão do nosso lado. Algumas plataformas estão querendo ganhar mercado, como a Twitch, que está um pouco mais tolerante do que o YouTube. É bom sempre ficar de olho em novas plataformas que surgirão.

Como você avalia o impacto dos podcasts de direita sobre a velha mídia?

Acredito que ainda é cedo para termos uma análise assertiva sobre este impacto. Apesar de já existirem diversos podcasts conservadores há alguns anos, a maior explosão de novos podcasts aconteceu em 2019. Já estamos percebendo que a velha mídia está se adaptando. Eles enxergaram um nicho dentro dos podcasts e estão criando os seus para arrebanhar um público que, até 2018, era desconhecido para eles. Vejo o crescente número de podcasts com bons olhos. Não ganharemos a guerra cultural se não tivermos muitos produtores de conteúdo trazendo novidades.

Imagem remetendo à “pílula vermelha” capaz de corrige a visão, em franca alusão ao filme Matrix.

Você enxerga o podcast como um produto vendável? Há um plano de negócios orientando o trabalho?

É um produto vendável, sem sombra de dúvidas. O maior problema hoje está nas agências de publicidade que estão tão tomadas pela esquerda assim como as redações de jornal. Sendo assim quem decide onde anunciar e onde colocar o dinheiro das grandes marcas não irá fazê-lo conosco. A ideia para o futuro é ter anunciantes durante os episódios, mas no Simulacro ainda não montei um plano de negócios específico para monetizar o podcast de forma mais forte. O foco neste momento é aumentar a audiência fixa do podcast para, no futuro, ter bons números para apresentar a potenciais anunciantes.

Como se dá a receptividade do público?

Graças a Deus o Simulacro é um sucesso muito maior do que eu esperava. Hoje tenho uma audiência fixa de quase 4000 ouvintes por episódio e o número vem crescendo de forma sustentável nos últimos meses. Tenho o compromisso de continuar produzindo conteúdo de qualidade para que meus ouvintes tenham entretenimento de qualidade e cada vez mais frequente. O Simulacro não seria nada sem a audiência fixa e principalmente sem os apoiadores, a quem eu sou eternamente grato.

O que você pensa sobre a tentativa de censura e a perseguição a perfis de direita em plataformas diversas (Youtube, Spotify, Twitter, etc) e o que é feito para fugir do radar da patrulha ideológica?

Infelizmente não vejo melhora para isso nos próximos anos. Os conservadores erraram em permitir que a esquerda ocupasse os espaços em todos os canais de mídia e plataformas de conteúdo. Hoje temos que jogar o jogo no tabuleiro deles. Não há outra forma. Para o futuro, quando novas iniciativas de hospedagem de conteúdo e de comunicação forem surgindo, com iniciativa vinda de conservadores e com foco na real liberdade de expressão, poderemos ver o cenário mudar. O GAB é um bom exemplo de plataforma desenvolvida com base em liberdade total de expressão. Mais outras iniciativas como estas precisam aparecer.

No que diz respeito à profissionalização do podcast, se cada iniciativa trabalhar com metas e estratégias, em quanto tempo a mídia será renovada no país?

Não vejo renovação da mídia enquanto não houver renovação das pessoas envolvidas com a mídia. Como eu disse anteriormente erramos em permitir que a esquerda tivesse hegemonia nestes campos. Todos sabem que as universidades são tomadas pela esquerda desde a década de 70, mas as pessoas esquecem que estes estudantes se formam e vão para o mercado de trabalho. Militantes formados por cinco décadas que fazem de seu trabalho uma plataforma política e meio de disseminação das suas ideias (ou das ideias de seus professores, claro).

O foco hoje deve ser no ensino. Temos que quebrar este círculo vicioso de militantes formando militantes. Com as novas gerações saindo das universidades com ideais corretos talvez tenhamos um início de mudança em 8 a 10 anos. Mas acredito que vamos levar 2 ou 3 gerações para corrigir o problema definitivamente. Cabe a nós, no nosso dia a dia, fazer a nossa parte. Educar e criar nossos filhos da forma certa. Evitar que o youtube e os professores formem o caráter das nossas crianças. Lutar por um ensino de qualidade, livre de doutrinação progressista. Só assim as futuras gerações e o país terão sucesso.

MAFINHA SUMMERS

O que inspirou o nome do Podcast?

Ele surgiu logo após um exposed (prática de divulgar dados pessoais como endereço, fotos e local de trabalho, muito comum entre os twitteiros para atacar seus desafetos) do PC Siqueira no Twitter. Eu usava a minha arroba (@mafiasummers) há muitos anos e ficava “escondido”. Era um fake, como o Dex (@Lets_Dex) e vários outros por aí e acabei brigando com o PC Siqueira, tenho que ser justo e falar que eu que estava tava errado e falei o que não devia… às vezes falamos coisas das quais nos arrependemos e foi dessa briga que tive minha identidade exposta. O PC Siqueira mostrou para os 8 milhões (à época) de seguidores dele quem eu era e então vi que não havia motivos para continuar escondido. Ele (PC Siqueira) postou algumas inverdades, como por exemplo: que eu era sustentado pela minha mãe, que ainda vivia com ela… Então resolvi fazer uma enquete para escolher o nome do meu podcast e acabei fazendo dessa informação uma piada, colocando o nome Porão da Mamãe como uma das opções e o público gostou e elegeu, então para se fazer a democracia, acabei adotando. 

2. O que determina as pautas?

Na verdade, como o podcast é diário e trabalho fora, faço tudo no meu tempo livre. Tento pegar as pautas mais atuais. Então, acontece uma crise nacional ou mundial e penso: “hoje vou gravar sobre a crise no Irã”. Gosto muito de diversificar os temas, então me vem à mente “hoje vou falar sobre Star Wars”, ou então: “hoje vou falar sobre se Jesus era negro”. Falo também de economia e de tudo que acho interessante. Como tenho o meu site (poraodamamae.com.br), coloco todo tipo de assunto lá. O site é descrito como sendo de Cultura Pop, mas ele é muito mais do que isso; é um portal sobre temas diversos. Aliás, quem quiser escrever para O Porão da Mamãe, é só me mandar DM (direct message) pelo Twitter que o espaço está aberto e quero dar voz a quem não tem, pois como se sabe, quem se põe à direita é boicotado de todas as formas, é uma coisa bem complicada. Então, as portas são criadas desse jeito: eu penso em um tema atual, seja ele uma crise ou algum assunto polêmico que frequentemente está no Twitter e gravo o podcast. Não há um processo de organização muito profundo. Até gostaria de ter, mas no momento, opto por falar sobre o que acho interessante e que está sendo alvo de debates. 

3. Na sua opinião, quais as principais armadilhas da esquerda na cultura e na mídia? Como combatê-las?

Dentre as principais armadilhas da esquerda… eles querem que você reclame. Eles querem que você veja um filme, uma série e que você vá pro Twitter ou pra outra rede social reclamar e apenas isso. O que eles NÃO querem é que você produza conteúdo. Aí eles começam a cercear, a tirar os produtores das plataformas, começam a censurar e o que você tem que fazer é: insistir. A maior força da direita é a insistência e é por isso que nós dominamos basicamente no mundo todo as redes e internet,  porque o que acontece é: somos tão censurados, que ocorre o fenômeno chamado seleção natural: as pessoas que não têm tanta gana para insistir em espalhar a palavra da direita desistem na primeira censura. Então, uma parte mais seleta acaba insistindo e isso acaba criando resistência. Eu, por exemplo, já aconteceu de mais de 100 contas me derrubarem, e tem outras pessoas também: O Hiram (@hirammxix), o Loen (@LoenXX6), o Luiz (@oi1uiz), nós com certeza teríamos mais de 100, 200, 500 mil seguidores, mas nunca vamos ter essa quantidade porque antes de chegar a esse patamar, derrubam nossas contas. Então, o que podemos fazer é produzir conteúdo. Tem que fazer seu produto, seu podcast, seu site, seu canal no Youtube e produzir a sua arte, o seu jornalismo, sem medo do que vão falar e antes de tudo, ser honesto com o público. Você tem que falar do seu posicionamento e não enganar seu espectador. 

Episódio piloto do Podcast Porão da mamãe

4. Como você avalia o impacto dos podcasts de direita sobre a velha mídia?

A velha mídia ainda não percebeu os podcasts porque somos tipo o punk nos anos 70, sabe? Bem underground. Não chegamos ao mainstream e a mídia não nos leva a sério. Acham que somos moleques brincando de fazer podcast. Então, para eles somos inofensivos e isso se provou historicamente um grande erro, porque os podcasters acertaram várias análises, inclusive políticas, sobre Trump e Bolsonaro. Nós estamos em um nicho muito específico, mas têm aparecido vários podcasts bons, como o podcast do Dex, como o “Ninguém se Importa” do Hiram, que está no top 25 do Spotify, com mais de 500.000 audições… Enquanto tem podcast com mais de 10 anos de existência que não atinge esse patamar de audiência.

Nós temos público, nossa margem de crescimento é maior do que a média de crescimento de podcasts pautados pela lacração. Não me refiro à direita ou esquerda, me refiro ao politicamente correto, a não falar certas coisas ou ter uma cartilha a ser seguida… Tem muita gente cansada disso, inclusive da esquerda, que não compactua com isso. E eles estão mais presos nisso do que nós, na direita, que podemos falar o que quisermos sem a patrulha ideológica; inclusive, sobre coisas da própria direita! Por exemplo o caso do Porta dos Fundos. Muita gente defendeu liberdade de expressão pra eles, muita gente discordou, mas a minha opinião pessoal é: eles fazem o que quiserem, contanto que eu possa fazer uma piada igualmente incômoda com temas que são sagrados para a esquerda. Eu não me considero um homem conservador, me considero libertário. Sou a favor da irrestrita liberdade de expressão e a mídia ainda não nos notou, mas vai notar na eleição de 2022. Estamos crescendo devagar e os que resistirem até 2022 estarão conhecidos. Uma parte do papel que o WhatsApp teve nas eleições de 2018, os podcasts terão nas de 2022, até mesmo porque  os aparelhos de som estão ficando cada vez mais completos ─ estou falando de fones de ouvido; o Bluetooth liberta a pessoa do fio e permite que ela se movimente sem medo, então se tornou muito fácil fazer as atividades rotineiras e trabalhar enquanto se ouve a informação; e enquanto ela é ouvida, vai entrando na mente do espectador e este é seu principal poder desde o início da era do rádio.

5. Você enxerga o podcast como um produto vendável? Se sim, há um plano de negócios a longo prazo envolvido?

O podcast ainda não foi descoberto pelas empresas. Eles ainda não o enxergam como uma mídia de retorno, o que é um erro inacreditável. O empresário precisa entender que o podcast se torna um “ grilo falante”. Sabe a história do Pinóquio? Que o grilo falante representava a consciência? Então, é mais ou menos isso: você coloca uma pessoa todo dia ou toda semana falando no seu ouvido e não tem coisa mais íntima do que isso: alguém mandando informações para dentro da sua cabeça e você escutando. Isso é a representação máxima de mensagem comercial para a sociedade moderna. O dia em que as empresas entenderem o poder que o podcast tem dentro da mente de alguém, talvez o podcast se concretize como produto vendável, pois o poder de influência dele é maior do que o de Instagram, maior do que de Youtube.

Eu mesmo recebo mensagens (olha que meu podcast nem é famoso) de pessoas que me consideram como um melhor amigo. Elas dizem: “-você é como um irmão, ouço sua voz todos os dias”. São várias mensagens de gente que escuta no carro, no banho, na academia. Eu sou o companheiro delas no exercício de atividades do dia a dia e as pessoas confiam em mim. O grande cerne da questão do podcast como produto vendável é o laço criado entre o produtor e o público, pois nós entramos na vida da pessoa, cria-se uma intimidade muito grande, o público nutre muito carinho por nós. As empresas perdem muito não investindo nesse tipo de plataforma. Sobre o plano de negócios, eu não tenho, já que gravo o meu durante meu tempo livre, mas é algo que gosto de fazer junto ao site e esperando que um dia eu possa viver disso. Tomara que um “velho da Havan” resolva investir em nós! Seria ótimo (risos).

 6. Como é a receptividade do público?

Isso não tem preço. É muito bom escutar as pessoas comentando sobre aquilo que você tá falando, inclusive as críticas. Eu as recebo muito bem, principalmente as construtivas e isso é um exercício pra vida: aprender a escutar críticas. Não saber escutá-las é ruim. É na crítica, é na observação do erro que nós crescemos. Se as pessoas só te elogiarem, você vira uma pessoa mimada que acha que sabe de tudo. Nós somos seres humanos, somos muito falhos, é bom que as pessoas critiquem e falem o que elas acham que deve ser melhorado no nosso trabalho. E os elogios também são muito bons. É muito bacana ser apoiado naquilo que você faz. Pra mim, que adoro fazer podcast, é muito animador, muito bom ter contato com pessoas do país inteiro. Acabei criando vários amigos que também são meus ouvintes, isso me faz muito feliz. 

O que você pensa sobre a tentativa de censura e a perseguição a perfis de direita em plataformas diversas (Youtube, Spotify, Twitter, etc) e o que é feito para fugir do radar da patrulha ideológica?

Quando você tenta censurar um canal de direita, é fato que algumas pessoas irão desistir e nesse processo, quem se comunica melhor e possui resiliência, acaba permanecendo. Essas perseguições acabam sendo o alimento da direita para lutar contra a hegemonia da esquerda na mídia e nos meios de comunicação. Então, essas pessoas mais competentes permanecem e o público vai ao encontro destes. Dentro desse contexto, recomendo um experimento: ir ao Youtube e comparar os números dos canais de direita e de esquerda. O canal mais amador da direita tem mais inscritos do que um canal de esquerda. Olha que eles sofrem muito boicote e ainda assim possuem mais visualizações, isto por conta da seleção natural que mencionei na pergunta anterior. Os produtores de conteúdo foram tão censurados que se tornaram experts em propagar informação e conquistar audiência. Um meme, por exemplo, é muito mais eficaz do que uma peça de propaganda política. Enquanto se gasta milhões de reais em marketing, não chega a ser tão eficiente quanto um meme que o Loen, por exemplo, faz. Não atinge as pessoas como deveria. Pessoas assim são profissionais em comunicação como ninguém no Brasil e não recebem dinheiro público, nem são pagos por agência de publicidade; e eles sabem como produzir um viral. Na hora que sai uma polêmica, eles transformam em brincadeira e a censura começa a partir daí, porque as agências de publicidade são dominadas pelos lacradores.

No que diz respeito à profissionalização do podcast, se cada iniciativa trabalhar com metas e estratégias, em quanto tempo a mídia será renovada no país?

Do meu ponto de vista, não há metas e nem certezas. Tudo precisa ser orgânico. Existe um pensamento, uma ideia, que existe uma forma para cada pessoa. Não queremos censurar e nem sermos censurados, e nós defendemos o livre mercado, a liberdade individual, não gostamos de lacração e nem de ditadura comunista. Existe essa coexistência de ideias, mas não existe uma diretriz padronizada, então a mídia no país não será renovada agora.

O que estamos começando agora terá resultado daqui a muitos anos ─ talvez daqui a uns 50 anos, e quem sabe nem tenha ligação com esse presente que estamos fazendo… É um trabalho de formiguinha e nós ainda somos muito pequenos. Cada pedacinho desse é uma parte do alicerce de um castelo. Então vamos fazendo o que dá pra atender nosso público. Um exemplo de conteúdo excelente é o do Brasileirinhos, eles criaram uma estética nova de apresentação de conteúdo que é totalmente abafada pelo mídia, quando eles deveriam estar na televisão. O trabalho deles é incrível e muitos podcasts também são assim. Essa onda é incontrolável. A velha mídia não vai nos parar. 

fim
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