Pressão por um racha no ministério de Sergio Moro causa furor e reabre debate sobre futuro das relações com o presidente

Em dezembro passado, o procurador da república, Roberson Pozzobon, foi entrevistado pelo site R7 e aproveitou a deixa para comemorar os números referentes a 2019 da Lava-Jato  –  operação tão séria contra a corrupção que virou alvo diário de militantes travestidos de jornalistas. “Eles saberrr quem son”…(sic)

Assim falou Pozzonbon:

“Apesar de todas as tentativas de ataque à operação, 2019 foi um dos anos mais produtivos para a Lava Jato. Apenas nesse ano, que ainda não acabou, já foram propostas 28 denúncias, deflagradas 12 novas fases da Operação e recuperados para os cofres públicos mais de R$ 1,6 bilhão. Não tenho conhecimento de nenhuma outra operação na história do Brasil que tenha retornado para a sociedade resultados tão expressivos em 12 meses”

Por falar em ataques, o futuro da Lava Jato e de sua figura central – o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, voltou a ser alvo de artilharia pesada, quando rumores sobre o destino da operação voltaram às manchetes.

A bola da vez seria de um eventual racha na pasta, que nasceu após o presidente Jair Bolsonaro declarar “que analisaria” o pedido de secretários de segurança estaduais sobre a divisão do atual ministério. Caso ocorresse, Moro ficaria na Justiça e a Segurança Pública seria comandada por outro nome.

A aparente cordialidade do presidente (que neste momento se encontra na Índia) virou uma cadeia interminável de debates. Um dos primeiros a reagir foi o General Heleno, que rebateu totalmente a afirmação.

Já a palavra do presidente dada antes de embarcar para a Àsia sugere que essa divisão seja uma pressão do “honrado” presidente da Câmara, Rodrigo Maia:

“Isso é estudado, estudado com Moro, lógico que o Moro deve ser contra. Estudado com os demais ministros. O Rodrigo Maia é favorável à criação da Segurança, acredito que a Comissão de Segurança Publica, como trabalhou no passado, também seja favorável. Temos que ver como se comportam esses setores da sociedade para poder melhor decidir. Se for criado o Ministério da Segurança, daí Moro fica na Justiça”.

Se você perdeu tempo lendo todas as matérias comentadas acima – inclusive a minha – a sugestão é a de continuar acompanhando as decisões oficiais, que apontam para a manutenção do ministério – a propósito, um dos mais bem-sucedidos até o momento.

fim

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