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sábado, 18 setembro, 2021

OPINIÃO丨O nosso comum inimigo

Revista Mensal

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Antes de mais nada, o que escrevo é uma opinião. É uma visão de quem vive em uma das bolhas que a sociedade brasileira contempla, ou com a qual me contempla.

Uma característica que sempre gerou elogios a meu respeito foi ser um bom observador; escutar mais do que falar. Sempre preferi escutar e quando fosse falar, dizer algo ligado ao que escutei. Vou me adiantar e pedir perdão, acaso eu pareça petulante em alguns momentos.

Ultimamente, tenho visto, escutado e presenciado muitas pessoas literalmente vomitando palavras. Elas falam a primeira coisa que vem à cabeça e não se importam com quem vai ouvir, o que isso significa para o ouvinte, ou que impacto produz em sua vida. Esse é um erro humano muito básico, para mim; mas para a grande maioria, aparentemente não é.

Venho presenciando desrespeito para com os mais velhos. É preciso lembrar que eles têm mais experiência de vida; não são donos da verdade, mas conhecem melhor os caminhos da vida, comparados aos mais novos. São mais cautelosos. Assim como os jovens têm suas qualidades, entre as quais a coragem de arriscar, os mais velhos têm mais sabedoria, característica que se obtém com o passar dos anos.

Enfim, para além deste desabafo pessoal, o que eu de fato gostaria de levantar nesse texto é que temos um inimigo em comum e ele está nos matando.

Estamos brigando para saber quem está mais certo. Afinal, não importa quem esteja no cargo, pois se nos unirmos e sairmos dessa pandemia juntos como nação, o ser-humano que ocupar a presidência será exaltado. E a oposição não quer isso. Eles querem sentar no trono. Jogam com a população, pondo uns contra os outros porque, de todo esse caos, no final eles querem mais é sair gloriosos.

Por isso reitero: se temos esse senhor sentado na cadeira após uma eleição democrática, vamos apoiá-lo para sairmos juntos dessa guerra; juntos, não apenas alguns.

Mudar de lado agora é fácil; criticar é fácil. Difícil é apoiar e tentar corrigir os erros no caminho.

O papel da oposição não pode ser destrutivo; tem que ser construtivo. Precisamos de uma oposição que pense, acima de tudo, na nação, no país, em todos que vivem nesse pedaço de terra. A oposição que temos aí não chega nem de como deveria ser. Por isso fica feio, fica cansativo debater com a oposição. Eles só sabem apontar o dedo e criticar, mas não apresentam uma solução. E quando surge algo que beneficia o povo, porque não são eles que estão propondo, votam contra.

Isso não é oposição, isso é destruição da democracia.

Espero que todo esse processo pelo qual estamos passando seja parte do amadurecimento da democracia no país, afinal, somos jovem em comparação a alguns países de primeiro mundo.

Não podemos parar de lutar por um país melhor, e não só para nós, para nossos filhos e netos; mas principalmente para o meu vizinho, para o meu colega de trabalho, para aqueles que não têm a mesma oportunidade que eu, privilegiado por momentos em que posso, do sofá confortável da minha casa, escrever esse texto.


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