O monumento voltará a sediar grandes espetáculos, veja a simulação em vídeo

Construído entre 68 e 79 d.C., a arena fora palco de espetáculos que, no observador moderno, habituado às imagens evocadas pela linguagem politicamente correta, despertariam a mais visceral desaprovação. O monumento recebeu o nome de Anfiteatro Flaviano (Amphitheatrum Flavium) em homenagem aos Imperadores da dinastia flaviana responsáveis pela sua construção: Vespasiano, Tito e Domiciano. Com capacidade para abrigar um público médio de 65 mil pessoas, o Coliseu sediou espetáculos macabros como, por exemplo, duelos de gladiadores até a morte; combates entre homens armados e feras selvagens, como leões e tigres; simulação de batalhas navais através da inundação controlada da estrutura. Era no Coliseu que os cristãos, durante as diversas perseguições do Império Romano, eram entregues às feras selvagens. Havia uma estratégia política por trás da construção e manutenção da casa de espetáculos: Panem et Circenses.

Um projeto anunciado pelo Ministério dos Bens Culturais da Itália propõe a reforma do piso do Coliseu com a finalidade de abrigar novamente apresentações para o público. A informação foi divulgada pelo periódico de design e arquitetura Dezeen. O Ministro do Patrimônio Cultural e Atividades de Turismo da Itália, Dario Franceschini, informou em entrevista à Dezeen que “a reconstrução da arena do Coliseu é uma grande ideia que viajou ao redor do mundo“.

Perspectiva do piso da arena do Coliseu depois da reforma. Imagem: Reprodução.

“(…) será uma grande intervenção tecnológica que dará aos visitantes a oportunidade não só de ver as caves, mas de admirar a beleza do Coliseu desde o centro da arena”.

Dario Franceschini

Os representantes da Cultura na Itália estão à procura de uma equipe que apresente um projeto viável de um piso retrátil a ser instalado acima do hipogeu — seção do Coliseu que fica no subsolo. A estimativa é de que até 2023 o monumento esteja pronto para abrigar novamente os espetáculos que, diferentemente do que fora celebrado no passado, não mais contará — evidentemente — com o massacre de cristãos.

“O objetivo é reabilitar a superfície do piso da arena do Coliseu e identificar uma solução tecnológica compatível e reversível para a cobertura dos espaços subterrâneos”.

Porta-voz do Ministério do Patrimônio Cultural e Atividades de Turismo, em nota oficial.

A estrutura que tem quase 2 mil anos de existência estará sob os cuidados da Milan Ingegneria, empresa que celebrou um contrato estimado em mais de 18,5 milhões de Euros (mais de R$ 121 milhões de Reais) com o Governo Italiano no qual se compromete a entregar a restauração até 2023. Ainda em entrevista, Dario Franceschini disse que o esforço do empreendimento “é um projeto extraordinário. Você poderá caminhar sobre a construção e ir até o centro do Coliseu, vendo-o da mesma forma que os visitantes faziam até o final do século XIX”.

Com informações do portal Aventuras na História UOL, site TecMundo e Revista Dezeen.

“Pecunia non olet” (traduzido do Latim, “dinheiro não fede”).

Imperador Vespasiano,  Titus Flavius Vespasianus.

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