O homem que inspirou a criação do adjetivo “maquiavélico” foi, nas palavras do filósofo Olavo de Carvalho, “o primeiro pensador moderno a entregar ao público uma doutrina tão desencontrada e confusa.”

Nicolau Maquiavel (Niccolò di Bernardo dei Machiavelli) nasceu em Florência, na região central da Itália, naquele longínquo 3 de maio de 1469. Seus trabalhos no âmbito intelectual o qualificam como um polímata, a exemplo dos grandes pensadores da Renascença. No entanto, o impacto permanente desse pensador na cultura do Ocidente é um reflexo das suas idealizações no âmbito da política. Na sua magnum opus, O Príncipe (publicado postumamente em 1532), Maquiavel esboça os contornos de uma estratégia de ascensão política e manutenção do poder absolutamente inescrupulosa.

No seu livro Maquiavel ou A Confusão Demoníaca, o filósofo Olavo de Carvalho se esforça para traçar o perfil da ininteligibilidade do pensador Renascentista. Sobre o trabalho mais impactante do florentino, Olavo diz: “As primeiras reação ao livro de Maquiavel, O Príncipe, fixaram a imagem popular do seu autor como um imoralista cínico, teórico da mendacidade e da violência política, apologista de tiranos e, como resumiria Leo Strauss, ‘professor de maldade‘”. De uma perspectiva abrangente, considerando o impacto objetivo das suas ideias na política e, em suma, nas relações entre as pessoas que o leram, ele foi um agente de confusão. William Shakespeare consagrou em versos “the murderous Machiavelli“.

“Dos pensadores modernos mais célebres, Nicolau Maquiavel é talvez o primeiro a entregar ao público uma doutrina tão desencontrada e confusa. Tão desencontrada e tão confusa que um de seus melhores intérpretes, Benedetto Croce, resumiu quatro séculos de investigações com a conclusão desencantada de que o pensador florentino é um ‘enigma que jamais será resolvido'”.

Olavo de Carvalho em “Maquiavel ou A Confusão Demoníaca”.

Com informações do portal History UOL e do livro Carvalho, Olavo, Maquiavel ou A Confusão Demoníaca, 1ª edição, São Paulo, Vide Editorial Editora, 2011.

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