Cientistas divulgaram o que eles chamaram de “pesquisa” sobre hábitos alimentares. A conclusão: partilhar uma refeição com alguém que lhe seja estimado pode ser prejudicial à sua saúde

O esforço dos “homens de ciência” para desumanizar o indivíduo humano não conhece limites. Os hábitos mais simples do cotidiano, se são meios para reforçar os laços naturais, tornam-se sistematicamente objetos de estudos, pesquisas e investigações “científicas” que visam não “desconstruí-los”, mas destruí-los objetivamente. A regra é declarar que este ou aquele hábito é prejudicial à saúde; que este ou aquele comportamento social é desaprovado pela “ciência” porque implica num “risco” à saúde, ao bem-estar, à boa disposição fisiológica. Uma simples refeição na companhia de um amigo, segundo uma recente pesquisa, tem potencial para ser altamente maléfica.

O periódico científico Nature Human Behavior divulgou um estudo no qual discute os potenciais malefícios em partilhar uma refeição com um amigo: a companhia pode influenciar na escolha dos alimentos que, fatalmente, podem não ser os mais “saudáveis”. Os resultados foram publicados no final do mês passado.

Os pesquisadores se valeram dos dados coletados, segundo a revista, de mais de três milhões de situações cotidianas de empregados do Massachusetts General Hospital, nos EUA. Os “homens de ciência” analisaram as compras que pares de trabalhadores do hospital faziam na cafeteria local. Cerca de seis mil pessoas participaram da pesquisa durante os anos de 2015 e 2016.

Comer com os amigos pode fazer mal, você pode ser levado a comer uma costela ao invés de um prato fitness.

Conclusão

Objetivamente, a interpretação matemática dos dados coletados informa que quanto menor o tempo entre a compra de um sujeito e a de seu companheiro, maior a probabilidade de que ambos comprem o mesmo tipo de comida. A interpretação secundária dos dados da pesquisa versa sobre se a comida é saudável ou não. Se a sua companhia decidir pedir uma costela suculenta ao invés de uma folha de alface, um hambúrguer monstruoso no lugar de uma rodela de tomate ou uma pratada de pirão de caldo de mocotó em substituição a uma barrinha de cereal feita com as cascas de madeira de lápis retiradas do apontador, sua companhia, mon chéri, é maléfica.

Com informações do periódico Nature Human Behavior e da revista Veja.

“A estupidez coloca-se na primeira fila para ser vista; a inteligência coloca-se na retaguarda para ver”.

Bertrand Russell

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