MURALHA DE LIVROS | Lançamentos da Semana

Leônidas Pellegrini
Leônidas Pellegrini
Professor, escritor e revisor.

Destaque

O destaque da semana é o lançamento da Kírion: No tempo dos bandeirantes, de Belmonte.

Nesta obra fundamental, Belmonte transporta o leitor para o cotidiano da Vila de São Paulo no século XVII, revelando quem eram e como viviam os bandeirantes para além de suas famosas expedições. Com uma narrativa que mescla rigor histórico e anedotas pitorescas, o autor reconstrói a vida doméstica e social da época, abordando temas variados da formação paulista, como a religiosidade, a aplicação da justiça, o comércio e a organização política de uma sociedade isolada no planalto, em constante luta pela sobrevivência e expansão.

Fruto de uma exaustiva pesquisa em fontes primárias — como inventários, testamentos e as antigas atas da Câmara —, No tempo dos bandeirantes destaca-se tanto pela sua riqueza narrativa como pelo seu inestimável valor visual. A obra é ricamente ilustrada pelo próprio autor, que desenhou com precisão os elementos materiais da vida colonial: o vestuário, os utensílios, as armas e as ferramentas de trabalho. Este encontro entre a crônica histórica e o traço do artista oferece um retrato vívido e autêntico dos primeiros tempos da colonização, permitindo-nos visualizar, em detalhes, o mundo rústico e singular dos desbravadores do sertão.

Outros lançamentos

Pela Ecclesiae, A prática da presença de Deus, do Frei Lourenço da Ressurreição.

Obra aclamada pelo Papa Leão XIV, o livro nos guia em um caminho de oração e espiritualidade. Reúne cartas, máximas e reflexões do carmelita descalço que viveu no convento de Paris no século XVII e aprendeu, entre as tarefas mais humildes, a manter-se continuamente na presença do Senhor.
Com prefácio do Padre José Eduardo, é um tesouro para quem busca aprofundar sua relação com Deus.

Pela Auster, É hora de acordar! Dez reflexões urgentes para solteiras no País das Maravilhas, de Alessandra Santos.

Muitas mulheres solteiras, movidas pela carência, pela solidão ou pela pressa de serem amadas, acabam entrando em relacionamentos que ferem, confundem e aprisionam. Quando falta sentido, amor-próprio e intimidade com Deus, o afeto se torna fantasia, a espera vira fuga e escolhas emocionais passam a ser feitas no escuro. Como em um “País das Maravilhas”, perde-se a noção do real, e o coração começa a chamar de amor aquilo que, na verdade, é ausência, medo ou ilusão.

Neste livro, Alessandra Santtos te convida a sair desse estado de confusão afetiva e espiritual. A partir de dez reflexões diretas e profundamente enraizadas na fé cristã, a autora conduz a um caminho de vigilância, maturidade emocional e responsabilidade pessoal, apresentando que nenhum relacionamento saudável se constrói sem óleo na lâmpada: amor-próprio, verdade interior e um relacionamento vivo com Deus. Este livro é um chamado ao despertar — para amar sem carência, esperar sem fantasia e viver com inteireza.

Pela Axia, A vida após o capitalismo, de George Gilder.

O mundo que conhecemos está chegando ao limite. Sistemas econômicos que prometiam riqueza produzem agora instabilidade. A fé no progresso se transforma em medo, e a promessa de crescimento dá lugar à sensação de que algo essencial parou de funcionar. Governos, corporações e especialistas tentam controlar o imprevisível e a economia global se torna cada vez mais frágil — e o futuro, mais incerto.

Nesta obra provocadora, o futurista e investidor de risco George Gilder propõe uma mudança radical de perspectiva: o verdadeiro motor da riqueza não estaria nos recursos, no planejamento central ou nas soluções tecnocráticas, mas antes na capacidade humana de criar, descobrir e inovar. E quando essa força é sufocada, sociedades inteiras entram em declínio; quando liberta, uma nova era de prosperidade se torna possível. Com uma visão ousada e inquietante, Gilder convida o leitor a encarar o inevitável: o que virá depois do modelo econômico que moldou os últimos dois séculos?

Pela Texugo, A ilha dos nove redemoinhos, de Edith Nesit.

Uma princesa presa numa torre no meio do mar. Nove redemoinhos girando em volta da ilha. Um dragão que cozinha, um grifo encarregado da faxina e uma feiticeira cujo único desejo é ser amada.
Edith Nesbit nunca escreveu contos de fadas como os outros. Aqui, a princesa costura o próprio vestido de noiva e pensa nas próprias saídas, o herói precisa enfrentar aritmética antes de enfrentar o dragão, e o narrador conversa com o leitor como quem divide um segredo bem-humorado.
É essa Nesbit que atravessou o século XX sem perder o frescor, e que C. S. Lewis, J. K. Rowling e Diana Wynne Jones apontam como influência direta. E é essa Nesbit que chega ao catálogo da Texugo em mais esse título.


 

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