Destaques
O grande destaque da semana é o lançamento da Livre: Lições de História do Brasil, de Joaquim Manuel de Macedo.
Escritas por Joaquim Manuel de Macedo para uso no Colégio Pedro II, estas Lições oferecem um panorama didático e detalhado da formação inicial do Brasil, revelando a visão historiográfica do século XIX sobre a gênese da nação.
Cobrindo o período que se estende desde os antecedentes das grandes navegações portuguesas e o descobrimento em 1500 até as últimas décadas do século XVI, o livro guia o leitor através dos primeiros esforços de exploração, descreve os costumes dos povos indígenas e analisa a evolução administrativa da colônia, passando pelo sistema de capitanias hereditárias até a consolidação do governo-geral sob figuras como Tomé de Souza e Mem de Sá.

Destaque também para o lançamento da Compostela: A maçonaria e os jesuítas, de Dom Vital de Oliveira.
Dom Vital enxergou a infiltração maçônica na Igreja em 1872, quando assumiu a Diocese de Olinda e encontrou padres maçons, irmandades controladas pela seita e um governo imperial que protegia a situação porque ele próprio estava comprometido. Ele não ignorou. Agiu, escreveu e pagou o preço com a prisão.
A Maçonaria e os Jesuítas é a instrução pastoral que Dom Vital dirigiu aos seus diocesanos nesse contexto. Com rigor e coragem apostólica, ele expõe o caráter anticatólico da Maçonaria, desmonta suas estratégias de infiltração e captura das consciências, e defende a Companhia de Jesus das acusações fabricadas justamente por ser ela a organização que mais dano causava à seita.
O livro foi escrito no século XIX. O problema que ele descreve não ficou nele. Para quem quer entender como o inimigo opera quando não pode atacar de frente, esta leitura é indispensável.

Outros lançamentos
Pela Sétimo Selo, A anatomia da crítica, de Norphrop Frye.
Frye escrevei esta obra em 1957, depois de anos tentando escrever outra coisa. O livro se impôs a ele. E desde que foi publicado, nunca saiu de circulação, nunca perdeu relevância e nunca deixou de ser citado por quem leva a crítica literária a sério. Harold Bloom foi marcado por ele.
Margaret Atwood provavelmente não teria concebido O Conto da Aia sem o diálogo intenso que travou com as reflexões de Frye sobre mitos e arquétipos. David Lodge construiu um romance inteiro sobre seus pressupostos. Mais de 150 mil exemplares vendidos — um número extraordinário para um livro de teoria literária.
Anatomia da Crítica chega agora em edição da Sétimo Selo, com tradução de Marcus de Martini. Para quem já leu Frye, esta é a obra que faltava.

Pela Ecclesiae, Vida Matrimonial, do Padre Matheus Pigozzo.
Em razão do processo de secularização por que passaram as sociedades ocidentais, a tarefa de auxiliar homens e mulheres a lidarem com problemas quotidianos, como os de ordem conjugal, foi retirada das mãos dos diretores espirituais e passada para os psicólogos, terapeutas e analistas. Mas a verdade é que, para a Igreja Católica, o matrimônio — a união de um casal em corpo, alma e espírito — é um acontecimento de caráter sobrenatural e merece, por isso mesmo, ser orientado e custodiado do melhor modo possível.
Neste livro, Pe. Matheus Pigozzo reúne conselhos a respeito da dimensão prática dos relacionamentos amorosos, a partir da moral católica e de sua experiência como diretor espiritual de casais. Namoro, noivado, gravidez, educação dos filhos e sexualidade são alguns dos temas tratados ao longo do livro. O objetivo é preparar os que querem se casar e ajudar os que já são casados a viver o matrimônio com espiritualidade e santidade.

Pela Mori, Páginas em sangue, de Anthony Horowitz.
Susan Ryeland é editora e trabalha há anos com o consagrado escritor de romances policiais Alan Conway. Seu personagem mais famoso, o detetive Atticus Pünd, conquistou leitores ao desvendar crimes em pacatas vilas inglesas da década de 1950.
No entanto, o novo manuscrito de Conway, ambientado em Pye Hall, revela que nem tudo é o que parece. Entre assassinatos e uma série de suspeitos intrigantes, esconde-se uma segunda narrativa, sutilmente entrelaçada ao texto principal. É uma história sombria de ciúme, ambição desmedida, ganância e morte, que ultrapassa os limites da ficção.
Um mistério engenhoso e envolvente, ideal para leitores que apreciam enigmas clássicos no estilo de Agatha Christie.

Pela Texugo, A Fênix e o tapete, de Edith Nesbit.
Para Cyril, Robert, Anthea, Jane e o bebê, a vida em Londres parecia ter voltado ao normal depois das férias morando no campo… Bem, pelo menos até o dia em que encontram, por acaso, um ovo dourado escondido em um velho tapete. A partir desse momento, um mistério se revela e desperta um poder há muito tempo adormecido. Os irmãos logo percebem que não se trata de um simples adereço, mas de um passaporte para viver aventuras cheias de humor e descobertas.
A Fênix e o tapete é a divertida continuação de Cinco crianças e um segredo.

Pela Kamishibooks, Sofia e os lobos, da Condessa de Ségur, na versão kamishibai.
O Kamishibai, ou “teatro de papel”, é uma arte milenar japonesa de contação de histórias. Ele transforma a leitura em um espetáculo envolvente:
* Visual impactante: pranchas ilustradas vibrantes são trocadas ritmicamente, como cenas de um filme, prendendo o olhar da criança.
* Voz e conexão: a força da narrativa está na voz do contador, que dá vida aos personagens e à história, criando um momento único de encontro e imaginação.
* Experiência compartilhada: acompanhada de um livro de instruções, a obra é um convite para contar e ouvir juntos, fortalecendo vínculos e permitindo que as crianças mergulhem no imaginário.
