Destaques
O grande destaque da semana é da Kírion: Manual de Escrita e Leitura: um guia de ensino integrado para pais e professores, de Kátia Simone Benedetti.
O Brasil tem uma crise de alfabetização e todo mundo sabe. O que poucos sabem é o que fazer com isso. Kátia Simone Benedetti já diagnosticou o problema em dois livros anteriores. Agora, ela entrega a solução.
O Manual de Escrita e Leitura é um guia para pais e professores que querem ensinar a ler e escrever com progressão e base científica. Caligrafia, ortografia, consciência fonológica, estrutura linguística: tudo integrado, desde os primeiros anos.
Chega de improvisar na alfabetização! A criança merece aprender com segurança, e o professor merece uma ferramenta à altura do desafio.

Destaque também para o lançamento da Vide: Novas e velhas revoluções: a atualidade de Tocqueville, de Alberto Oliva.
Revoluções prometem libertação e produzem dominação. Alberto Oliva, professor titular de Filosofia da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Filosofia, dedica este livro a investigar a regularidade desse ciclo e a mostrar que o problema reside nos pressupostos filosóficos do pensamento revolucionário, não na má condução dos movimentos ou nos desvios morais de seus líderes.
O argumento central é preciso: toda revolução que promete refazer a sociedade a partir do zero opera sobre uma concepção infalibilista de conhecimento. O revolucionário acredita conhecer o Todo social em profundidade suficiente para reconstruí-lo segundo um modelo. A tradição científica, de Newton a Popper, construiu seu progresso sobre o pressuposto oposto: o conhecimento é falível, provisório e sujeito a correção. O revolucionário descarta esse pressuposto porque precisa dele descartado. Sem a certeza definitiva sobre o funcionamento da sociedade, o projeto radical perde sua justificativa. E é essa recusa ao falibilismo que transforma projetos de redenção em espirais de violência.
Dialogando com Tocqueville, Popper, Burke e Arendt, Oliva mostra que essa lógica se repete independentemente do contexto histórico. Um dos conceitos centrais é o paradoxo de Tocqueville: o descontentamento social cresce justamente quando as condições de vida melhoram. É nessa distância entre o que existe e o que se imagina possível que o apelo revolucionário se instala, ontem na Revolução Francesa, hoje nas microrrevoluções identitárias e no ativismo judicial que aspira legislar sobre mentalidades.
Mais de cem milhões de mortos associados às utopias ideológicas do século XX não foram suficientes para abalar a crença de que a sociedade pode ser redesenhada segundo um modelo perfeito. Oliva investiga por quê, e a resposta está na estrutura cognitiva do pensamento revolucionário.

Outros lançamentos
Pela Ecclesiae, Super-Hábitos, do Dr. Andrew Abela.
Um livro que recupera o sistema mais antigo e completo já desenvolvido para a vida humana, em que o autor, professor universitário, recorre ao Tratado das virtudes de Tomás de Aquino para mostrar que o filósofo medieval organizou os hábitos virtuosos em uma arquitetura coerente, capaz de abranger toda a existência humana sem deixar lacunas nem sobreposições.
Abela traduz esse legado em linguagem contemporânea ao chamar as virtudes de “super-hábitos”. Apresenta a estrutura central do sistema, formada pelos quatro super-hábitos cardeais (Autodisciplina, Coragem, Sabedoria Prática e Justiça), e mostra como cada um se desdobra em hábitos menores, como Contenção, Humildade, Diligência, Perdão e Ordenação.
Um caminho prático e ordenado para guiar as suas decisões cotidianas e alcançar uma vida bem-sucedida.

Pela O Mínimo, O mínimo sobre burnout, do Dr. Saulo Barbosa.
Vivemos na era do desempenho permanente. Produzir tornou-se identidade. Forma-se, assim, uma geração eficiente e admirada por fora e exaurida por dentro.
O Burnout não se reduz ao estresse: é o colapso silencioso de quem segue entregando resultados após perder o sentido. Com rigor clínico e amplitude intelectual, esta obra integra psiquiatria, neurociência, psicologia e filosofia clássica, para oferecer uma leitura unificada do esgotamento contemporâneo ― pois o sofrimento humano não é fragmentado.
Aqui, ciência e presença, lógica e ética caminham juntas. Não se trata de autoajuda ou de tratado técnico, mas de um ensaio nascido da escuta e da experiência, que aponta um caminho concreto rumo à recuperação da lucidez, da força e da inteireza.

E pela Texugo, Os três ninjaporcos, de Corey Rosen Schwartz.
Nesta adaptação do conto de fadas dos três porquinhos, os porquinhos se cansam do lobo invadindo as casas, por isso, cada um começa a fazer aulas de artes marciais. O primeiro porquinho faz aiquidô, mas não tinha disciplina; o segundo porquinho faz jiu-jítsu, mas abandona logo que aprende alguns golpes; e a irmã deles decide praticar caratê e o faz com disciplina.
Quando o lobo chega, apenas a porquinha é capaz de se defender e defender os seus irmãos. Depois que o lobo vai embora, os três porquinhos abrem sua própria academia de artes marciais.
Este reconto é divertido, cheio de ação, tem uma linguagem moderna, que lembra os desenhos animados, mas também o texto é composto por rimas.
