No fim da tarde, a frota de Cabral avistou o cume do Monte Pascoal. Ao crepúsculo, a 24 km da praia e a uma profundidade de 34 metros, os navios lançaram âncoras. Era quarta-feira, 22 de abril de 1500

O dia 22 de abril está para sempre consagrado como a data em que a Civilização aportou no Brasil. A frota de Cabral partiu do porto do rio Tejo, na praia do Restelo, em Lisboa, com 10 naus e três caravelas nas quais navegavam 1500 homens. Não é de hoje, contudo, que paira sobre o mundo da cultura no Brasil uma narrativa alternativa sobre esse fato histórico de importância permanente para os nativos da língua portuguesa. Entretanto, o relativismo, o desconstrutivismo e, em suma, a crítica absoluta de todas as coisas não se mantém de pé quando observamos a realidade com humildade: honrar pai e mãe é uma atitude natural e instintiva que revoga as pretensões do “quero saber de tudo!”.

Aqueles heróis que trouxeram consigo nossas noções primárias de infraestrutura, de cultura e de religião são os nossos pais a quem devemos reconhecimento permanente pelo sacrifício através do qual eles nos legaram essa herança a qual chamamos Civilização.

“Plantada a cruz, com as armas e a divisa de Vossa Alteza, armaram altar ao pé dela. Ali disse missa o padre frei Henrique, e ali estiveram conosco, assistindo a ela, perto de 50 ou 60 deles [índios], assentados todos de joelhos, assim como nós”.

— Pero Vaz de Caminha em carta a El-Rei Dom Manuel.

Abaixo, eternizado pelo talentoso Victor Meirelles em 1861, está o quadro da primeira Missa celebrada em solo brasileiro.

Com informações da enciclopédia “História do Brasil — Os 500 anos do país em uma obra completa, ilustrada e atualizada“, editada pela Folha de S. Paulo.

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