Quase dois mil Bispos, Padres e Diáconos foram congregados no concílio que solucionou o problema da heresia do Padre Ário

Nos primeiros séculos da Era Cristã, quando a ameaça da perseguição pela espada já havia cessado e a religião de Jesus Christo alcançara formidável abrangência nas províncias do Império Romano, os cristãos se viram desafiados por um tipo mais sutil de atentado à sua : as heresias. Ário, ordenado Padre em 313 d.C. na cidade de Alexandria, no Egito, foi a mente por trás do enunciado herético que sustenta a afirmação de que Jesus Christo, longe de ser Deus, não passa de uma mera criatura. As implicações desta heresia perturbaram a de muitos que viveram naquele período.

A Igreja, na condição de mãe e mestra, ensina e protege. E, ao longo de toda a História, muitos foram os exemplos da didática eficiente, responsável, lúcida e coerente com que a Igreja ensinou os seus filhos a permanecerem na . O esforço do ensino, com efeito, produziu a sistemática necessária, por exemplo, para o nascimento de escolas de pensamento, correntes culturais e até mesmo de ciências e ramos do conhecimento. Os concílios eram reuniões das autoridades eclesiásticas com a finalidade de discutir as questões mais urgentes sobre a vida da ; tudo o que ameaçasse a sã doutrina, portanto, era combatido num ambiente intelectual no qual, contrário do que prega a propaganda anticatólica, reinava a razoabilidade. Com o propósito de combater a heresia do arianismo fora convocado, naquele longínquo 20 de maio de 325 d.C,. o Concílio de Nicéia.

“Jesus Cristo é a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, verdadeiro Deus e verdadeiro homem“.

As deliberações do Concílio puseram fim às dúvidas acerca da natureza da pessoa de Jesus Christo. Ele era verdadeiro Deus, coeterno com o Pai e gerado de sua mesma substância. Desde o Concílio de Nicéia os cristãos do Ocidente e do Oriente passaram a professar a divindade de Christo tal como consta no Credo de Nicéia:

“Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas”.

Credo de Nicéia

Ário, juntamente com outros Bispos que se recusaram a aceitar a realidade do Credo foram excomungados. O fim do herege foi terrível. O Imperador Constantino, que fizera da teologia de Ário sua opção pessoal, numa atitude de apoio ao Padre rebelde, ordenou ao Bispo de Constantinopla que desse a Ário a Santa Comunhão. O Bispo, ciente da resolução do herege em permanecer no erro, rezou para que ele morresse antes de causar escândalo com o seu sacrilégio. A crônica registrada pela história da Igreja é de uma crueza de causar arrepios: “Estando Ário a caminho da Missa, apoderou-se dele um medo nascido da consciência de seus crimes; e com violência, naquele mesmo instante, soltou-se-lhe o ventre. Perguntou então se por ali havia latrinas e, como lhe dissessem que estavam atrás do fórum de Constantino, para lá se dirigiu. Logo em seguida começou a desfalecer, e juntamente com os excrementos saiu-lhe também o ânus […]. Seguiu-se então uma grande hemorragia, e por fim foi expelido o intestino delgado junto com o baço e o fígado. E assim morreu ele sem demora” (Sócrates Escolástico, História Eclesiástica, c. 38, PG 67, 177-178).

Com informações do site do Padre Paulo Ricardo e do portal History UOL.

Portae inferi non praevalebunt adversus eam”. “As portas do inferno não prevalecerão contra ela“.

Jesus Christo no Evangelho segundo São Mateus, XVI, 18.

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