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terça-feira, 28 junho, 2022

GAMES | Thetan Arena: Próximas atualizações e comentários sinceros

Revista Mensal
Aldir Gracindo
Aldir Gracindo
Aldir Gracindo é professor, escritor de artigos, palestrante, ativista político, realista esperançoso, nerd orgulhoso, nacionalista e violoncelista amador.

El Dragon finalmente será “nerfada” e jogar deixou de ser lucrativo por erros de gestão

Domingo passado, estava anunciado um “AMA” – “Ask Me Anything”, ou “Faça-Me Qualquer Pergunta” – com o presidente do Thetan Arena, Nguyěn Đinh Khánh. Mas, em vez de uma sessão de respostas aos questionamentos do público, houve a transmissão de um vídeo gravado, um “CEO Talk.”

Após 10 minutos de espera e 30 minutos de palestra do presidente, foi transmitida a decisão de um minijogo só com influenciadores. As respostas do presidente aos questionamentos, solicitações e reclamações dos jogadores não foram muito satisfatórias.

Vamos às informações, primeiramente. O melhor vídeo que eu encontrei resumindo as novidades até agora e o que está por vir é o do Youtuber Bobbymor, abaixo:

Bobbymor tem um tom mais otimista sobre as mudanças anunciadas do que eu.

Realmente, a melhoria no Matchmaking (a colocação dos jogadores em disputas com outros jogadores, heróis e seus níveis próximos do seu) é perceptível. Isso evita a desmotivação de jogadores mais iniciantes, ou com heróis comuns, de disputarem com muitos jogadores e heróis mais fortes.

O equilíbrio do jogo, porém, deixou a desejar pelo atraso no balanceamento dos heróis. Outros jogos ouvem suas comunidades de jogadores e implantam mudanças de acordo com as avaliações da comunidade. Já o Thetan:

  1. ouviu que El Dragon estava OP (OverPowered, forte demais),
  2. anunciou com muito pouca antecedência que iria nerfar (reduzir a força) do segundo herói mais forte (Durass) e
  3. o presidente do projeto afirmou que a equipe tinha ouvido a comunidade, analisado as estatísticas das disputas e feito as mudanças – o que não tinham feito.
Anúncio das “atualizações de meio de março” que incluíram reduções no Durass, aumentos no Culien e nenhuma alteração na El Dragon.

Problemas in-game

Bugs, necessidade de ajustes e combate a hacking, todo jogo tem. O Thetan Arena teve uma série desses (o bug do foguetão que deixava ver nas moitas, o da rajada do Cluster etc.) e não havemos de culpá-los por isso irrazoavelmente. Mas a comunicação da equipe com os jogadores é ruim desde o início, falta transparência e respeito pelo feedback dos jogadores.

A decisão de não mais disponibilizar a modalidade Battle Royale Solo a qualquer momento foi uma das várias que desagradaram bastante a muitos, mas os jogadores tiveram que aceitar os limites da tecnologia disponível – até mesmo para evitar congelamento e desconexão durante as partidas.

A decisão de reduzir os ganhos de troféus por partida para os heróis com maior classe de troféus (a classe é mostrada por letras), por outro lado, é injustificada. Se for para servir para estimular os jogadores a usar – e adquirir – heróis diferentes, os jogadores já fazem isso normalmente. Na prática, o jogador que pratica jogando com o(s) seu(s) herói(s) favorito(s) – ou o(s) que ele pôde ter – acabou penalizado por se aperfeiçoar no jogo.

Anúncio das alterações das recompensas de batalhas: heróis que conquistarem mais passaram a receber menos troféus.

As alterações são demasiadas, feitas muitas vezes ao arbítrio e informadas “em cima da hora.” A gestão do Thetan poderia implantar as alterações conforme as necessidades relatadas pelos jogadores – como eles dizem fazer e não fazem – e avisar com antecedência de, talvez, 40 dias sobre as mudanças que possam impactar os investimentos feitos no jogo.

Problemas na economia do jogo

Sendo um jogo anunciado como Free to Play (Grátis para Jogar) e Play to Earn (Jogar para Ganhar (dinheiro)), a retirada da possibilidade de lucro sem – e, atualmente, mesmo com – investimento foi prejudicial aos jogadores e à própria imagem do projeto.

No CEO Talk do último domingo, o presidente chegou a dizer que a desvalorização do token mais corrente do jogo, o THC (Thetan Coin), era “normal”, já que recompensas foram pagas aos jogadores com o token. Como já dito, o token teve o valor inicial de US$ 1, caindo de valor até aproximadamente um centavo de dólar.

Ocorre que o Thetan desvalorizou o próprio token por adotar a criptomoeda WBNB para vender heróis no próprio Marketplace por tempo demais. E continua contribuindo para essa desvalorização ao agora vender herois “não-gTHC” pelo aplicativo por moeda corrente, quando poderiam vender por THC adquirido. Isso trouxe – e segue trazendo – prejuízo aos jogadores que investem nos “heróis NFT.”

A mecânica econômica do jogo poderia ser simplificada em: muitos pagariam para jogar; alguns ganhariam ao vencer as disputas e torneios; e muitos poderiam jogar gratuitamente e, talvez, com muito esforço e habilidade, ganhar dinheiro como jogadores.

Já a economia de um token, como a de qualquer moeda, pode ser simplificada em: se há mais interesse em vendê-lo (mesmo para reembolsar investimento) do que em adquiri-lo, o token se desvalorizará.

Esses erros atingem a estabilidade e confiabilidade do projeto como investimento. E a possibilidade de investimento foi e é uma promessa do Thetan Arena. Tanto que agora está promovendo staking de THG.

Anúncio do programa de Staking de THG.

Não estou afirmando levianamente que Thetan Arena seja uma “enganação”, um “esquema de pirâmide” ou algo assim. Games agregam valor para os gamers como qualquer outro produto a seus consumidores. Só aponto que a gestão segue a cometer erros prejudiciais. Neste momento, eu não investiria financeiramente neste esporte eletrônico.

Thetan Arena não deixou de ser um MOBA divertido e não vai perder tantos jogadores facilmente. Mas a desconsideração com os seus gamers, sejam “free” ou investidores, traz prejuízo aos gamers e à própria iniciativa.

O Thetan Arena foi listado entre os 10 melhores jogos NFT para jogar em 2022 pelo site Coingecko.

Com Informações de Thetan Arena.


Não lute apenas para ter grandes clientes. Trabalhe para conquistar bons e fiéis amigos.

Fernando Guifer

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