Entenda o processo que envolve a Coronavac, negociada pelo Governo de São Paulo

A pandemia de coronavírus trouxe à luz hoje mais um questionamento: qual o link direto entre a gripe suína que aterrorizou o mundo em 2009 e o COVID-19? A resposta pode estar no caso de suborno envolvendo o CEO do laboratório chinês Sinovac Biotech, o mesmo que negocia neste momento com o Governo de São Paulo, Turquia e Indonésia insumos da vacina Coronavac – e que também produziu o medicamento imunizador da H1N1 na década passada.

A história foi revelada pela jornalista Eva Dou, do Washington Post (publicação abertamente ligada à esquerda norte-americana), que teve acesso a documentos oficiais. Neles, o CEO da Sinovac é apontado como culpado de ter pago suborno ao órgão de regulação da China semelhante a ANVISA para aprovação rápida de vacinas.

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Na mesma matéria do Washington Post, a jornalista destaca que João Doria Jr afirma que a Sinovac “é a vacina mais segura que o Brasil já testou até o momento”. Em outro trecho, o Post aponta que a Sinovac está no mesmo estágio de testes da Moderna e Pfizer-BioNTech – esta última, prevista para ser ministrada nos Estados Unidos ainda este mês.

Segundo observa o jornal, ainda que não existam ocorrências comprovadas de problemas de segurança na produção das vacinas da Sinovac, um dos entrevistados sobre o caso, Arthur Caplan, diretor de ética médica da Universidade Langone, alertou para o fato de que “o histórico de corrupção da Sinovac implica numa sombra de dúvida sobre seus dados não publicados e não revisados por pares sobre sua vacina. Até mesmo durante uma pandemia, uma empresa com moralidade dúbia precisa ser tratada com grande cautela”.

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