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terça-feira, 21 setembro, 2021

Pandemia: Prefeitos e governadores preparam segunda onda de restrições

Revista Mensal
Claudio Dirani
Mais de 20 anos de experiência em diversas áreas da comunicação, incluindo marketing, rádio jornalismo e jornalismo esportivo, político e de variedades. Também é compositor e autor de cinco publicações, incluindo "MASTERS: Paul McCartney em discos e canções."

Medidas impositivas incluem proibição de festas e toque de recolher. Entenda toda a história

Pandemia e ditadura nunca rimaram tão bem. Em 21 de agosto, o ministro do STF, Luís Roberto Barroso, participou de um webinar na Fundação Fernando Henrique Cardoso, com participação  do ex-membro da corte constitucional alemã, Dieter Grimm, onde o também cabeça do TSE ressaltou que o presidente da República, Jair Bolsonaro, seria responsável por “ataques à democracia”, promovendo, em suas palavras, uma celebração à “ditactorship” (ditadura).

Durante o evento nomeado Respostas Constitucionais a Retrocessos na Democracia, Barroso comemorou diversas medidas tomadas pela Suprema Corte brasileira durante a quarentena, sendo elas: “Restrição dos poderes de Bolsonaro durante a pandemia, defesa do federalismo e aumento de poder dos estados e governos locais (prefeituras), liberdade de expressão, além da busca para conter ataques às pessoas e às instituições que, segundo Barroso, seriam vítimas de grupos hierárquicos “que disseminavam fake news e os elusivos discursos de ódio”.

Eleições 2020 (ou: nada como o day after)

Desde o final de agosto, a queda, principalmente nas mortes de pessoas por e com COVID-19, prefeitos e governadores aliviaram as medidas restritivas para a população em geral. Porém, quando o segundo turno das eleições municipais se aproximou, rumores de novas restrições começaram a se transformar em reais pesadelos.

Ironicamente, as acusações feitas pelo sempre iluminista ministro relacionadas à liberdade de expressão, ataques às pessoas e à democracia começaram a acontecer vindas exatamente de prefeitos e governadores protegidos pela medida estabelecida pelo próprio STF em abril.

Confira lista com algumas das novas medidas draconianas que já começaram a ser aplicadas contra a população brasileira, justificando conter a segunda onda de COVID-19:

São Paulo: O defensor dos negócios da China, João Doria Jr, apareceu hoje (3/12) no Aeroporto Internacional de Guarulhos ao lado da bandeira nacional e de uma placa com os dizeres: “A Vacina do Brasil”.

As preliminares do governador serviram para “anunciar” que São Paulo começará a aplicar doses da Coronavac na primeira quinzena de 2021. De quebra, o mandatário paulista ainda alfinetou: “Se o Ministério da Saúde tiver juízo e competência, São Paulo poderá oferecer a outros estados a vacina Coronavac”.

Já sobre suas medidas anunciadas em 2 de dezembro para “conter a segunda onda em todo o estado”, Doria alertou, provavelmente esquecendo de seus festejos pela vitória de Bruno Covas em 30 de novembro: “Não é hora de festa. Não é hora de celebração. Só poderemos voltar a ter festas depois da vacinação. Enquanto isso, não devemos ter aglutinações nem públicas e nem privadas. “Não vamos permitir. Adotaremos medidas legais, que se sobrepõem a medidas municipais, para impedir realização de festas de Reveillon”, adiantou.

Minas Gerais: Reeleito em primeiro turno prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD) mandou um recado bastante democrático à população da capital mineira:

“Nós não vamos fechar a cidade ainda. Nós estamos aqui para avisar: acabou a notificação. Agora nós vamos fechar a porta dos [estabelecimentos] irresponsáveis. Se quando eu precisava de voto eu fechei, imagina agora que eu não preciso”.

Santa Catarina: O governador Carlos Moisés quase sofreu impeachment. Por conta da “sobrevivência”, decidiu que “é ele mesmo quem manda no estado”. Seu primeiro ato “importante” foi decretar toque de recolher durante a madrugada como forma de prevenção ao contágio da Covid-19. Outra decisão foi reduzir para 70% a capacidade do transporte público do estado.

Rio Grande do Sul: Logo após as eleições, o governador Eduardo Leite convocou as prefeituras para propor suspender as festas de final de ano, apontando que o RS estaria enfrentando uma forte segunda onda de COVID-19. Pela proposta, ele contaria com o apoio de brigadas militares que denunciariam a realização de festas e denunciariam aglomerações. Em um vídeo que circula pela Internet, Leite afirma que não é aconselhado ouvir música alta, já que a pessoa seria obrigada a tirar a máscara para ser ouvida em uma reunião.

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