ATIVISMO EM PAUTA丨Em 2024, eu vou…

Paula Marisa Carvalho de Oliveira
Paula Marisa Carvalho de Oliveira
Especialista em educação, palestrante e comentarista política. Meus pronomes são Vossa Majestade/Vossa Alteza.

Chegamos ao final de 2023, um ano trágico para os defensores da liberdade no Brasil. Toda vez que um ano acaba, fazemos planos e traçamos metas para o ano seguinte, então eu quero te influenciar a adicionar mais uma em sua lista neste meu último texto de 2023: salvar o seu filho da violência psicológica que acontece em TODAS as escolas brasileiras.

Não é segredo para ninguém que vivemos em um país que apresenta péssimos índices no campo da educação. É a pátria educadora de Paulo Freire. Eu já nem me revolto mais com o fato de ele ser o patrono do nosso sistema de ensino porque este título é perfeito quando falamos em escolas que formam analfabetos funcionais, militantes de extrema esquerda. Paulo Freire, o patrono do analfabetismo funcional. É simplesmente perfeito!

No início de dezembro, saiu a atualização do ranking mundial de educação do exame PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). O exame coordenado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) é realizado a cada três anos. Nesta última edição, realizada em 2022, a avaliação foi realizada em 81 países, o Brasil ficou em 64º na classificação geral. De acordo com exame, metade dos estudantes brasileiros não conseguiu atingir sequer o nível básico de leitura, isso significa que eles não têm capacidade para extrair informações que estão explícitas no texto.

Observados estes dados, fica fácil compreender como a população é facilmente enganada por políticos loroteiros. Aliás, a classe política de um país é o reflexo da média da população. Aqui no Brasil, ainda temos o agravante de que o sistema representativo tem brechas que possibilitam até pessoas que não conseguem votos suficientes ocupar determinados espaços de poder. Some-se a isso a nossa “maravilhosa” burocracia.

Uma verdadeira guinada nos tenebrosos rumos em que anda nosso país só será possível através de uma guinada cultural. Enquanto não agirmos de forma mais enfática no âmbito da educação, continuaremos como um cachorro correndo atrás do próprio rabo. Por favor, caro leitor, não me compreenda mal! Não estou falando que devemos abandonar o campo da política, apenas observo que estamos depositando todas as fichas em um único cavalo e que, mesmo que às vezes este cavalo vença uma prova, ele não consegue fôlego suficiente para ser o campeão da temporada.

Você deve ter reparado que no início do artigo, eu utilizei a expressão “violência psicológica” em vez de “doutrinação”. Isso tem um propósito. Faz muito tempo que a direita brasileira toma 7X1 na sua luta contra a doutrinação nas escolas. Um dos motivos para que isto aconteça, na minha humilde opinião, é a maneira como estamos comunicando esta pauta. Em um país de analfabetos funcionais, poucas pessoas conseguem compreender o real sentido da palavra doutrinação. Na verdade, este nem é o termo mais adequado para o que realmente acontece em nossas salas de aula.

A palavra doutrinação carrega consigo um sentido de que está explícita a doutrina a ser ensinada. Na sala de aula, o que vemos é uma verdadeira lavagem cerebral, onde o conteúdo é despejado na cabeça dos alunos de forma tão sutil que, às vezes, nem mesmo os pais mais atentos ao conteúdo conseguem detectar. Sendo uma lavagem cerebral, podemos considerar que se trata de uma verdadeira violência contra os alunos, uma violência psicológica. Qualquer João Das Couves sabe perfeitamente o que significa violência e ninguém vai querer se opor à luta contra a violência psicológica nas escolas, a menos que seja um psicopata.

Outro aspecto relevante nesta análise é a postura adotada por pais que querem proteger seus filhos da lavagem cerebral. Vejo que, muitas vezes, no afã de proteger seus rebentos, os pais adotam uma postura beligerante e acabam por afastar o professor, ao invés de trazê-lo para perto.

Eu já trabalhei por alguns anos no sistema público de educação e posso afirmar categoricamente que s maioria dos professores que praticam a lavagem cerebral na sala de aula não fazem a menor ideia do que estão fazendo. Verdade seja dita, muitos deles são tão vítimas deste sistema pernicioso quanto seus alunos.

Agora vou revelar qual é a reclamação mais recorrente na sala dos professores: os pais estão terceirizando a educação dos filhos. Aposto meu diploma que grande parte dos pais que reclama da tal doutrinação na escola não faz a menor ideia do que está acontecendo com seus filhos quando a porta da sala de aula é fechada.

Eu tenho plena consciência das dificuldades que os pais enfrentam na educação dos filhos, sei que a carga horária do trabalho torna a tarefa de acompanhar a rotina dos filhos na escola ainda mais penosa do que já é. Mas preciso que você compreenda que se não tiver tempo para cuidar da educação dos seus filhos, alguém o fará em seu lugar. Quando um pai (ou uma mãe) fica próximo do seu filho a ponto de ser alguém que inspire sua confiança, a tarefa de enfiar lixo ideológico na cabeça do aluno fica infinitamente mais difícil, talvez até impossível.

Então aqui no final do texto eu gostaria que você pensasse seriamente nesta meta que eu sugiro. Adicione mais uma meta na sua lista de realizações para o próximo ano: “em 2024, eu vou salvar meu filho da violência psicológica na escola.” Somente assim poderemos trilhar um caminho sólido em direção à liberdade.

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