Líder da Guarda Revolucionária era chamado de “Comandante das Sombras” do Irã – um dos países que mais desrespeitam os direitos humanos

Após a ação militar norte-americana comandada na madrugada de 3 de janeiro em território iraquiano, o governo Trump foi alvo de críticas vorazes – principalmente da esquerda e da mídia progressista mundial.

No Brasil, como de praxe, a deputada Gleisi Hoffmann (PT) optou por condenar a morte do general e terrorista Qasem Soleimani, seguindo o padrão adotado em defesa de figuras como a de Nicolás Maduro e simpatizantes.

Em nota publicada no site de seu partido, Hoffman demonstrou toda a sua expertise em geopolítica:

 “…Serve ainda como parte da estratégia de campanha do presidente estadunidense à sua reeleição no segundo semestre deste ano. Esperamos que a opinião pública mundial e a estadunidense em particular se posicionem contra este tipo de manobra eleitoral que somente tende a aprofundar o conflito na região gerando mais violações dos direitos humanos e ressentimentos. Sucessivos governos dos EUA e particularmente o atual, têm contribuído para agravar os litígios no Oriente Médio”.

Essa atitude da parlamentar, supostamente de se preocupar com os direitos humanos, poderia ser considerada nobre, caso não envolvesse o personagem nº 1 das milícias persas. Seu currículo, cabe dizer, não colabora com o que prega organizações como a Human Rights Watch, ONU e a própria imprensa internacional.

“O Che Guevara Iraniano” e o Hezbollah

Para citar apenas um dos inúmeros casos envolvendo o nome de Soleimani – não por acaso chamado por seus compatriotas de “Che Guevara Iraniano”, precisamos retornar a 1999, logo após os Protestos Estudantis de Julho (também conhecidos como o Desastre de Kuye Daneshgah).  O manifesto gerou caos por todo território iraniano, quando adolescentes foram às ruas naquele verão de forma pacífica, para reclamar do fechamento do jornal reformista Salam, que operou apenas durante oito anos.

O saldo negativo do contragolpe foi alarmante: mais de 1400 presos, 200 feridos, ao menos quatro mortes, além de 70 estudantes desaparecidos.

Mas onde Soleimani entraria nessa história? Pouco após os conflitos, o militar decidiu escrever uma carta ao presidente de seu país, assinada em conjunto por comandantes da Guarda Revolucionária:

““Caro Sr. Khatami, quanto tempo temos para derramar lágrimas e tristeza pelos eventos, praticar a democracia pelo caos e insultos e ter paciência revolucionária às custas de sabotar o sistema? Caro presidente, se você não tomar uma decisão revolucionária e agir de acordo com suas missões islâmicas e nacionais, amanhã será tão tarde e irrecuperável que nem se pode imaginar”.

A “decisão revolucionária” (leia ameaça e chantagem) de Khatami foi ecoada por todo Irã e culminou com censura, violência e sangue. A responsabilidade ficou nas mãos do mandatário do Irã. Mas o incentivo à perseguição dos cidadãos foi motivado por uma das centenas de ações do “Che Iraniano”.

A ação contrária aos direitos humanos foi apenas uma das incontáveis missões de Qasem Soleimani – um dos aliados do grupo terrorista Hezbollah durante a Guerra Civil Síria, na Ofensiva de Al-Qousseir, entre abril e junho de 2013. Naquele momento histórico, Soleimani uniu-se ao governo do ditador Bashar al-Assad contra as forças rebeldes.

Gostou da matéria? Assine nossa Revista mensal aqui.

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado.

This div height required for enabling the sticky sidebar
Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views :