Não pode haver polarização quando se discute nazismo e comunismo: dois cortes do mesmo tecido que cometeram atrocidades contra a humanidade

Erros de retórica não podem ser comparado às atrocidades em si – ainda que continuem sendo erros melancólicos em nossa história.

Apesar disso, parte de nossa sociedade, passados mais de 80 anos, continua  em sua cruzada diária em defesa do comunismo – ideologia política responsável por cometer pecados imperdoáveis, lado a lado com o fascismo e o nazismo.

O Arquivo Esmeril está no front exatamente para isso: refrescar essa memória seletiva e combater qualquer tipo de ação, seja nazi, fascista ou comunista.

Jornal soviético escancara a chacina provocada pelos comunistas

Em matéria publicada em fevereiro de 1989 no Argumenti i Fakti , o historiador soviético Roy Medvedev revelava que mais de 20 milhões foram mortos por Joseph Stalin nos campos de trabalho do ditador, vítimas de fome ou execução.

Naquele momento, próximo da queda do muro de Berlim (em um mundo sem Internet) a informação foi de enorme impacto. Ainda assim, seu devido peso não parece ter sido absorvido pelos que defendem o posto de intelectuais da civilização. A prova disso é a sobrevivência dos partidos comunistas, alguns deles, oficializados no Brasil, com seus líderes intitulando-se baluartes da democracia.

Voltando ainda mais no tempo, precisamos recordar os pseudo-democratas sobre algumas alianças sinistras de seu regime. Mais especificamente, com o 3º Reich.

Pacto Molotov-Ribbentrop: o que você não deve ter lido nos livros

Às vésperas da Segunda Grande Guerra Mundial, em 23 de agosto de 1939, o Ministro do Exterior Soviético Vyacheslav Molotov e o Ministro do Exterior da Alemanha Nazista Joachim von Ribbentrop assinaram um pacto de “não-violência”.

Em seu artigo 3º. o tratado apontava que “os governos das duas Altas Partes Contratantes irão no futuro manter contato contínuo um com o outro para efeitos de consulta, a fim de trocar informações sobre problemas que afetam os seus interesses comuns”.

A assinatura do pacto sinistro entre alemães e soviéticos

O pacto Molotov-Ribbentrop pode não ter durado muito. De fato, o acerto entre a Alemanha nazista e a U.R.S.S. chegaria ao fim em 22 de junho de 1941, com a frustrada operação Barbarossa, quando os alemães invadiram territórios soviéticos no leste europeu. Apesar do revés político-militar, a união entre as forças de Hitler e Stalin não eram tão “alienígenas” quanto muitos tentam dispersar até hoje.

A visão de Trótski sobre a aliança Hitler-Stalin

Talvez a grande semelhança ideológica entre Marxismo e Comunismo tenha sido retratado por Leon Trótski (nome real, Liev Davidovich Bronstein – curiosamente, de origem judaico-ucraniana). Com raízes marxistas e bolcheviques, Trótski seria o sucessor imediato de Lenin entre os soviéticos após sua morte, em 1924. Mas no caminho dele apareceria Stalin e sua fome conquistadora.

Em exílio no México (país onde viveria até sua morte, em 1940), Trótski – que era contrário à invasão militar de nações capitalistas – comentou:

“Em 1933, afirmei que o objetivo de Stalin seria um acordo com Adolf Hitler. Alguns dos apoiadores menos inteligentes do Kremlin se recordaram que a Polónia é um “estado semifascista”. Aparentemente, sob a influência benigna de Stalin, Hitler iniciou uma guerra contra o semifascismo”.

Balanço sobre a “aliança macabra”

A infame invasão da Polônia

As palavras de Trótski, surpreendentemente em defesa de Stalin (que o expulsara de seu partido por divergências políticas) não são menos equivocadas quanto seu pensamento sobre o dito “fascismo polaco”, embora o mesmo não apoiasse ataques militares como o que sua União Soviética aferiu à capitalista Polônia em 17 de setembro de 1939, a poucos dias de seu falecimento.

O resumo do contexto dessa aliança macabra, está na essência. Ao colaborar com a Alemanha, a U.R.S.S colocava em prática a intenção de “expropriar uma burguesia”, enquanto avançava para retomar parte da Ucrânia que pertencia naquele momento aos poloneses.

Em 2017, no 71º aniversário da Revolta de Varsóvia, o ministro da Defesa da Polónia, Antoni Macierewicz, acusou a União Soviética de ter conspirado com a Alemanha Nazista para aniquilar o seu povo

“A história dos últimos 80 anos seria muito diferente se essa geração da Polónia independente não tivesse sido exterminada de forma terrível pelo gigante criminoso soviético e alemão. Varsóvia também seria diferente”, disse Macierewicz.


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