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quinta-feira, 28 outubro, 2021

VIDA E LEGADO | A destruição de um artista pelos filhos da Revolução Cubana

Revista Mensal
Roberto Lacerda
Roberto Lacerda Barricelli é jornalista, assessor e historiador. Foi correspondente do Epoch Times e colaborador em diversos jornais, como Jornal da Cidade Online, O Fluminense, São Carlos Dia e Noite, Diário da Manhã, Folha de Angatuba e Jornal da Costa Norte.

Um dos melhores artistas da história de Cuba lutou pela Revolução e padeceu sob as crueldades de seus líderes

Era mais um início de ano em Cuba, quando as ruas de Havana no 1º de janeiro foram transformadas em campo de batalha pelo 26 de Julho, trazendo a Revolução que mudaria os tempos vindouros e roubaria os ”melhores anos” de um dos mais brilhantes filhos dessa pátria.

Autor de uma das biografias mais brutais do século XX, talvez só fique atrás de Aleksandr Solzhenitsyn (1918 – 2018), apesar das semelhantes circunstâncias de vida sob regimes comunistas interligados — a União Soviética teve papel central na Revolução Cubana e na manutenção do regime na Ilha, até seu desmonte em 26 de dezembro de 1991 –, e de serem ambos escritores de elevada profundidade de sentimentos e intenções.

Ora, o russo era mais cruelmente detalhista que o cubano, algo que fica límpido mesmo ao olhar desavisado, na obra Pavilhão de Cancerosos (1966), enquanto há ainda algum bom humor mórbido (com o perdão do aparente paradoxo) na principal obra do filho que a revolução engoliu.

Se ainda não descobriu sobre quem escrevo, esboçando esta tentativa quase patética de escolher bem as palavras em linguagem que agradasse ao ‘biografado’, não lhe condeno; sequer julgo. Os mandantes da intelligentsia tupiniquim jamais medem esforços quando se trata de boicotar, esconder e até apagar da história aqueles cuja biografia lhes incomoda.

Breve relato da infância

Ainda que os fatos da infância geralmente sejam importantes para a compreensão de artistas, gênios e criminosos, ater-me-ei a poucos acontecimentos desse período, pois alguns seres parecem nascer com a consciência de sua vocação, não havendo na infância qualquer coisa que demonstre seu desenvolvimento, mas, antes, suas manifestações.

Se está ansioso, se acalme, pois agora revelarei o grande personagem deste mês. Apesar da Wikipédia afirmar que nasceu em 16 de julho de 1943, na província de Holguín, em Cuba, o editor responsável acertou a data, mas errou parcialmente o local onde o poeta, romancista e dramaturgo Reinaldo Arenas (1943 – 1990) rebentou para este mundo.

É o poeta quem afirma ter saído do sítio de seus avós, vendido para um genro ”bem de vida” de seu avô, para ser levado à Holguín, local de sua infância e juventude. A descrição de sua vida ”naquela casa de barro, onde havíamos passado tanta fome”, porém, “também havíamos vivido os melhores momentos de nossas vidas”, denuncia seu olhar doce ao passado, provavelmente afetado pelas situações que enfrentava na época de sua autobiografia.

Imagem ilustrativa

Já nesta época aflorava a importância do erotismo em sua visão do mundo. Num estilo que remete a uma mistura de Euclides da Cunha com Graciliano Ramos, descreve seu entorno quase como as memórias de um sertanejo. Um ambiente inóspito, violento e… erótico.

A narração do ato sexual entre uma égua, da qual sua mãe precisou desmontar, e um imponente cavalo; os detalhes de como a fêmea se entregou, desejando ser possuída por aquele macho, poderia passar por mais uma prosa-poética do autor, para o qual o sexo era tão importante quanto o erotismo, porém, é o fechamento desse relato que nos desperta o choque. Arenas afirma que naquele momento, enquanto assistia a tal espetáculo da natureza, estando então entre a infância e a adolescência, desejou ser aquela égua.

Era o final da adolescência, quando fugiu da casa materna para se juntar aos viris guerrilheiros de Fidel Castro (1926 – 2016) e seus supostos ”ideais românticos” de igualdade, liberdade e paz; três palavras que não faltaram ao repertório do poeta em suas obras, embora tenham, sem dúvida, escapado por completo ao desenrolar de sua vida.

Testemunho de um brasileiro

José Anselmo Santos | Créditos da Imagem | Reprodução | Roda Viva

José Anselmo Santos, mais conhecido como Cabo Anselmo, me disse durante um de nossos agradáveis colóquios, que encontrara o jovem Arenas, durante seu período em Cuba, enviado por Leonel Brizola (1922 – 2004), e durante o qual seu contato com a miséria, a desesperança e o totalitarismo do regime comunista lhe retiraram do transe ideológico.

Nesse encontro, apesar da brevidade da conversa, Anselmo notou que o idealismo e a esperança de que o regime traria democracia ainda estavam em Arenas. O poeta abandonaria o segundo e usaria o primeiro para combater aqueles que outrora havia ajudado, mas não sem passar pela imposição de torturas e sofrimentos.

Bem, depois, soube o brasileiro que o cubano teria se relacionado com mais de 4 mil homens na Ilha Cárcere. À revelia de ser verdade ou boato, tem por base o fato de que o escritor usava do sexo como válvula de escape naquela realidade maldita, que se lhe negava o sabor do amor, não permitiria que lhe matasse a paixão, mesmo que encontrada mais em suas obras que em suas relações carnais.

Antes que anoiteça

Nesta autobiografia em prosa, testemunhamos a força poética de Arenas. Não à toa, o autor começa pelo fim, revelando sua desesperança e seu infeliz plano para o desfecho.

Edição da Best Bolso (em português) | Créditos da Imagem | Reprodução

É um Arenas mais maduro, marcado pelo sofrimento imposto pela perseguição e tortura, às quais sobreviveu se agarrando à esperança de salvar suas obras. Através dos amigos, aos quais fazia chegar áudios e manuscritos, conseguiu ser publicado no exterior. A coragem do artista seria recompensada com o ódio do regime comunista.

Publicada em 1992, Antes que anoiteça foi terminada em 1990, sendo a única obra sobre a qual podemos ter essa certeza, dado o triste fato de ter sido sua última. O título não foi aleatoriamente escolhido, pois, segundo Reinaldo Arenas, a obra começou a ser escrita dentro de um bosque, onde se escondia dos perseguidores, tendo que terminar cada capítulo antes do anoitecer.

Ódio e perseguição

Primeiro, por ser homossexual, a ditadura de Castro e Ernesto ”Che” Guevara (1928 – 1967) lhe tirava a dignidade e qualquer posição que tivesse outrora conquistado. Desiludido pela violência do novo governo, que antes de trazer a democracia, se empenhava em destruir qualquer resquício democrático.

Nesse ambiente escreveu a obra que iniciaria a perseguição e as acusções de ‘atentado aos bons costumes’ e seu principal ataque ao Cronos da Ilha, que ao invés de comer a carne, devorava os direitos de seus filhos. Surgiram Mundo Halucinante (1969) e Necessidad de Libertad (1986), seguidas pelas peças de teatro intituladas Persecución (1986), além de El Portero (1987) e Viaje a La Habana (1990)*.

As obras só foram publicadas em francês pela ajuda dos amigos Jorge e Margarita Camacho, em Paris. A primeira, Mundo Halucinante, recebeu o prêmio de melhor romance escrito em língua estrangeira na França.

Salvou as obras, mas pagou o preço com sua carne e espírito, sendo tratado como pária na pátria. Considerado um subversivo, já haviam lhe tirado qualquer possibilidade de igualdade e de paz; contudo, ainda queriam lhe ferir o que sobrava de liberdade, e isso não demorou a acontecer.

Casamento

Entre 1972 e 1973, para se afastar um pouco da desgraça, quis alugar um quarto ao qual pudesse levar seus amantes e manter suas relações. No entanto, se escolhesse uma pousada de ‘má fama’, corria o risco de ser surpreendido por algum agente do regime comunista de Castro.

Nessas hospedarias, homens heterossexuais poderiam alugar quartos para levarem mulheres, mas estavam sob a vigia constante dos agentes do Partido Comunista Cubano, que invadiam os locais para descobrir se havia mulheres cometendo adultério, principalmente as casadas com militantes do PCC. Essas mulheres perdiam tudo, suas famílias e empregos, e seus maridos eram avisados em assembleia pública.

Muitas eram jogadas na rua na companhia dos filhos, afinal, se eram adúlteras, como aqueles respeitáveis militantes comunistas poderiam ter certeza de aquelas crianças serem realmente sua prole?

Porém, se homossexuais fossem encontrados, a prisão os aguardava. Sem clemência, misericórdia, piedade, ou qualquer outro termo ao qual pudessem recorrer. Era cadeia e ponto! Seguida provavelmente por tortura e ‘re-educação’.


Dessa maneira, a mulher e o homossexual são considerados no sistema castrista como seres inferiores

— Reinaldo Arenas (Antes que anoiteça)

Logo, precisava alugar um quarto em local minimamente ‘respeitável’, algo que não conseguiria sendo solteiro. Então, foi apresentado à atriz Ingrávida González, que atuara na peça La noche de los asesinos (1964), de José Triana (1931 – 2018), mas que teve sua carreira e bens retirados pelo regime comunista, por ser divorciada e ter muitos amantes, ou, nas palavras do dramaturgo, ”gostar de homens”.

Se casaram e obtiveram permissão para comprar algumas coisas de necessidade básica, como roupas e alimentos etc., que eram escassos na Ilha e cuja aquisição era controlada pelo PCC. Solteiros que se virassem! Ingrávida solicitou aquele quarto, sua parte no acordo, enquanto Arenas ajudava a sustentar seus filhos, com parte de seu salário na União dos Escritores e Artistas de Cuba (UNEAC), que existia desde 1961.

Intimidação e quebra das relações

Estando no quarto que conseguira por intermédio do falso casamento, Arenas escrevia, compunha e observava, vez ou outra, o carro da polícia política do PCC estacionado bem abaixo de sua janela. Precisava ir à praia para conversar com os amigos, mas ainda assim não encontrava paz.

Qualquer um poderia ser um agente da polícia de Castro. Ora, as recompensas eram boas e aquela miséria maldita que cercava o povo… Era muita tentação, principalmente para pessoas famintas e desesperadas. Não era possível ter certeza de ser possível confiar no vizinho, num amigo e até num familiar.


Foi uma das coisas mais horríveis que o castrismo conseguiu: romper os laços de amizade, fazer com que desconfiássemos dos nossos melhores amigos, transformá-los em informantes, em tiras. Eu já desconfiava de muitos amigos meus

— Reinaldo Arenas (Antes que anoiteça)

Pais e filhos, esposas e maridos, amigos e amigas, irmãos e irmãs, vizinhos… Todos desconfiavam uns dos outros e não eram poucas as traições, mesmo no seio dos lares cubanos. A Família estava sob ataque raivoso da ditadura comunista, enquanto esta perseguia homossexuais e mulheres “em nome dos bons costumes”.

Uma desumanização, ou animalização, se preferirem, estava em pleno curso em Cuba. As pessoas perdiam suas personalidades e tinham suas identidades substituídas pela ideologia do Partidão. Não se era nada, se antes não fosse um fiel seguidor do PCC, ou, ao menos, obediente a El Comandante, Fidel Castro.


O mais dramático de tudo foi que muitas pessoas se tornaram vítimas de chantagem e do próprio sistema, até perderem sua própria condição humana

— Reinaldo Arenas (Antes que anoiteça)

Detenção e Fuga

Em 1973, fora detido e acusado de escândalo público, após dois criminosos lhe roubarem os pertences e, ao serem pegos pela polícia, o denunciarem por ”ato erótico homossexual”. Para piorar, um dos ladrões tinha um tio na polícia.

Apesar de não ter cometido delito algum, teve que pagar fiança estimada em 400 pesos, que conseguiu junto a Tomasito La Goyesca. Mas, em pouco tempo, o caso se converteu no julgamento de um contrarrevolucionário que publicava obras contra o regime no exterior. O dossiê assinados por ‘amigos’ da UNEAC o surpreendeu.

Com ajuda de sua tia, a polícia o deteve novamente, em seu quarto, e o espancou na delegacia, por dizer que aquilo era ilegal. Foi jogado numa cela sem banheiro, já lotada. Contudo, em algumas horas chegou um homem segurando uma térmica cheia de café, produto racionado em Cuba. Os policiais se precipitaram à garrafa e deixaram a cela aberta. Arenas fugiu pelo portão dos fundos.

Captura e Prisão

Havia passado dez dias de fome, quando, somente com a Ilíada debaixo do braço, depois de tentativas frustradas de abandonar Cuba, até mesmo a nado, sem um centavo no bolso e escondido num parque, Arenas foi reconhecido por um soldado e capturado. O soldado pulava e gritava: “Vou ser promovido! Vou ser promovido! Eu peguei você!”, como uma criança que receberá um prêmio após cumprir corretamente alguma tarefa.

Foi levado à delegacia de Calabazar e posto na cela mais confortável de lá pelo soldado que o capturou, uma vez que viu nisso um meio de lhe agradecer por sua provável promoção. Não demorou e foi enviado à prisão de Castillo del Morro, uma “fortaleza colonial” para a qual eram enviados “os piores marginais”.

A selvageria dos anos na prisão de El Morro (1974 – 1976) perturbaram irrecuperavelmente sua alma. Os dois anos na pior prisão de Havana foram de provação constante ao poeta e romancista. Se recusou a ter relações sexuais com os presos, dizendo que aquilo seria se rebaixar.


Na prisão, as relações sexuais transformaram-se em algo sórdido que se realiza sob o signo da submissão e do desdém, da chantagem e da violência; até mesmo, em muitos casos, do crime

— Reinaldo Arenas (Antes que anoiteça)

Era um lugar sem alma, sem amor, sem nada além da violência piorada que presenciara na infância. Os presos eram os próprios animais, principalmente os homossexuais, aos quais eram reservadas as piores celas, no subterrâneo da ”fortaleza”.


Os homossexuais não eram tratados como seres humanos, e sim como animais. Eram sempre os últimos a comer, e por causa de uma besteira qualquer apanhavam cruelmente

— Reinaldo Arenas

Finalmente a Liberdade

Saiu da prisão, mas permanecia encarcerado na Ilha. A vigilância continuou, até que em 1980 Fidel permitisse que “125 mil párias“, entre presos políticos, homossexuais e ‘contrarrevolucionários’ saíssem de Cuba.

Usando documentos falsos e na onda dos ‘autoexílios’, conseguiu a liberdade e escreve aos Camacho, mas já de Miami. A felicidade de ter escapado se une à tristeza de nunca poder voltar.

Fidel e seus asseclas não conseguiram por fim à vida de Arenas, apesar da aniquilação de seu otimismo. A atitude perante o mundo se torna uma busca epicurista de uma alma em fúria pelo prazer da carne, se reforçando nos primeiros anos após sair daquela país, que não mais reconhecia qualquer característica além da miséria. Em 1987 foi diagnosticado com SIDA/AIDS, nos Estados Unidos da América, em Miami, Flórida.

A desilusão final

Ficou por Miami esperando a morte, contudo, foi arrancado de lá e levado – inconsciente – ao New York Hospital pelo amigo Lázaro Gómez Carriles (63). Não tinha plano de saúde, tampouco dinheiro para pagar os custos do hospital, porém, conseguiu a internação e o tratamento graças aos amigos Jorge e Margarita Camacho, que agiram através do Dr. Olivier Ameisen (1953 – 2013).

Conta, em sua autobiografia, que o bom médico francês, amigo do casal Camacho, era bom compositor. Mesmo entubado por todos os lados, ligado a um respirador e quase sem forças, Arenas consegue escrever uns versinhos, aos quais Ameisen providencia a melodia e se compõe Una flor en la memoria e Himno.

Ao retornar para seu apartamento, em New York City, New York (EUA), com a ajuda de Lázaro sobe os seis andares do prédio sem elevadores. Se despedem melancolicamente, mas ao entrar pisa num envelope, dentro do qual havia um veneno para ratos ao qual chama de Troquemichel.


O fato me encheu de fúria, pois era óbvio que alguém havia colocado aquele veneno para que eu tomasse

— Reinaldo Arenas (Antes que anoiteça)

A descrição desse acontecimento também revela a resolução fatal do artista.


Decidi na mesma hora que o suicídio que eu planejara tinha de ser adiado. Não podia dar tamanho prazer a quem havia deixado o envelope no meu quarto

— Reinaldo Arenas (Antes que anoiteça)

Infelizmente, o adiamento não se transformou em cancelamento do plano. Em 07 de dezembro de 1990, no mesmo apartamento, Reinaldo Arenas tirou a própria vida, através de elevadas doses de álcool e droga. Deixou várias cópias de uma Carta de Despedida, endereçadas aos amigos.


Carta de Despedida

Queridos amigos:
Em consequência de meu precário estado de saúde e da terrível depressão emocional que me impossibilita de continuar a escrever e a lutar pela liberdade de Cuba, estou pondo um fim à minha vida. Nos últimos anos, mesmo me sentindo muito doente, pude terminar minha obra literária, na qual trabalhei por quase trinta anos. Deixo-lhes, pois, como legado, todos os meus terrores, mas também a esperança de que em breve Cuba será livre. Sinto-me satisfeito por ter contribuído, mesmo que modestamente, pelo triunfo dessa liberdade. Ponho fim à minha vida voluntariamente porque não posso continuar trabalhando. Nenhuma das pessoas que me cercam estão envolvidas nesta decisão. Só há um responsável: Fidel Castro. Os sofrimentos do exílio, a dor de ter sido banido, a solidão e as doenças contraídas no desterro, – certamente não teria sofrido isso se pudesse ter vivido livre em meu país.
Conclamo o povo cubano, tanto no exílio quanto na Ilha, a seguir lutando pela liberdade. Minha mensagem não é uma mensagem de derrota, mas sim de luta e esperança.
Reinaldo Arenas
PARA SER PUBLICADA

No cinema

Em 2000, Lázaro seria consultor no filme dedicado à obra: Before night falls (Antes de Anoitecer, no Brasil), do diretor americano Julian Schnabel (69), tendo o consagrado ator espanhol Javier Bardem (52) na pele do literato cubano. A interpretação furiosa de Bardem faz valer cada minuto da película.

Javier Bardem como Reinaldo Arenas | Créditos da Imagem | Reprodução

Nota

*As datas entre parênteses se referem aos anos de suas publicações em espanhol, sendo antes publicadas em francês. Não foi possível estimar as datas exatas nas quais foram escritas, pois a perseguição sofrida entre 1967 e 1980, quando finalmente consegue sair de Cuba, atrasou terrivelmente as publicações no idioma original. A exceção de Mundo Halucinante, cuja data remete à publicação em francês.

Referências

Antes que anoiteça; Arenas, Reinaldo, Best Bolso, Rio de Janeiro, 2009, autobiografia, tradução de Irène Cubric;

Artigo: A última vingança de Reinaldo Arenas; Sardo, José Miguel, Diário de Notícias, Portugal, 02 de fevereiro de 2009, para a seção Memória: https://www.dn.pt/arquivo/2009/a-ultima-vinganca-de-reinaldo-arenas-1149046.html – acessado pela última vez em 24/09/2021, às 15h29;

Anjo torto, Escritor proscrito tem vida filmada , Cultura, Istoé, Edição Nº 1641, 14/03/2001 – https://istoe.com.br/39619_ANJO+TORTO/ – acessado pela última vez em 24/09/2021, às 15h40.


Um dos testemunhos mais impactantes sobre opressão e desrespeito

— Mario Vargas Llosa

Esmeril Editora e Cultura. Todos os direitos reservados. 2021
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5 COMENTÁRIOS

  1. Kkkk Elementar, quem não é a favor, é contra. E contra a ” democracia” dele, amasmorra era certo! Vejamos a Nação nos dias de hoje e m relação ao seu “PROPRIETÁRIO”: um milionário.
    Lamentável!

    • Socialismo não é redistribuição da riqueza, mas concentração dela em mãos de uns poucos e socialização da miséria. Sempre assim, não tem jeito.

  2. O psicopata Guevara determinou que os homossexuais fossem enviados numa ilha onde viveriam isolados. Muitos foram os punidos. Mas nem todos: Alfredo Guevara, amigo de infância do Fidel Castro ganhou a direção do Instituto Cubano de Artes e Indústrias Cinematográficas. O meio intelectual cubano conhece sobre a sexualidade do mesmo. Outras figuras do meio intelectual com igual tendência, optaram por defender, prestigiar a revolução. Continuaram ativos em seu trabalho, como José Triana, o dramaturgo de La Noche de los Assesinos, casado com a filha de um casal franco/brasileiro.

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