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domingo, 19 setembro, 2021

Tesouro viking descoberto com detector de metais

Revista Mensal
Vitor Marcolinhttps://lletrasvirtuais.blogspot.com/
Apenas mais um dos milhares de alunos do COF. Non nobis Domine.

Dinamarquês sortudo descobriu cerca de 1Kg de ouro em peças do século VI enquanto testava o seu detector de metais

Há algo de [reluzente] no Reino da Dinamarca!“. Ole Ginnerup Schytz, cidadão daquele país e entusiasta da Arqueologia, poderia ter percorrido as ruas da sua cidade aos gritos de satisfação depois que a Sorte lhe sorrira de uma vez pra nunca mais. O homem descobriu um tesouro no quintal da casa do seu ex-colega de classe.

Ole é um aficionado por Arqueologia que, à procura de um novo hobby, decidiu comprar um detector de metais com o objetivo de levar sua paixão a níveis mais concretos. Ao usar o aparelho pela primeiríssima vez, a título de teste, o homem descobriu um tesouro de valor inestimável para a História do seu país.

Ao narrar os detalhes da sua descoberta à emissora local, a TV2, Ole contou que tudo começara quando ele decidiu explorar o quintal do seu ex-colega de classe na cidade de Vindelev, na região central do país nórdico. Esperando encontrar um prego enferrujado ou coisa de valor semelhante, o homem encontrou um tesouro.

Ole Ginnerup Schytz com seu detector de metais / Crédito: Divulgação/ TV2

“Eu não tinha ideia do que era, então a única coisa que pude pensar foi que parecia a tampa de uma lata de arenque azedo”.

Ole Ginnerup Schytz

Depois que o detector de metais apitou, Ole passou a cavar o solo e, ao cabo do trabalho braçal enormemente satisfatório, ele conseguiu reunir 22 preciosíssimas peças de ouro que, no total, pesavam cerca de 1Kg. Homem preocupado com o parecer das autoridades, Ole imediatamente acionou uma equipe arqueológica.

O tesouro de Ole

Fotografia de algumas das peças encontradas por Ole Ginnerup – Divulgação/ VejleMuseeerne

De acordo com os arqueólogos que analisaram a descoberta de Ole, os artefatos foram enterrados em meados do século VI, quando o quintal do seu amigo pertencia a um chefe de clã viking. Isto eleva a descoberta de Ole ao patamar das maiores descobertas arqueológicas do país.

As 22 peças foram classificadas como medalhões, braceletes, pulseiras e colares nos quais símbolos mágicos foram inscritos na forma de runas e de outras escritas antigas. Segundo os antropólogos consultados pelos arqueólogos, as peças eram utilizadas pelas mulheres da nobreza local com o propósito de obter proteção.

Imagens do deus nórdico Odin e do imperador romano Constantino também constam nas peças juntamente com as inscrições em runas. Segundo o pesquisador Peter Vang Petersen, do Museu Nacional da Dinamarca, a descoberta tem valor objetivo para a investigação histórica do período pré-viking, localizado no final da Idade do Ferro.

“Aqui vemos a mitologia nórdica em sua infância. Os escandinavos sempre foram bons em obter ideias do que viam em países estrangeiros e, em seguida, transformá-las em algo que lhes convinha”.

Peter Vang Petersen

“A Dinamarca tem 43.000 quilômetros quadrados, e então eu escolhi colocar o detector exatamente onde esta descoberta estava”.

Ole

Com informações do portal History UOL

“Uma das características do gênio é a intuição: ver sem esforço o que os outros somente descobririam com grande trabalho”.

Jaime Balmes, filósofo e teólogo espanhol

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