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domingo, 19 setembro, 2021

TEMPOS BICUDOS

Revista Mensal
José Anselmo Santos
O autor é cristão, conservador e originário de Sergipe. Em seus 80 anos conviveu com pobres e bilionários, párias e homens notáveis. Autodidata e ávido leitor, na juventude conheceu parte do norte africano e alguns países europeus, coletando as diferenças e similitudes entre os povos e nações. Visitou cenários de guerra e na condição de clandestino político completou suas viagens pela América Latina e Caribe. Entre os anos 71 e 2008, trabalhou como consultor de dezenas de empresas, foi treinador de pessoal, especializou-se em PNL ao nível de Master e desenvolveu programas de liderança empresarial. Depois disso tem-se dedicado a criar textos, documentando suas visões de mundo e transfigurando a memória afetiva.

A resistência às provas de cada época é a base dos edificadores de civilizações

Quando vemos as imagens daqueles togados que ditam leis, interferem e impedem o poder executivo do exercício pleno, interferem nas decisões do poder legislativo, agem como KGB ou Gestapo invadindo lares, prendendo cidadãos, censurando as liberdades, escarnecendo da população, privilegiando bicheiros, traficantes e criminosos, libertando condenados em segunda instância… Tudo isso e mais produzido com o cinismo de juízes supremos escudados em interpretações estapafúrdias da tal constituição cidadã…

Mergulhamos na leitura de obras gregas onde estão descritas todas estas mazelas, sem deixar de pensar nos profetas bíblicos. Na Praça dos Três Poderes aparecem urubus sobrevoando a carniça da corrupção. Suas asas negras, pretendem tapar a luz do sol, substituir verdades com sofismas, desprezando a Constituição que juraram defender. Escarnecendo da população. Acima desses, estão as corporações internacionais que os alimentam e também distribuem migalhas suculentas aos donos de partidos políticos que sangram a nação, como que por direito, atuando tal e qual donos das capitanias hereditárias.

Nos salões do Congresso Nacional onde circulam os interlocutores escolhidos por tais partidos e outros eleitos, que ainda parecem priorizar o bem comum, discorrem sobre assuntos diversos, sem chegar à harmonia, repetindo chavões sem proveito para ambas as partes, menos ainda para a população que os alimenta. Fluem os desacordos e incriminações sem procurar elucidar o tema em debate.

Sem conhecer as coisas em si mesmas e sem saber o que é o ‘bem e o mal, o belo e o feio, o justo e o injusto, são especialistas em escarnecer dos letrados e dos ignorantes, cada um mais sábio na hora de votar pela continuidade do ambiente que sufoca a nação. Entendem de quê? Muitos são analfabetos funcionais, raposas em pele de cordeiro, quase a totalidade, como hienas disputando o naco de carniça. Sem a mínima preocupação, sem o mínimo de senso autocrítico, hábeis no falso testemunho, mágicos na arte de esconder as verdades que interessam à nação. Os que resistem são presos, afastados, censurados com iniciativa ou aval do outro poder supremo, o poder intocável dos togados que avança, interfere, dita as normas impedindo e ameaçando o Poder Executivo.

“… à margem da vontade cidadã, quem serão os representantes legítimos da nação? Trasímaco, o irado sofista, dirá, em resposta a Sócrates nos diálogos de Platão, o que é a justiça.

“Eu declaro que a força é um direito, e que a justiça é o interesse do mais forte”. E Trasímaco diz mais: “…eles entregam as leis a seus súditos, conforme seus interesses, como sendo -justiça – e punem como – injustos – todos aqueles que as transgredirem”.

Os “transgressores”, de mãos atadas, cultivam o descrédito pela política, apenas ouvem o que as mídias espalham como desinformação e seguem silenciosos o que os políticos decidem. Os grupos amantes da cultura, os mais ilustres letrados, cientes das injustiças e atrocidades cometidas, começam a agir e logo são calados como transgressores. A imensa distância entre o saber e a ignorância majoritária é um desafio para as futuras gerações. Os agentes políticos encastelados nas instituições educacionais e culturais, cumprem a agenda global financiada pelas corporações globalistas.

Mais um comentário que vem da antiga Grécia: Cálicles, em Górgias: “As leis são invenção dos mais fortes para neutralizar os mais fracos… a vida dos homens está completamente revirada, e nós agimos, ao que parece, exatamente ao contrário de como fora preciso proceder”.

Será condição normal de uma nação, obedecer indefesa, sofrendo injustiças, sendo espezinhada por alguns poucos insanos construtores de leis escravagistas? Alguns poucos homens que mostram o falso como se fosse verdade incontestável? Que valem tantos discursos nos tribunais e nas casas do congresso em relação ao que é justo ou injusto, moral ou imoral, se tudo quanto decidem vai de encontro à aspiração do bem comum da nação, afetando cada lar, cada homem, cada criança?

Os ímpios e injustos, os ditadores togados e seus sequazes colecionadores de atos criminosos devem ter seus apetites refreados. Este é um combate que travam os que estão a serviço de Deus e os que alçam a bandeira vermelha do Diabo. Esta gente desconhece o direito natural que cada pessoa tem de tomar decisões, agir ou omitir-se, como já ensinava Aristóteles e Santo Agostinho completava citando as escolhas entre o bem o mal que, para serem legítimas carecem de fé.

Quanto à justiça Aristóteles a associou “a disposição de caráter que torna as pessoas propensas a fazer o que é justo, desejando e agindo… o justo é respeitador da lei e o probo, o injusto é sem lei e ímprobo”. Diante de tais lições chegamos à desestabilização do Brasil como resultante da ação de pessoas que, sem lei e sem fé, desprezam a Pátria e a Nação, privilegiando o roubo e insensatez de oligarquias locais, todos submissos à geoestratégia globalista, doentia, mentirosa, que impõe máscaras e vacinas para atingir o objetivo de sua ditadura associada ao modelo comunista.

(Crédito para os textos grifados em amarelo: http://br.egroups.com/group/acropolis/)

Foto de Elina Krima / Via Pexels


Que tempos difíceis eram aqueles: ter a vontade e a necessidade de viver, mas não a habilidade

Charles Bukowski

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