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terça-feira, 28 junho, 2022

SRS. CANDIDATOS | Possíveis nomes para as eleições de 2022

Revista Mensal
Danilo Garcia de Andrade
Danilo Garcia de Andrade
Dr. DANILO GARCIA DE ANDRADE é advogado criminal e empresarial na cidade de São Paulo – SP. Monarquista por formação familiar e vocação. Entusiasta pela defesa da Família. Exerceu durante 06 anos o cargo de julgador e muito Coordenador da Comissão de direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados - Seccional São Paulo.

A conjuntura política, sempre complexa, volta à baila com os nomes que, em disputa com Bolsonaro, lutarão pela cadeira do Chefe do Executivo

Em finais de Dezembro de 2021, questionando o cenário político presidencial brasileiro de 2022, alguns nomes somam-se ao candidato à reeleição Jair Messias Bolsonaro. Os nomes são: Sérgio Moro, Agripino Dória, Lula, Ciro e outros.

Complexo será o pleito eleitoral, pois Bolsonaro perdeu muito da fé de seu cativo eleitorado. Entrou como um político destemido que enfrentaria a corrupção e os equivocados desígnios do STF. No campo de batalha face à toga, no entanto, ele ladrou, ladrou mas não mordeu; ao contrário, saiu com a cauda baixa, especialmente após o último 07 de Setembro. Nunca nos sentimos tão pobres, mesmo com o fechar da torneira da corrupção nas grandes estatais.

Mas o Guedes erra ao engordar os bolsos dos especuladores de fundos em paraísos fiscais, estrangulando a classe média trabalhadora, que paga o mesmo preço dos alimentos que o europeu e o americano pagam em dólar, mas com uma moeda que vale 07 vezes menos.

No caso da carne e do café, pagamos o mesmo dos países estrangeiros, mas não recebemos a mesma qualidade dos produtos destinados à exportação. Vivemos num país engessado na sua forma de empreender e comercializar internamente. A política só prioriza os grandes conglomerados voltados à exportação. O custo Brasil está insustentável. Quantos brasileiros deixaram a terra-mãe para uma vida mais justa, com moeda estável e mais segurança lá fora?

Moro foi juiz federal, comandou os principais embates da décima terceira vara de Curitiba, saiu dali gigante; mas a vaidade e a sede de uma cadeira no STF o fizeram retroceder pela própria vaidade. Contudo, uma boa fonoaudióloga, dinheiro dos principais bancos privados do país e uma abordagem mais glamorosa da Lava Jato o transformaram num candidato pernicioso para o pleito daqueles que buscam reeleger Jair Bolsonaro.

Agripino Dória: muitas passagens ainda por explicar junto a EMBRATUR, demissão do Sarney e a festa que ele diz não ter sido familiar em plena pandemia. Histórias estas que ajudaram alicerçar as fundações do Grupo LIDE. O próprio milagre econômico, vejam, é possível, mas só para o Agripino, é claro.

Depois o famoso sindicalista Lula, que mesmo com discurso populista foi responsável pelo aparelhamento maior da máquina pública, obtendo sucesso em fazer a PETROBRAS gerar prejuízo. Claro que nada operado sozinho, afinal faltariam dedos para orquestrar tudo sozinho. Dirceu, Palocci e Cabral, além de muitas outras figuras conhecidas da política ajudaram no maior saque aos cofres públicos da Pátria. Em um país realmente sério, eles jamais seriam candidatos à utilíssima vaga de porteiro de prédio. Aqui um perigo eminente para todos os acomodados que sentem falta das mamadas e pedalaços fiscais e financeiros que o “partido” pode proporcionar.

Ciro Gomes, um eterno zangão atrás do sindicalista e do empresariado: “rapadura é doce mas não é mole, não”, assim é construída a imagem do coronelismo do nordeste brasileiro hi-tech do século XXI. Não emplaca, todo mundo sabe, até mesmo a base de empresários que está com ele já deu prazo — do contrário, vão apoiar o Moro.

Outros nomes como Pacheco, Luiz Felipe D’Ávila, Simone Tebet e Alessandro Vieira, parecem dispostos a somar na disputa. Pacheco chegou agora, não me parece, até este dezembro, alguém de forma isolada perigoso aos planos da ainda fiel base bolsonarista. Um nome para daqui a 10 anos no mínimo. Não agora.

Luiz Felipe D’Ávila é um intelectual com bastante dinheiro advindo do sogro Abílio Diniz, mas não o suficiente para mudar a imagem de capitalista casado com grande clã capitalista. Não dá tempo de trabalhar isso. Não há sinergia entre a cadeira de presidente e ele. Nada para desviar nossa atenção.

Os demais candidatos não representam nem sequer 3% do eleitorado nacional, nem vou comentar. Em suma, creio que recaia sobre o Presidente Jair Bolsonaro as mesmas condições que atingiram o ex-presidente americano Trump, caso ele não prove a que realmente foi eleito.


“O fraco rei faz fraca a forte gente”.

Luís de Camões

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