Em meio a uma caça às bruxas baseada em inquérito inconstitucional, fomos investigar quais seriam os maiores autores de notícias falsas da República

Se você estivesse em 2018 e pudesse viajar até 2020, certamente não acreditaria que Sérgio Moro combinaria calúnia e fake news para acusar o presidente Jair Bolsonaro. Pois bem: mais de um ano após Moro aceitar o cargo de ministro da justiça e segurança pública do Governo Federal, foi exatamente o que aconteceu. Seu ato, confessado em coletiva de imprensa antes mesmo de pedir demissão, levou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, a requerer e divulgar o conteúdo, considerado sigiloso, de uma reunião, onde Bolsonaro teria “intenções de interferir na Polícia Federal”.

Apesar da ilegalidade, a fita veio à público em sua totalidade, porém, sem confirmar o que Moro havia dito. Em meio a este fato e aos inquéritos inconstitucionais liderados pelo Supremo, decidimos tomar o rumo contrário. Ao invés de adiantar o relógio, coletamos três dos principais ataques ao presidente da república, envolvendo calúnia, quebra de sigilo judicial e fake news – muitas fake news.

Ataque pessoal em matéria da Veja – 20/9/2018

O caso: Revista acusou o então candidato à presidência da República de “ocultar milhões em patrimônio”, furto de joias e valores de um cofre mantido por sua ex-mulher Ana Cristina Valle no Banco do Brasil. Para completar, a matéria – replicada pela grande mídia – afirmava que Bolsonaro costumava agira com agressividade.

A história foi extraída de um processo originário de 2008, mantido em segredo de justiça até então. Na época, o corregedor-geral, desembargador Claudio Mello Tavares, afirmou que processos de família tramitam em segredo de Justiça e só podem ter acesso aos autos as partes e seus respectivos advogados. O processo envolvendo o hoje presidente contém 500 páginas, aparentemente cedidas à Veja de forma ilegal.

O outro lado: Jair Bolsonaro declarou, ainda hospitalizado, após o atentado ocorrido em 2 de setembro:

Olá, amigos. A revista Veja dessa semana perdeu toda a noção do limite do possível. Faz uma matéria ocorrida há mais de 10 anos, que correu em segredo de Justiça, que foi a minha separação. Ou melhor, a minha união estável e consequente separação. Segredo de Justiça por que? Isso reza a lei, envolvia inclusive um menor de idade

Ao ser entrevistada, Ana Cristina Valle – que é mãe de Renan, de sua união com o presidente – negou qualquer furto ou violência praticada por Bolsonaro.

Difamação e fake news praticados pela campanha presencial de Fernando Haddad – 4/10/2018

O caso: Poucos dias depois, foi a vez do poste Haddad entrar forte na TV com um vídeo com imagens comparando Jair Bolsonaro ao nazista Adolf Hitler. A narração da peça aplica que “as semelhanças vão muito além do discurso”, abordando declarações sobre Bolsa Família e direitos trabalhistas. No fim da peça, o PT assina com a hashtag lacradora #EleNão, enquanto fecha no rosto do opositor, fundindo sua face com a de Hitler.

O outro lado:  Bolsonaro preferiu não responder aos ataques, publicando no Twitter apenas que ampliaria o programa Bolsa Família e prometeu combater supostas fraudes nas concessões dos benefícios. Sua promessa seria cumprida um ano mais tarde. Porém, a MP (medida provisória), acabou caducando por “caducar” no congresso:

Nota: vale citar que a prática de acusar e caluniar adversários imponto a pecha de nazistas é antiga na folha corrida do PT. Em 2012, o alvo da difamação foi José Serra

Jornal acusa empresários de bancar disparos ilegais no WhatsApp na campanha de Jair Bolsonaro – 18/11/2018

O caso: Matéria da Folha de S. Paulo apontou que empresários estariam bancando de forma irregular, segundo o TSE, a campanha do então candidato Jair Bolsonaro.

Na abertura do texto, a jornalista Patrícia Campos Mello afirma:

Empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp e preparam uma grande operação na semana anterior ao segundo turno. A prática é ilegal, pois se trata de doação de campanha por empresas, vedada pela legislação eleitoral, e não declarada. A Folha apurou que cada contrato chega a R$ 12 milhões e, entre as empresas compradoras, está a Havan. Os contratos são para disparos de centenas de milhões de mensagens.

O outro lado: Em 11 de fevereiro de 2020, Hans River do Rio Nascimento – um dos funcionários da empresa encarregada de fazer campanhas políticas em 2018 – prestou depoimento à chamada “CPMI das Fake News”. Em seu depoimento, o músico desempregado apontou justamente o contrário. Em sua declaração, River foi categórico que o PT era um dos principais clientes da empresa. Hans também explicou como funcionava o esquema de envio massivo de mensagens Via WhatsApp.

A jornalista Patrícia Campos Mello, logo após o depoimento de River na CPMI, publicou nova matéria, porém, somente para desmentir a acusação de que o depoente teria sido assediado pela mesma em troca de informações. O texto, entretanto, não comprovou que o disparo de mensagens fora feito por simpatizantes de Bolsonaro, nem desmentiu a ação do PT por meio da empresa Yacows.

fim
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