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quinta-feira, 28 outubro, 2021

Prêmio Nobel

Revista Mensal
Vitor Marcolinhttps://lletrasvirtuais.blogspot.com/
Apenas mais um dos milhares de alunos do COF. Non nobis Domine.

Do reconhecimento do talento à “representatividade” na “Ciência”

Nobel é sinônimo de gênio. Quando, na mídia, fala-se de tal pessoa cujo trabalho no âmbito científico fora digno do Prêmio Nobel, de imediato desperta-se a admiração que chega às raias da reverência. Objetivamente, o prêmio fora criado para homenagear aqueles cujos trabalhos nas áreas de Literatura, Química, Física, Medicina e na diplomacia (estes que resultaram na obtenção da Paz na solução de conflitos), alcançaram resultados promissores.

A cerimônia de entrega da premiação acontece anualmente no dia 10 de dezembro; no entanto, o público conhece os nomes dos laureados durante um anúncio realizado no início do mês de outubro. Para além das categorias supracitadas, o prêmio, a partir de 1969, passou a contemplar também os trabalhos originais no âmbito da Economia. Cada laureado recebe uma medalha em ouro 18 quilates, um diploma e um montante equivalente a US$ 1 milhão.

O prêmio nasceu do testamento de Alfred Nobel. Imagem: domínio público

O prêmio reflete — pelo menos refletia — o desejo, expresso em testamento, do próprio Alfred Nobel (1833-1896). O homem fora inventor, químico, engenheiro, empresário e escritor; e deixou em testamento instruções para que os administradores da sua fortuna concedessem premiações anuais “àqueles que, no ano anterior, tenham conferido o maior benefício à humanidade”. Os suecos levaram a sério o desejo do Alfred e, no dia 10 de dezembro de 1901, quinto aniversário da morte do inventor da dinamite, distribuíram a primeira leva de Prêmios Nobel.

Objetivamente, o prêmio destina-se, como evidencia as próprias palavras do seu fundador, às pessoas que verdadeiramente tenham contribuído para o avanço da humanidade, seja no âmbito científico, como em Física ou Química, seja no âmbito cultural, como na Literatura. No entanto, não é incomum — sobretudo em nossos dias — intervenções de natureza ideológica na escolha dos laureados.

Marie Curie levou para casa não menos que dois Prêmios Nobel. Imagem: domínio público

Marie Curie, duplamente contemplada com o Prêmio Nobel, não serviu de bandeira para a causa feminista sem que sua história não fosse deturpada. É evidente. A realidade deve tomar a forma das narrativas ideológicas, nunca o contrário: o esforço da sistematização do pensamento amoldar-se de acordo com os elementos da realidade. Marie descobriu o elemento Rádio e, tempos depois, o Polônio. Sua contribuição para a Ciência é extraordinária.

A cientista não fora motivada pelas causas de “representação” feminina na Ciência. A força motriz das suas investigações fora a vontade de conhecer os mistérios da natureza, de sistematizá-los, organizá-los, categorizá-los; de acessar o conhecimento da constituição da matéria. Contudo, há uma contribuição de Marie Curie para a causa feminista: na fila do setor de Raio-X de um hospital os pacientes reclamam, uma moça assaz esquisita está atrasando o dia de todos porque recusa-se peremptoriamente a retirar os piercings dos mamilos para a realização da radiografia.

Com informações do portal TecMundo.

“(…) O restante do meu patrimônio deve ser usado da seguinte maneira: com o capital dever ser criado um fundo cujos juros anuais serão distribuídos em prêmios para os que trouxerem os maiores benefícios à humanidade”.

Trecho do testamento de Alfred Nobel

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